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revista Sports Illustrated

28/01/2012

às 18:32 \ Tema Livre

Jornalistas dos EUA considerarem Pelé o 4º melhor de todos os tempos é insulto a quem entende de futebol — e aos torcedores brasileiros

O Rei Pelé em jogada clássica -- a bicicleta -- que ele cansou de repetir ao longo da carreira e com a qual marcou cinco gols (Foto: Alberto Ferreira / Jornal do Brasil)

A garotada já entende e pratica, mas está uma vez mais provado que americano — incluído jornalistas — não entende bulhufas de futebol: absolutamente ridícula a pesquisa entre profissionais de imprensa publicada pela revista Sports Illustrated que considera o inigualável Pelé o quarto melhor jogador de todos os tempos. Sim, o quarto.

O Rei, nesse levantamento realizado entre dez jornalistas cabeças-de-bagre, ficou atrás de Messi, do também argentino Maradona e do genial holandês Johann Cruyff. Para quem sabe o que foi Pelé, é uma palhaçada. Para quem conhece um pouco de futebol — e para os torcedores brasileiros –, um insulto.

Sugere-se que a assessoria do Rei envie urgentemente para os dez o DVD Pelé Eterno. Está mais do que claro que as mágicas e milagres ali mostrados esses jornalistas nunca viram.

A mesma providência deveria ser adotada em relação ao jornalista Bobby Gosh, autor da recente reportagem da revista Time trazendo Messi — realmente um craque extraordinário — na capa –, e que igualmente já desconsidera Pelé.

O Rei (abraçado e levantado por Jairzinho, na Copa de 1970) e sua marca registrada: o soco no ar (Foto: veja.abril.com.br)

Quem quiser tirar o reino de Pelé precisa, entre outras proezas, fazer o seguinte:

* Disputar mais do as quatro Copas do Mundo de que Pelé participou e vencer mais do que as três que ele conquistou.

* Marcar mais de 1.282 gols na carreira, algo que nenhum jogador de futebol fez em qualquer tempo. Como comparação, basta dizer que Maradona, muitas vezes apontado, especialmente pelos argentinos, como melhor que o Rei, marcou 356.

* Marcar por sua seleção mais do que os recordistas 95 feitos por Pelé pela seleção brasileira. (Messi, até agora, fez 19 pelo time da Argentina).

* Ser bicampeão mundial de futebol por sua seleção com menos de 22 anos. Messi, 24 anos, ainda não foi nenhuma vez. O grande Cruyff nunca chegou lá. Maradona ganhou sua única Copa (a de 1986) aos 26 anos.

* Marcar mais do que os 8 gols em uma só partida que estufaram as redes do Botafogo de Ribeirão Preto nos famosos 11 a 0 aplicados pelo Santos no time do interior no Campeonato Paulista de 1964.

Preparando-se para marcar, de pênalti, o milésimo no goleiro Andrada, do Vasco, no Maracanã, em novembro de 1969 (Foto: abril.com.br)

* Ser 11 vezes artilheiro de um campeonato regional duríssimo, como era o Paulista entre 1957 e 1973

* Marcar mais de 58 gols em 37 jogos durante um campeonato, como fez Pelé no disputadíssimo Paulista de 1958.

* Conquistar, no total, mais do que 60 títulos, entre os quais as três Copas do Mundo mencionadas, mais dois mundiais interclubes, duas Libertadores da América, cinco Taças Brasil e dez campeonatos locais, como foi o caso de Pelé com o Paulista.

* Marcar num só ano mais do que os 127 gols registrados por Pelé em 1957. Só como comparação, no melhor ano de sua carreira, 2000, Romário fez 73 gols. Ronaldo Fenômeno, no auge, balançou redes 63 vezes em 1997.

Relembrem (ou vejam) algumas máginas do Rei retiradas do DVD Pelé Eterno:

Agora, um especial de 7 minutos resumindo a carreira de Pelé pelo site Gazeta Esportiva:

http://www.youtube.com/watch?v=iHvzKW6z0Mc&feature=fvwrel

 

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