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Marcelo

03/04/2012

às 14:05 \ Tema Livre

O policial espanhol chefia uma batida num restaurante, e não reconhece os craques do Real Madrid — nem Cristiano Ronaldo

Pepe, Cristiano Ronaldo e Marcelo: com Coentrão, que não está na foto, alvo de um policial atrás de mafiosos em Madri (Foto: Correio do Povo)

 

O policial de Madri que comandou uma “batida” num celebrado restaurante da capital, dias atrás, devia estar no mundo da lua.

O policial, que chefiava outros quatro, atendeu a uma queixa anônima sobre uma suposta reunião de mafiosos num reservado do restaurante e quis entrar.

O dono argumentou que não era nada disso, que ali estavam quatro jogadores e ídolos do time do Real Madrid — Pepe, Cristiano Ronaldo, Marcelo e Coentrão – boa parte do que a imprensa espanhola chama, inadequadamente, de “clã português”, e que inclui, além de Marcelo, também Kaká. Eram convidados de Pepe, brasileiro naturalizado português, para comemorar seu aniversário.

Os craques ficaram boquiabertos quando, diante da argumentação do proprietário, o policial, em plena capital da Espanha, na cidade-sede do time de futebol que tem milhões de torcedores no país e no exterior, e que não sai das telas de TV mundo afora, respondeu:

– Não sei quem são esses sujeitos.

Até que seus próporios colegas o chamaram à parte e disseram que, sim, eram os jogadores em questão.

Turrão, o homem da lei não se deu por achado: deu uma olhada geral no reservado, com se estivesse inspecionando o local, até que, solenemente, bateu em retirada com seus comandados.

 

20/11/2011

às 12:13 \ Tema Livre

Lista dos melhores jogadores do mundo: Neymar brilha, é o único jogador de time brasileiro e escancara cegueira da FIFA para quem não joga na Europa

Neymar-Santos-Bola-de-ouro

Neymar: permanência no Santos possibilitou exceção histórica

Neymar foi incluído hoje, com grande justiça, na lista prévia dos 23 melhores jogadores de futebol do mundo segundo a FIFA. Desta seleção inicial serão coados, em anúncio previsto para 5 de dezembro, os três grandes finalistas que disputarão a cobiçada Bola de Ouro, a 9 de janeiro em Zurique, na Suíça, sede da entidade-mor do futebol.

O craque santista aparece ao lado de nada menos que oito atletas do Barcelona (entre os quais Daniel Alves, o outro brasileiro do pacote), cinco do Real Madrid – incompreensivelmente, o lateral-esquerdo Marcelo não é um deles -, e “zebras” como o português Nani, do Manchester United (leia a relação completa, incluindo os dez apontados para o prêmios de melhor treinador, aqui).

O capitão do Barça, o cabeludo Puyol, cercado pelos indicados Messi, Iniesta, Villa, Xavi e Piqué; Alves, Abidal e Fàbregas foram os outros (Foto: AFP)

Craques sul-americanos são vários; entre os times, só o Santos

Como sempre, os craques sul-americanos marcam considerável presença. Além de Neymar e Alves, comparecem os argentinos Lionel Messi (do Barça, o grande favorito a ganhar o troféu pela terceira vez consecutiva) e Sergio “Kun” Agüero (Manchester City) e os bravos uruguaios Diego Forlán (Inter de Milão) e Luis Suárez (Liverpool).

Já os clubes do nosso continente são representados apenas pelo Santos de Neymar. Algo que o própria FIFA admitiu como sendo uma notável exceção. Leiam o que diz o site da entidade: “A inclusão de Neymar na lista é especialmente digna de nota, não apenas porque a sensação do Santos tem apenas 19 anos. Desde que o sistema de lista prévia foi introduzido pela FIFA em 2004, apenas um jogador atuante fora da Europa foi incluído, e o homem em questão Juan Roman Riquelme, estava emprestado ao Boca Juniors pelo Villarreal [da Espanha]”.

Glória compartida

Os indícios do eurocentrismo da FIFA, que já critiquei outras vezes neste blog, não são apenas o fato do Santos ser o primeiro a aparecer nas listas prévias desde que o mecanismo foi implantado. É espantoso saber também que, ao receber a nomeação, o jovem meia-atacante seja o primeiro brasileiro na história do prêmio a representar apenas um clube na ocasião da indicação. Ou seja, esteve só no Santos durante a última temporada.

Em todos os outros casos em que equipes nacionais forneceram craques para a relação, tiveram que dividir os créditos com agremiações europeias: em 1993, indicou-se Raí pelo que fez no São Paulo mas também no Paris Saint-Germain na mesma temporada; o nome de Juninho Paulista, em 1995, apareceu por brilhar no tricolor paulista em São Paulo e no inglês Middlesbrough; o Flamengo dividiu com o Barcelona os méritos pela inclusão de Romário em 1995 e 1996, algo que o mesmo clube catalão teve que fazer com o Santos na hora de levar crédito por Giovanni, em 1996.

Eurocentrismo injustficado

 

Abida-Bola-de-ouro-Fifa

Recuperação impressionante de um câncer permitiu a Eric Abidal levantar a Champions 2010-2011; mas será que merecia estar na lista?

Tudo bem. Sabemos perfeitamente que o futebol sul-americano é bagunçado, que os clubes trocam de treinados e jogadores em regime quase semanal, os estádios são inseguros, o torcedor é desrespeitado, o calendário desorganizado e as federações responsáveis um péssimo exemplo.

Mas de onde vêm os jogadores que abastecem as riquíssimas e glamurosas ligas europeias? Que torneio do Velho Continente é tão arduamente disputado como o Brasileirão? É Éric Abidal, lateral-esquerdo do Barcelona, realmente melhor do que, por exemplo, Paulo Henrique Ganso? Ou a FIFA se contorceu para incluir o seu nome porque ele enfrentou e venceu recentemente um câncer no fígado? (Marcelo, do Real Madrid, é muito melhor do que o valente Abidal na mesma posição, e não entrou na lista).

Ah, e aposto com vocês o salário do Messi de que Neymar só foi lembrado porque, além de craque, é um fenômeno mediático que o levou a ser disputado palmo a palmo por Barcelona e Real Madrid, e por isso não sai dos noticiários esportivos internacionais.

Ainda que venha deste exótico Santos, de um longínquo e improvável país chamado Brasil. Por acaso, o maior celeiro de craques de futebol do planeta.

19/10/2011

às 14:05 \ Tema Livre

O garoto Marcelo, do Real Madrid, está jogando uma barbaridade e merece disputar lugar na lista da FIFA dos melhores do mundo

Real Madrid's Marcelo and Olympique Lyon's Jimmy Briand (Foto: Reuters/Juan Medina)

Marcelo disputa uma bola com Jimmy Briand, do Olympique Lyon: o brasileiro está jogando uma barbaridade

Amigos do blog, não sei quantos de vocês terão tido a oportunidade de assistir, nesta noite passada, à partida de futebol pela Liga dos Campeões da Europa em que o Real Madrid massacrou o Olympique de Lyon por 4 gols a 0 — sem contar dois gols anulados do Real, um pênalti claro não marcado contra os franceses e uma boa meia dúzia de situações agudas criadas pelos espanhóis.

E, mais uma vez, o brasileiro Marcelo, ala esquerda do Real Madrid, jogou uma barbaridade. Se ele tivesse conseguido transformar em gol uma espetacular tabelinha que fez, de calcanhar, com o atacante português Cristiano Ronaldo — a bola passou rente à trave –, era o caso de colocar uma placa no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri.

Com apenas 23 anos, mas já quatro de experiência no time considerado pela FIFA o melhor do século XX, o que mais gasta dinheiro em contratações no rico futebol espanhol e o mais pressionado do mundo para ganhar títulos, que insistem em não vir, o garoto que começou no Fluminense está cada vez mais desenvolto e seguro de si.

Sua fragilidade, até há pouco, era defender bem, o que está sendo corrigido pelo ultrapolêmico técnico português José Mourinho. Mas Marcelo parece o sujeito da velha piada, que bate escanteio e logo está na área para cabecear.

Em forma física esplêndida, ele ataca pela esquerda, dribla bem, cruza muitas bolas perigosas para a área e volta e meia se incursiona pelo centro, driblando e tabelando, no rumo da meta adversária. Nos contra-ataques adversários, lá está ele dando carrinho, lutando pela bola, trombando com atacantes.

Se continuar assim, Marcelo vai brigar ali na pequena área da FIFA na escolha dos melhores jogadores do mundo. Nunca disputando, é claro, o primeiro lugar, que muito dificilmente escapará de ser atribuído ao argentino Messi, do Barcelona.

05/04/2011

às 13:06 \ Tema Livre

Real Madrid, desesperado por falta de títulos, “joga a alma” hoje contra o Tottenham inglês

Amigos, a transmissão começa às 15h30 na ESPN e na ESPN HD, e na partida o time mais caro do mundo, talvez em todos os tempos – o Real Madrid da Espanha – joga seu destino em 2011, enfrentando o surpreendente Tottenham Hotspur inglês pelas quartas de final da Liga dos Campeões, o mais importante de todos os campeonatos de futebol interclubes.

O Real deixou escapar de vez suas possibilidades no campeonato espanhol para o arquirrival Barcelona ao perder sábado, 1º, em casa, para o modesto Sporting Gijón. Faltam 7 rodadas para terminar o certame e o Barça está 8 pontos à frente. Agora, a Champions é vital para um clube que persegue desesperadamente um título desde 2008 – período tido, no milionário futebol espanhol, como algo terrível e humilhante para um dos dois grandes, Real e Barcelona.

A campanha do Real Madrid sob o técnico português José Mourinho vem sendo esplêndida – as 23 vitórias em 30 partidas já disputadas das 38 do campeonato espanhol seriam suficientes, segundo levantamento feito pelo jornal El Periódico, de Barcelona, para que a equipe liderasse os campaonatos da Inglaterra, da Itália, da Alemanha e da França.

O problema é que, no campeonato espanhol, o Real tem pela frente um adversário chamado Barcelona, que tem não 23, mas 26 vitórias em 30 jogos – e caminha para bater o recorde histórico que alcançou no ano passado, de 31 vitórias nas 38 partidas do certame.

Os números do Barça são avassaladores, se comparados também com os quatro líderes das quatro outras grandes ligas da Europa: na Inglaterra, o Manchester United tem 19 vitórias em 31 rodadas; na Itália, o Milan obteve até agora igual resultado; na Alemanha, o Borussia tem sido um pouco melhor – 20 vitórias em 28 jogos; e, na França, o líder Lille venceu 16 de 29 pelejas.

Aliviado, Mourinho voltará hoje a contar com o superastro Cristiano Ronaldo e com o lateral brasileiro Marcelo, ambos voltando de uma lesão muscular, e do meio-campo titular da seleção espanhola Xabi Alonso, que estava suspenso.

Partidaço. Jogadores do Real falam em “jogar a alma”.

Não percam, pois.

 

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