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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O avanço do vinho em caixa no Brasil

Entre março e julho, a startup Fabenne vendeu 20 mil bags, algo como 400.000 taças

Por Manoel Schlindwein - Atualizado em 26 ago 2020, 13h25 - Publicado em 26 ago 2020, 12h32

Diferente de outros setores que foram atingidos pela crise econômica gerada pela pandemia, o mercado de vinhos vai na contramão e é um dos que mais tem crescido em consumo. Dados da Ideal Consulting mostram que as vendas do produto cresceram 72% e foram lideradas pelos rótulos nacionais.

Uma startup que investe em embalagens bag-in-box, tecnologia bem conhecida de outros países onde o mercado é mais maduro, como EUA, França e Austrália, resolveu apostar na conquista de novos clientes pela internet – seja pelo ecommerce da marca, seja pelo site da Amazon.

A Fabenne, auto-intitulada a primeira startup de vinhos do Brasil, tornou-se uma aliada de iniciantes e apaixonados por vinhos desde seu lançamento, em 2017, e isso foi acelerado durante a quarentena. Entre março e julho, a startup vendeu 20 mil bags, que se traduzem em 400 mil taças consumidas – número equivalente ao resultado obtido pela marca em todo o ano de 2019.

Somente nos meses de julho e agosto, em comparação com o mesmo período do último ano, o crescimento nos pedidos foi de 400%. Já os acessos ao site cresceram seis vezes, alcançando cinco mil visitantes diários. Apostando no ganho de escala, a empresa projeta faturar R$ 4 milhões até o fim de 2020.

“Entramos em um mercado tradicional, porém pouco desenvolvido no Brasil. Entendemos que é justamente a forma como o vinho está posicionado para o consumidor que o afasta da categoria, com tantas regras e agentes que dificultam o acesso. Vinho é caro, vinho é para momentos especiais, vinho é difícil de escolher. Estamos quebrando esses mitos e mostrando que é possível desenvolver um mercado de trás pra frente, olhando primeiro para o consumidor e depois para dentro de casa”, explica Adriano Santucci, co-fundador da startup.

O vinho, elaborado em parceria com a cooperativa Vinícola São João, de Farroupilha, na Serra Gaúcha, é servido em caixas eco-friendly de três litros. A embalagem possui uma tecnologia que impede a entrada de ar quando se serve a taça, evitando sua oxidação e garantindo sua qualidade por até 45 dias após aberta.

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