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Marcelo

07/07/2014

às 18:06 \ Tema Livre

Ao inocentar o colombiano Zúñiga, a FIFA fica com suas regras — e deixa de lado a barbárie que deveria coibir dentro do campo. A mordida de Suárez, para a FIFA, foi mais grave do que a joelhada em Neymar

O colombiano Camilo Zúñiga não será punido pelo lance que tirou Neymar da Copa (Foto: Eitam Abramovich/AFP)

Neymar, depois de atingido pelo joelho de Zúñiga, é atendido pelo colombiano James Rodríguez e por Marcelo. Felipão contou depois que o craque disse a Marcelo que, naquele momento, não sentia as pernas. Foi um ato gravíssimo — que vai passar disciplinarmente em branco (Foto: Eitam Abramovich/AFP)

A FIFA, apegando-se a jurisdicismos esportivos, negou nesta segunda-feira o pedido da CBF que cobrava punição ao jogador colombiano Camilo Zúñiga pelo entrada violenta em Neymar durante a partida Brasil 2 x Colômbia 1, na sexta-feira, 4, que causou a fratura de uma vértebra lombar de Neymar e tirou o craque do restante da Copa.

A”entidade máxima do futebol”, como dizem os “cronistas esportivos”, falou e disse, num comunicado oficial formalíssimo de seu Comitê Disciplinar: “Nenhuma ação retroativa poderá ser tomada, já que o incidente não escapou à atenção dos árbitros, o que é uma das duas condições para que o Código Disciplinar da FIFA seja aplicado”.

O juiz da partida, o espanhol Carlos Velasco Carballo, como se sabe, deu a lei da vantagem ao Brasil no lance, e não aplicou cartão amarelo em Zúñiga. Portanto, para a FIFA, o incidente “não escapou à atenção dos árbitros” — e está dado o motivo para não se fazer nada diante do ocorrido.

Esperem aí: como assim?

Comitê Executivo da Fifa (Foto: Foto-net)

Reunião do Comitê Executivo da FIFA: o Comitê Disciplinar da entidade preferiu ficar com regras que ela própria inventou do que olhar para a realidade violenta ocorrida num estádio, em plena Copa do Mundo (Foto: Foto-net)

Sou um daqueles idiotas ingênuos que encara como algo quase sagrado o Estado de Direito, que acredita, como Rui Barbosa, que “fora da lei não há salvação”.

No caso, porém, não estamos falando de um Estado nacional ou de uma associação de países como a União Europeia — mas de uma entidade esportiva.

Quer dizer que a FIFA considerou melhor, então, ater-se ao pé da letra restrito e incondicional de regras que ela própria criou — e que, naturalmente, são passíveis de interpretação para situações graves e excepcionais como a de que tratamos — do que coibir a violência em uma Copa do Mundo, do que dar um exemplo para todas as suas afiliadas e clubes de futebol do mundo todo, e isso aos olhos de todo o planeta?

Zúñiga foi responsável por um ato gravíssimo. Gravíssimo!

Um pouco mais, e Neymar poderia não apenas estar fora da Copa, mas ficar paraplégico! Se os amigos do blog não se lembram ou não ouviram, o técnico Felipão informou, em entrevista à Rede Globo, o porquê do lateral Marcelo estar tão assustado quando se aproximou de Neymar após o lance.

É que Neymar disse a Marcelo que não sentia as pernas!!!!

Claro que, felizmente, isso deve ter sido consequência temporária de pancada forte que se refletiu de alguma forma na medula espinhal. Agora, imaginemos — toc, toc, toc, Deus o livre — que houvesse atingido esse crucial centro nervoso do corpo humano.

A FIFA ficaria tão gelidamente impassível, mesmo assim?

Quer dizer que uma cena de violência em uma partida gravada por 32 câmeras de TV NÃO SERVE para a mesma FIFA que, acertadamente, acaba de aderir à goal-line technology — o sistema concebido na Alemanha para constatar, via 14 câmeras diferentes de alta velocidade, se a bola efetivamente entrou em lances de gol duvidosos?

Do ponto de vista da entidade de Zurique, a jogada “não foi passível de punição”.

Pombas, se essa jogada não foi, qual então É passível de punição?

Ah, bom, a mordida do uruguaio Luisito Suárez, como foi constatada por um bandeirinha, que informou ao juiz, existiu. Tanto é que Suárez recebeu punição forte — quatro meses fora do futebol e banimento por 9 partidas.

Do ponto de vista da FIFA, a mordida no ombro do zagueiro Chiellini foi mais grave do que um ato que poderia haver deixado paraplégico um dos maiores craques do planeta.

Não é por Neymar ser brasileiro, nem por fazer imensa falta à Seleção que se deve reclamar.

A FIFA deveria olhar mais para a vida real dentro dos gramados se quer mesmo coibir a barbárie no futebol. A decisão de absolver o jogador agressor e deixar o juiz ir embora para casa sem problemas em nada ajuda nisso — pelo contrário.

LEIAM TAMBÉM:

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28/06/2014

às 13:58 \ Tema Livre

Brasil joga bem no primeiro tempo e empate de 1 a 1 com o Chile é castigo

A Seleção Brasileira teve sua melhor atuação na Copa até agora neste primeiro tempo contra o Chile pelas oitavas de final, no Mineirão.

A entrada de Fernandinho desde o início da partida, no lugar de Paulinho, que não vinha bem, de novo foi o eixo dos acertos da Seleção. Com Fernandinho incansável no meio de campo, Luís Gustavo pôde se lançar à frente e auxiliar o ataque, enquanto funcionaram muito bem as instruções de Felipão para que Oscar ficasse de olho em Daniel Alves quando o Chile avançasse e para que Hulk fizesse o mesmo com o outro lateral, Marcelo.

O empate de 1 a 1 terminou sendo um castigo para a Seleção, que atuou com um meio de campo compacto e ágil, que finalizou 10 vezes, contra 2 do Chile, e que mostrou forte disposição de luta desde os primeiros minutos. Acabou sendo um castigo também para Hulk, que atacou com perigo e defendeu com denodo mas que, num lance isolado, quando tentava devolver uma bola a Marcelo, bateu curto e permitiu aos chilenos recuperá-la para o sempre perigoso Alexis Sánchez fazer o gol de empate.

Algumas falhas individuais da Seleção, plenamente aceitáveis em jogo tão decisivo, não comprometeram seu desempenho. O Brasil joga melhor. Preocupa a pancada que Neymar, novamente muito importante ao time, levou perto do joelho esquerdo.

12/06/2014

às 19:57 \ Tema Livre

COPA 2014: 3 a 1 foi placar largo demais para um Brasil ajudado pelo juiz e que jogou muito aquém do que sabe

comemoram a vitória do Brasil sobre a Croácia (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

David Luiz, Marcelo, Hernanes, Fred, Daniel Alves, Luiz Gustavo e outros jogadores comemoram a vitória do Brasil sobre a Croácia: o time vai precisar melhorar muito (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)

Para dizer a verdade, amigas e amigos do blog, nem sei se o Brasil mereceu vencer a Croácia.

Por 3 a 1, não mereceu, mesmo. Contagem larga demais, injusta para com o adversário.

Claro que o gol croata foi um acidente, embora um avanço estabanado de Daniel Alves tenha deixado descoberto o flanco por onde se construiria a jogada que acabaria com a primeira bola no fundo das redes da Copa 2014, desviada pelo pé de Marcelo.

Mas talvez — talvez — o goleirão croata Pletikoza pudesse ter defendido o chute mascado de Neymar que decretou o empate. E, é claro, o pênalti cavado por Fred foi escandalosamente inexistente.

O principal, dizem todos os integrantes da Seleção, é que vencemos. Para mim, porém, o principal foi a oportunidade de Felipão verificar que nem tudo o que se treina, mesmo incontáveis vezes, acaba se reproduzindo no terreno de jogo. E correr para corrigir o que não funcionou, pois o time jogou muito abaixo do que se esperava.

Vimos um Brasil errando muitos passes, esticando sucessivamente bolas difíceis para o domínio do ataque, as chamadas bolas “rifadas”, sem conseguir abafar a saída de bola do bom time croata — defesa forte, meio-campo habilidoso, onde se destaca o craque Modric, do Real Madrid, boa capacidade de contra-ataque — e com pouca ousadia para a jogada individual desequilibradora.

Quando aconteceu, como no primeiro gol de Neymar ou, sobretudo, no gol de bico do excelente Oscar, as coisas mudaram para muito melhor.

Peças importantes do time de Felipão não estiveram bem.

Paulinho, jogador cada vez mais respeitado internacionalmente, poucas vezes foi o fator surpresa que vem de trás para se apresentar, com perigo, na área.

Marcelo, estabanado e evidentemente abalado pelo gol contra, não se encontrou — marcou mal, errou passes, deu chutões.

Na outra lateral, Daniel Alves fez uma de suas piores partidas pela Seleção.

Luiz Gustavo, uma parede difícil de ultrapassar, bom no desarme e na entrega da bola, não repetiu suas boas atuações.

Fred, sempre valente e brigador, sumiu do jogo, e sua grande proeza foi conseguir um pênalti que não honra as cores da Seleção. Hulk lutou muito, mas pareceu ter esquecido o que treinou e, como assinalou o leitor Carlos Nascimento, deixou de ser atacante para tornar-se marcador.

Em compensação, senti firmeza nas poucas intervenções do contestado Júlio César. David Luiz justificou plenamente a fortuna que o Paris Saint Germain gastou para tirá-lo do Chelsea. Neymar foi corajoso e disputou uma excelente partida. E Oscar, depois de um começo apagado, cresceu e se tornou uma ameaça constante para os croatas.

Muito além dos acertos individuais, porém, Felipão vai precisar fazer o time voltar a ter um padrão de jogo — idealmente, caminhar firme para aquele tipo de atuação inesquecível da vitória contra a Espanha, na final da Copa das Confederações, no ano passado.

Não tenham dúvida: esta Copa não será moleza, de forma alguma.

03/04/2012

às 14:05 \ Tema Livre

O policial espanhol chefia uma batida num restaurante, e não reconhece os craques do Real Madrid — nem Cristiano Ronaldo

Pepe, Cristiano Ronaldo e Marcelo: com Coentrão, que não está na foto, alvo de um policial atrás de mafiosos em Madri (Foto: Correio do Povo)

 

O policial de Madri que comandou uma “batida” num celebrado restaurante da capital, dias atrás, devia estar no mundo da lua.

O policial, que chefiava outros quatro, atendeu a uma queixa anônima sobre uma suposta reunião de mafiosos num reservado do restaurante e quis entrar.

O dono argumentou que não era nada disso, que ali estavam quatro jogadores e ídolos do time do Real Madrid — Pepe, Cristiano Ronaldo, Marcelo e Coentrão – boa parte do que a imprensa espanhola chama, inadequadamente, de “clã português”, e que inclui, além de Marcelo, também Kaká. Eram convidados de Pepe, brasileiro naturalizado português, para comemorar seu aniversário.

Os craques ficaram boquiabertos quando, diante da argumentação do proprietário, o policial, em plena capital da Espanha, na cidade-sede do time de futebol que tem milhões de torcedores no país e no exterior, e que não sai das telas de TV mundo afora, respondeu:

– Não sei quem são esses sujeitos.

Até que seus próporios colegas o chamaram à parte e disseram que, sim, eram os jogadores em questão.

Turrão, o homem da lei não se deu por achado: deu uma olhada geral no reservado, com se estivesse inspecionando o local, até que, solenemente, bateu em retirada com seus comandados.

 

20/11/2011

às 12:13 \ Tema Livre

Lista dos melhores jogadores do mundo: Neymar brilha, é o único jogador de time brasileiro e escancara cegueira da FIFA para quem não joga na Europa

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Neymar: permanência no Santos possibilitou exceção histórica

Neymar foi incluído hoje, com grande justiça, na lista prévia dos 23 melhores jogadores de futebol do mundo segundo a FIFA. Desta seleção inicial serão coados, em anúncio previsto para 5 de dezembro, os três grandes finalistas que disputarão a cobiçada Bola de Ouro, a 9 de janeiro em Zurique, na Suíça, sede da entidade-mor do futebol.

O craque santista aparece ao lado de nada menos que oito atletas do Barcelona (entre os quais Daniel Alves, o outro brasileiro do pacote), cinco do Real Madrid – incompreensivelmente, o lateral-esquerdo Marcelo não é um deles -, e “zebras” como o português Nani, do Manchester United (leia a relação completa, incluindo os dez apontados para o prêmios de melhor treinador, aqui).

O capitão do Barça, o cabeludo Puyol, cercado pelos indicados Messi, Iniesta, Villa, Xavi e Piqué; Alves, Abidal e Fàbregas foram os outros (Foto: AFP)

Craques sul-americanos são vários; entre os times, só o Santos

Como sempre, os craques sul-americanos marcam considerável presença. Além de Neymar e Alves, comparecem os argentinos Lionel Messi (do Barça, o grande favorito a ganhar o troféu pela terceira vez consecutiva) e Sergio “Kun” Agüero (Manchester City) e os bravos uruguaios Diego Forlán (Inter de Milão) e Luis Suárez (Liverpool).

Já os clubes do nosso continente são representados apenas pelo Santos de Neymar. Algo que o própria FIFA admitiu como sendo uma notável exceção. Leiam o que diz o site da entidade: “A inclusão de Neymar na lista é especialmente digna de nota, não apenas porque a sensação do Santos tem apenas 19 anos. Desde que o sistema de lista prévia foi introduzido pela FIFA em 2004, apenas um jogador atuante fora da Europa foi incluído, e o homem em questão Juan Roman Riquelme, estava emprestado ao Boca Juniors pelo Villarreal [da Espanha]”.

Glória compartida

Os indícios do eurocentrismo da FIFA, que já critiquei outras vezes neste blog, não são apenas o fato do Santos ser o primeiro a aparecer nas listas prévias desde que o mecanismo foi implantado. É espantoso saber também que, ao receber a nomeação, o jovem meia-atacante seja o primeiro brasileiro na história do prêmio a representar apenas um clube na ocasião da indicação. Ou seja, esteve só no Santos durante a última temporada.

Em todos os outros casos em que equipes nacionais forneceram craques para a relação, tiveram que dividir os créditos com agremiações europeias: em 1993, indicou-se Raí pelo que fez no São Paulo mas também no Paris Saint-Germain na mesma temporada; o nome de Juninho Paulista, em 1995, apareceu por brilhar no tricolor paulista em São Paulo e no inglês Middlesbrough; o Flamengo dividiu com o Barcelona os méritos pela inclusão de Romário em 1995 e 1996, algo que o mesmo clube catalão teve que fazer com o Santos na hora de levar crédito por Giovanni, em 1996.

Eurocentrismo injustficado

 

Abida-Bola-de-ouro-Fifa

Recuperação impressionante de um câncer permitiu a Eric Abidal levantar a Champions 2010-2011; mas será que merecia estar na lista?

Tudo bem. Sabemos perfeitamente que o futebol sul-americano é bagunçado, que os clubes trocam de treinados e jogadores em regime quase semanal, os estádios são inseguros, o torcedor é desrespeitado, o calendário desorganizado e as federações responsáveis um péssimo exemplo.

Mas de onde vêm os jogadores que abastecem as riquíssimas e glamurosas ligas europeias? Que torneio do Velho Continente é tão arduamente disputado como o Brasileirão? É Éric Abidal, lateral-esquerdo do Barcelona, realmente melhor do que, por exemplo, Paulo Henrique Ganso? Ou a FIFA se contorceu para incluir o seu nome porque ele enfrentou e venceu recentemente um câncer no fígado? (Marcelo, do Real Madrid, é muito melhor do que o valente Abidal na mesma posição, e não entrou na lista).

Ah, e aposto com vocês o salário do Messi de que Neymar só foi lembrado porque, além de craque, é um fenômeno mediático que o levou a ser disputado palmo a palmo por Barcelona e Real Madrid, e por isso não sai dos noticiários esportivos internacionais.

Ainda que venha deste exótico Santos, de um longínquo e improvável país chamado Brasil. Por acaso, o maior celeiro de craques de futebol do planeta.

19/10/2011

às 14:05 \ Tema Livre

O garoto Marcelo, do Real Madrid, está jogando uma barbaridade e merece disputar lugar na lista da FIFA dos melhores do mundo

Real Madrid's Marcelo and Olympique Lyon's Jimmy Briand (Foto: Reuters/Juan Medina)

Marcelo disputa uma bola com Jimmy Briand, do Olympique Lyon: o brasileiro está jogando uma barbaridade

Amigos do blog, não sei quantos de vocês terão tido a oportunidade de assistir, nesta noite passada, à partida de futebol pela Liga dos Campeões da Europa em que o Real Madrid massacrou o Olympique de Lyon por 4 gols a 0 — sem contar dois gols anulados do Real, um pênalti claro não marcado contra os franceses e uma boa meia dúzia de situações agudas criadas pelos espanhóis.

E, mais uma vez, o brasileiro Marcelo, ala esquerda do Real Madrid, jogou uma barbaridade. Se ele tivesse conseguido transformar em gol uma espetacular tabelinha que fez, de calcanhar, com o atacante português Cristiano Ronaldo — a bola passou rente à trave –, era o caso de colocar uma placa no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri.

Com apenas 23 anos, mas já quatro de experiência no time considerado pela FIFA o melhor do século XX, o que mais gasta dinheiro em contratações no rico futebol espanhol e o mais pressionado do mundo para ganhar títulos, que insistem em não vir, o garoto que começou no Fluminense está cada vez mais desenvolto e seguro de si.

Sua fragilidade, até há pouco, era defender bem, o que está sendo corrigido pelo ultrapolêmico técnico português José Mourinho. Mas Marcelo parece o sujeito da velha piada, que bate escanteio e logo está na área para cabecear.

Em forma física esplêndida, ele ataca pela esquerda, dribla bem, cruza muitas bolas perigosas para a área e volta e meia se incursiona pelo centro, driblando e tabelando, no rumo da meta adversária. Nos contra-ataques adversários, lá está ele dando carrinho, lutando pela bola, trombando com atacantes.

Se continuar assim, Marcelo vai brigar ali na pequena área da FIFA na escolha dos melhores jogadores do mundo. Nunca disputando, é claro, o primeiro lugar, que muito dificilmente escapará de ser atribuído ao argentino Messi, do Barcelona.

05/04/2011

às 13:06 \ Tema Livre

Real Madrid, desesperado por falta de títulos, “joga a alma” hoje contra o Tottenham inglês

Amigos, a transmissão começa às 15h30 na ESPN e na ESPN HD, e na partida o time mais caro do mundo, talvez em todos os tempos – o Real Madrid da Espanha – joga seu destino em 2011, enfrentando o surpreendente Tottenham Hotspur inglês pelas quartas de final da Liga dos Campeões, o mais importante de todos os campeonatos de futebol interclubes.

O Real deixou escapar de vez suas possibilidades no campeonato espanhol para o arquirrival Barcelona ao perder sábado, 1º, em casa, para o modesto Sporting Gijón. Faltam 7 rodadas para terminar o certame e o Barça está 8 pontos à frente. Agora, a Champions é vital para um clube que persegue desesperadamente um título desde 2008 – período tido, no milionário futebol espanhol, como algo terrível e humilhante para um dos dois grandes, Real e Barcelona.

A campanha do Real Madrid sob o técnico português José Mourinho vem sendo esplêndida – as 23 vitórias em 30 partidas já disputadas das 38 do campeonato espanhol seriam suficientes, segundo levantamento feito pelo jornal El Periódico, de Barcelona, para que a equipe liderasse os campaonatos da Inglaterra, da Itália, da Alemanha e da França.

O problema é que, no campeonato espanhol, o Real tem pela frente um adversário chamado Barcelona, que tem não 23, mas 26 vitórias em 30 jogos – e caminha para bater o recorde histórico que alcançou no ano passado, de 31 vitórias nas 38 partidas do certame.

Os números do Barça são avassaladores, se comparados também com os quatro líderes das quatro outras grandes ligas da Europa: na Inglaterra, o Manchester United tem 19 vitórias em 31 rodadas; na Itália, o Milan obteve até agora igual resultado; na Alemanha, o Borussia tem sido um pouco melhor – 20 vitórias em 28 jogos; e, na França, o líder Lille venceu 16 de 29 pelejas.

Aliviado, Mourinho voltará hoje a contar com o superastro Cristiano Ronaldo e com o lateral brasileiro Marcelo, ambos voltando de uma lesão muscular, e do meio-campo titular da seleção espanhola Xabi Alonso, que estava suspenso.

Partidaço. Jogadores do Real falam em “jogar a alma”.

Não percam, pois.

 

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