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Primeira entrevista coletiva de Teich será quase uma semana após indicação

Novo ministro da Saúde foi escolhido por Bolsonaro na quinta-feira 16 e só será exposto a perguntas de jornalistas ao vivo na quarta-feira 22

Por Mariana Zylberkan Atualizado em 21 abr 2020, 06h53 - Publicado em 20 abr 2020, 20h14

Quase uma semana após ter sido escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro, na quinta-feira 16, o ministro da Saúde, Nelson Teich, será exposto na quarta-feira 22 pela primeira vez a uma entrevista coletiva, na qual a autoridade é sabatinada ao vivo por repórteres. Até agora, apesar da pandemia do coronavírus, ele fez apenas dois pronunciamentos – um no dia em que foi anunciado como sucessor do então ministro Luiz Henrique Mandetta e outro na sexta-feira 17, quando foi empossado. Nas duas ocasiões, não houve perguntas de jornalistas.

Os encontros quase diários com profissionais da imprensa foram um dos marcos da gestão de Mandetta, que participou da maioria dos informes oficiais sobre a pandemia ao lado do secretário-executivo, João Gabbardo dos Reis, e do secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.

O anúncio dos números de casos confirmados e de mortes por coronavírus nesta segunda-feira, 20, foi feita por meio de boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, sem apresentação ao vivo. Na sexta-feira, Teich havia participado também de uma teleconferência com autoridades de Saúde dos países que compõem o G20.

A troca ministerial ocorreu após críticas de Bolsonaro ao estilo de Mandetta, a quem acusou de não ter humildade, além de divergências em relação ao prolongamento da quarentena nos estados.

O novo ministro priorizou nos primeiro dias à frente do cargo agilizar o sistema de testagem na cidade de São Paulo, que concentra o maior número de casos confirmados e mortes causadas pelo coronavírus, e comprar medicamentos anti-HIV que têm sido usados de maneira experimental no tratamento contra a doença.

Entre suas primeiras ações, Teich abriu contratação emergencial, sem licitação, para empresas interessadas em oferecer serviço de coleta de amostras para a realização de testes de coronavírus em pacientes da rede pública de saúde. O ministro também abriu chamamento público para a compra de 12 milhões de testes rápidos. Foi aprovado ainda o pagamento de R$ 1,1 milhão para a compra de medicamentos anti-HIV para serem administrados em pacientes com sintomas de Covid-19. Esses remédios têm sido testados pela Fiocruz por serem capazes de reduzir a replicação viral no organismo de infectados, além de amenizar o processo inflamatório nos pulmões, um dos agravantes da doença.

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