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Contêineres eram organizados e tudo funcionava, diz atleta do sub-15

Segundo Pedrinho, que é filho de Beto, ex-jogador e ídolo do Flamengo, "não tinha nada para dar errado" no local que pegou fogo no Ninho do Urubu

Companheiro de time das vítimas das chamas que atingiram o Ninho do Urubu, na madrugada desta sexta-feira 8, o meia Pedrinho chegou ao centro de treinamento do Flamengo por volta das 11h30, acompanhado do pai, o ex-jogador Beto, ídolo do clube rubro-negro na década de 90. O jovem conhecia os contêineres que serviam de dormitórios para os atletas e afirmou que, aparentemente, não havia nenhum problema no local.

“Era tudo organizado, não tinha nada para dar errado ali. Fiquei dormindo uma vez só lá, mas tudo funcionava muito bem”, afirmou o atleta de 15 anos. Emocionado, Beto, que iniciou a carreira no Botafogo, mas se consagrou pelo Flamengo, disse que conhecia bem os meninos atingidos pelo incêndio.

“São garotos de futuro brilhante, é muito triste acontecer uma coisa dessas. A estrutura que o Flamengo está montando atualmente não existia em nenhum momento na minha época”, declarou o jogador de 44 anos.

Beto afirmou, ainda, que fazia pressão para que o filho Pedrinho fosse morar com os outros atletas. “Sempre disse pra ele sair de casa, ir morar com os jogadores, largar pai e mãe. Agora imagina como eu estaria hoje?”, indagou, antes de entrar no CT do clube.