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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Nova fase da Lava-Jato ajuda a desidratar delação de Sérgio Cabral

Fatos envolvem secretários da administração penitenciária da gestão do ex-governador do Rio

Por Mariana Muniz - Atualizado em 5 mar 2020, 10h42 - Publicado em 5 mar 2020, 10h33

A nova etapa da Lava-jato no Rio, deflagrada nesta quinta-feira, pode atingir em cheio a delação de Sérgio Cabral, fechada com a Polícia Federal. Isto porque mira em pessoas que fizeram parte de sua cúpula – esvaziando, de certa forma, as possíveis novidades presentes no acordo do ex-governador.

Segundo o Radar apurou, as investigações do MPF apontam que o ex-secretário Nacional de Justiça Asterio Pereira teria repassado informações sigilosas a Arthur César de Menezes Soares, colaborando para que ele fugisse do país.

Os relatos envolvendo Arthur Soares e Astério Pereira foram feitos com base na delação do ex-sócio de Rei Arthur, Ricardo Rodrigues. Outra colaboração de membro do governo de Cabral serviu para embasar a nova etapa da Operação: a do ex-secretário adjunto de tratamento penitenciário da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio, Marcos Vinícius Lips.

De acordo com as investigações, a Seap era palco para um esquema de propinas envolvendo seus diretores e membros do Tribunal de Contas do Estado.

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Além de Astério Pereira e de seu filho, Danilo Botelho dos Santos, foram presos por ordem de Bretas Carlson Ruy Ferreira, ex-secretário da Seap, Vinícius da Silva Ferreira, Josemar Pereira, Viviane Ferreira, Marcelo Pereira, Pedro Navarro César e Thiago Bustamante.

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