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Desde 2018, Rio tem 2 ex-secretários de penitenciárias presos e 1 afastado

Astério Pereira, acusado de corrupção pela Lava-Jato, é o segundo titular da pasta responsável por presídios a ser encarcerado; outro foi afastado do cargo

Por Redação - Atualizado em 5 mar 2020, 18h05 - Publicado em 5 mar 2020, 17h53

A operação deflagada nesta quinta-feira, 5, pela Lava-Jato no Rio de Janeiro ampliou a coleção de escândalos envolvendo ex-secretários da Administração Penitenciária (Seap) do estado. Astério Pereira dos Santos, preso sob a acusação de fazer parte do esquema de corrupção comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral, é nada menos que o terceiro ex-chefe da pasta a se envolver em problemas com a Justiça nos últimos anos.

Astério Pereira ficou à frente da Seap entre os anos de 2003 e 2006, na gestão da ex-governadora Rosinha Garotinho. Ele foi citado em delações premiadas como um dos responsáveis pela arrecadação de propinas de empresas que prestavam serviços para a Administração Penitenciária do estado.

O Ministério Público Federal também sustenta que Astério Pereira ajudou na fuga do empresário Arthur Soares, o Rei Arthur, foragido desde 2017. Quando era secretário secretário nacional de Justiça e Cidadania do governo de Michel Temer, Astério Pereira teria vazado para Arthur Soares uma ordem de prisão que seria emitida contra ele no exterior.

Em março de 2018, o secretário que sucedeu Astério Pereira na Seap, coronel César Rubens Monteiro de Carvalho, foi preso por supostamente ter participado de um esquema que superfaturava os contratos para fornecimento de comida em cadeias do Rio de Janeiro. Os crimes teriam ocorrido durante as gestões de Sérgio Cabral e de Luiz Fernando Pezão. Por determinação da Justiça, Carvalho foi solto em julho daquele mesmo ano.

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Outro ex-secretário da Seap que enfrentou problemas com a lei foi o coronel Erir Ribeiro Costa Filho, sucessor de Carvalho na pasta. Erir Ribeiro foi afastado do cargo pela Justiça, em janeiro de 2018, sob a acusação de ter concedido regalias para Cabral no período em que ele esteve preso nas penitenciárias de Bangu e de Benfica. Entre os luxos, estavam alimentos fora das regras, o acesso a remédios sem prescrição e a livre circulação do ex-governador pela prisão de Benfica.

Além de Astério Pereira e de seu filho, Danilo Botelho dos Santos, a Justiça autorizou as prisões de Carlson Ruy Ferreira, Vinícius da Silva Ferreira, Josemar Pereira, Viviane Ferreira, Marcelo Pereira, Pedro Navarro César e Thiago Bustamante.

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