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‘Rei Arthur’ confirma compra de votos na escolha do Rio como sede olímpica

Empresário contou para a polícia americana que efetuou pagamentos para delegados africanos escolherem o Brasil como sede em 2016

Por Da Redação - Atualizado em 28 out 2019, 15h58 - Publicado em 28 out 2019, 15h57

Detido nos Estados Unidos na última sexta-feira, o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho confessou participar de um esquema de pagamentos para eleger o Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016. De acordo com o jornal O Globo, Rei Arthur disse em depoimento à polícia americana que pagou para delegados de países africanos no Comitê Olímpico Internacional votarem na capital carioca em setembro de 2009.

Em julho deste ano, o ex-governador Sérgio Cabral havia revelado a compra de votos em depoimento ao juiz federal Marcelo Bretas, responsável por julgar os processos da Operação Lava Jato no Estado. Segundo Cabral, Rei Arthur teria transferido 2 milhões de dólares para o senegalês Papa Massata Diack através da empresa Matlock Capital Group. Massata Diack é filho do então presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), Lamine Diack, que acabou banido do esporte por seu envolvimento nos casos de doping da Federação Russa de atletismo – Lamine Diack está sendo processado na França por corrupção e lavagem de dinheiro.

O empresário havia sido preso no último dia 25, em Miami, e acabou solto no mesmo dia. De acordo com seu advogado, Nythalmar Dias Filho, ele foi “equivocadamente detido por não portar a documentação necessária para a renovação do seu visto”. Arthur César de Menezes Soares Filho estava na lista de procurados da Interpol desde 2017. Por causa de um acordo de delação, a Justiça americana não atendeu ao pedido de deportação do Ministério Público brasileiro.

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