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Jornal da Tarde

10/11/2012

às 15:00 \ Tema Livre

Pequena história de um jornal pioneiro que morreu: o “Jornal da Tarde”, de SP

Detalhe da capa de 07 de junho de 1982, quando o Brasil saiu da Copa: edições históricas (Foto: Reprodução)

Detalhe da capa de 07 de junho de 1982, quando o Brasil saiu da Copa: edições históricas (Foto: Reprodução)

Amigas e amigos do blog, como muitos de vocês sabem, morreu há alguns dias, depois de quase meio século de existência, o Jornal da Tarde, de São Paulo, que produziu uma das mais radicais transformações na cara e no conteúdo dos jornais brasileiros em todos os tempos.

Tive a ventura de trabalhar no JT dos primeiros tempos durante quase sete anos, primeiro como correspondente em Brasília, depois na Redação, em São Paulo. Deu-se, ali, uma das maiores concentrações de talento que jamais vi na vida — um grupo de jovens que, mais tarde, se espalharia por outros jornais, revistas, emissoras de TV e agências de publicidade, enriquecendo-os.

Outros se tornaram escritores de renome, teatrólogos, cineastas e até empresários.

Minhas memórias pessoais do jornal são tão extensas que, por várias razões, não tive tempo de reunir e organizar. Mas a revista VEJA São Paulo, que circula com VEJA na capital e nas cidades situadas num raio de 100 quilômetros dela, publicou a melhor reportagem a respeito do fim do JT.

Achei interessante, então, compartilhá-las com vocês.

UM SONHO QUE SE VAI

Chega ao fim o Jornal da Tarde, nascido há 46 anos com a pretensão de reinventar a forma de narrar notícias (missão cumprida várias vezes de forma brilhante)

Reportagem de Daniel Bergamasco, com colaboração de João Batista Jr. e Cristiane Bomfim, publicada em edição impressa de VEJA São Paulo

Cria de um dos grupos de imprensa mais tradicionais do país, o Jornal da Tarde surgiu em 1966 com o papel de ser o herdeiro mais atrevido da empresa. Seu objetivo era atrair leitores mais jovens e preencher o vazio das segundas, quando seu “pai”, O Estado de S. Paulo, não circulava (essa tradição só seria abandonada em 1991).

Fazendo jus ao nome, o veículo foi concebido [por uma equipe comandada pelo jornalista Mino Carta, seu primeiro diretor] como um vespertino e chegava às bancas por volta das 15 horas. Logo de início, o novo título mostrou sua vocação de adolescente rebelde e ousado. Com frequência, suas capas eram surpreendentes, trazendo fotos que ocupavam toda a primeira página.

Algumas vezes, as imagens falavam por si sós, sem a necessidade de vir seguidas de manchetes (uma das clássicas, publicada em 1982, após a derrota da seleção brasileira para a da Itália na Copa da Espanha, continha apenas o registro da cena do choro contido de um garoto com a camisa do escrete e a data da tragédia futebolística).

1968 -- Edição especial sobre o primeiro transplante de coração do país: trabalho premiado

1968 -- Edição especial sobre o primeiro transplante de coração do país: trabalho premiado (CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA EM TAMANHO MAIOR)

Os textos acompanhavam à altura o visual sofisticado [a cargo do redator-chefe Murilo Felisberto, verdadeiro gênio das artes gráficas, que sucederia Mino Carta no comando do jornal em 1968]. Boa parte das reportagens era longa, rebuscada e cheia de descrições de pessoas e de ambientes, feita sob clara influência do chamado new journalism, que defendia o emprego de técnicas literárias nos textos jornalísticos. Obras como Aos Olhos da Multidão, do repórter americano Gay Talese, um dos mestres dessa escola, eram carregadas como bíblias por parte dos 100 membros da equipe do JT. [O livro mereceu edições posteriores, ainda no mercado, sob o título de Fama e Anonimato.]

Os autores das coberturas especiais, não raro, passavam meses debruçados sobre alguns temas antes de transformá- los em séries de reportagens para o jornal, batucando nas antigas máquinas de escrever. “Os mesmos artigos eram reescritos dez, vinte, trinta vezes… As latas de lixo ficavam lotadas de papéis descartados”, lembra Alberto Helena Jr., que fez parte daquele time entre 1970 e 1982.

Tanto em termos estéticos quanto na linguagem, a publicação reproduzia o espírito inquieto da época na metrópole, quando se destacavam a poesia concretista de Décio Pignatari e o som dos tropicalistas, entre outras coisas.

Edição de estreia: Ruy Mesquita e os filhos Ruy Mesquita Filho e Fernão na rodagem do primeiro número (Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo/AE)

Edição de estreia: Ruy Mesquita com dois de seus filhos na rodagem do primeiro número (CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA EM TAMANHO MAIOR)-(Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo/AE)

O JT, entretanto, não conseguiu reverter o prestígio do auge da operação em números de publicidade e de circulação capazes de sustentar o sonho jornalístico concebido por Julio de Mesquita Filho e implementado por seu filho Ruy Mesquita, hoje diretor de Opinião do Estadão.

À medida que alcançava a maioridade, o jornal foi perdendo o viço e começou a definhar, processo que nenhuma das reformas gráficas feitas ao longo do tempo conseguiu interromper. Em 31 de outubro, a manchete principal trazia como notícia o fim da publicação. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

10/12/2011

às 15:09 \ Bytes de Memória

Gaveta de Presidentes: Minha reportagem com Médici sofreu um corte da censura da ditadura. Vai ver foi por minha cara feia

A pequena reportagem publicada em VEJA no dia 15 de outubro de 1975

Amigos,  publico hoje um post “campeões de audiência”, um dos mais acessados no blog. Este post foi publicado originalmente em 8 de maio de 2011.

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A ordem veio do editor Almyr Gajardoni, jornalista e pessoa de primeiríssima, um de meus dois chefes na seção “Brasil” de VEJA, onde eu chegara há pouco mais de 3 meses e era um dos editores-assistentes.

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

Marcos Sá Corrêa, a quem se poderia aplicar igualmente os dois adjetivos, era o outro editor de “Brasil”. Almyr ficava na sede da revista, em São Paulo, e Marcos na sucursal do Rio. A distância geográfica e a diferença de idade e de temperamentos — Almyr mais velho e mais fechado, Marcos expansivo, brincalhão e mais jovem — não impedia que formassem uma dupla em permanente e impressionante sintonia, como se fossem xifópagos.

Os dois recebiam maçarocas de laudas dos repórteres e longos relatos das sucursais e, juntos, manuseando aquela papelada e se revezando na máquina de escrever — eram tempos pré-computador — até que saíam textos claros, límpidos, articulados e, não raro, repletos de ironia.

Médici, naturalmente, era o ex-ditador Emílio Garrastazu Médici, terceiro dos generais-presidentes do regime militar, que transferira o poder em março do ano anterior para o general Ernesto Geisel e se recolhera, discreto, a seu apartamento no Rio.

Pouco ou nada identificado com o projeto de abertura “lenta, gradual e segura” do regime proposta por Geisel, seu eventual reaparecimento público poderia ter implicações políticas.

Num dia de outubro de 1975, lá fui eu para Campinas, junto com o fotógrafo Sérgio Sbragia, hoje cineasta.

É importante que vocês leiam o texto que eu escrevi, e está depois da foto abaixo. Saiu na edição nº 371 de VEJA, de 15 de outubro de 1975. É curtinho. Depois eu volto, também em itálico, para contar o fim da história.

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Médici, tendo à esquerda o prefeito Lauro Péricles Gonçalves e o general Mário de Souza Pinto e, à direita, o reitor Benedito Fonseca. Atrás do reitor, cabeludo e bigodudo, eu olho feio para o ex-general presidente

Três vezes chamado de “nosso eterno presidente” e uma de “o unificador do século XX” por um orador que também não se esqueceu de louvar-lhe a “voz máscula e serena”, o general Emílio Garrastazu Mádici foi homenageado terça-feira passada na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Inaugurava-se, na ocasião, uma praça no campus universitário que leva seu nome e, ao que parece, um novo hábito na até agora recatada e discreta vida do ex-presidente: o de viajar, ouvir discursos, receber homenagens e conversar com políticos e chefes militares.

O inflamado orador – André Prezzi, presidente da comissão de formatura dos estudantes de Comunicações, que escolheram Médici como patrono em 1974 – teve sua opinião quanto à eternidade do cargo honorífico compartilhado pelo reitor da PUC, Benedito Fonseca, que falou em seguida e louvou a obra do governo anterior. Como resposta, um servidor da PUC leu a protocolar mensagem que o ex-presidente deixara, por escrito, no livro de visitas da reitoria. Médici não discursou.

Médico com o reitor e o prefeito; em primeiro plano, eu, de cara feia de novo

Visitantes – O general chegou segunda-feira à noite, e na terça, às 8h30, visitou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Depois das solenidades na PUC, almoçou num hotel com os formandos. Sempre protegido por uma dúzia de seguranças, visitou ainda uma creche da Prefeitura e no dia seguinte, antes de voltar ao Rio, concedeu audiência ao prefeito de Paulínia – cidade vizinha incluída na área de segurança nacional e sede de uma refinaria da Petrobrás.

O prefeito, entretanto, não foi o único visitante recebido por Médici no Hotel Vila Rica: lá estiveram, entre outros, o general Mário de Souza Pinto, comandante da 11ª Brigada de Infantaria Blindada, o coronel José Maria Camargo, comandante da Escola Preparatória, o deputado Ricardo Izar e o ex-governador Laudo Natel.

O ajudante-de-ordens de Médici, major Ivo Pachalli, assegura que tudo isso é fora da rotina, pois o ex-presidente só sai do Rio para atender “a convites irrecusáveis” e em casos extremos.

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Aqui volto eu, amigos. Naturalmente, devido ao período negro em matéria de direitos humanos no qual governou o país, como cidadão eu não tinha nenhum apreço pelo general Médici. Como profissional, porém, cabia-me cobrir a visita e apurar o que pudesse sobre sua incursão campineira. Por alguma razão, porém, nas fotos de Sérgio Sbragia em que apareci, estava de cara feia.

Eu andava destreinado em política, porque, durante praticamente todo o governo Médici, deixara a área política para trabalhar, no Jornal da Tarde e posteriormente na extinta revista Visão, na editoria Internacional, o que me levara, entre outras experiências, a cobrir a eleição do socialista Salvador Allende no Chile.

Nunca tinha estado com Médici, a quem apenas vira de perto uma vez, por acaso, quando, altas horas da noite, voltava de um lanche no centro de São Paulo para a redação do Jornal da Tarde e dei com o então presidente, acompanhado de poucos agentes de segurança, descendo de um carro e entrando no Hotel Jaraguá, que ficava no mesmo edifício. Eu me aproximei para observar, fiquei a um metro do general e, para minha surpresa, não levei safanão de nenhum segurança.

Mesmo destreinado, em Campinas não foi nem um pouco difícil descobrir o segredinho embutido na homenagem que os formandos haviam prestado ao ex-presidente. A última frase de meu texto publicado ali atrás, só para lembrar, era: “O ajudante-de-ordens de Médici, major Ivo Pachalli, assegura que tudo isso é fora da rotina, pois o ex-presidente só sai do Rio para atender ‘a convites irrecusáveis” e em casos extremos.” O texto continuava com a seguinte informação, que explicava tudo:

O que não parece ter sido o [caso] de Campinas: segundo o estudante Prezzi, foi a própria assessoria de Médici que lhe telefonou em julho passado, informando que o general gostaria de ir à cidade, já que não pudera comparecer à formatura, seis meses antes.

Vejam no trecho da lauda, abaixo, o corte com tinta vermelha feito pelo censor que então “trabalhava” em VEJA, e que se chamava Richard Bloch:

O fecho do texto foi proibido pela censura: mostrava que Médici, na verdade, tinha se auto-convidado para a homenagem em Campinas

A censura da ditadura quis, portanto, que VEJA não revelasse a seus leitores que o general, para voltar a aparecer publicamente, se auto-convidara.

Mas não sei, não.

Vai ver que os seguranças do general constataram a cara feia do repórter, julgaram tratar-se de um perigoso dissidente do regime e passaram a informação à censura, que imediatamente tomou providências.

É claro que estou brincando. Mas o regime que então oprimia os brasileiros, além de negro, também sabia ser extremamente ridículo. Uma coisa assim poderia até acontecer. O fato é que, embora frustrado por não ver publicada a razão de ser da matéria, acabei depois considerando o corte do censor como uma pequena condecoração.

19/09/2011

às 13:47 \ Política & Cia

Números da nova moda de arrastões na noite de São Paulo: a cada 3,4 dias, um crime

Restaurante-no-Morumbi-arrastão- AE

Restaurante no Morumbi alvo de arrastão em agosto (Foto: Hélio Torchi - AE)

Continuo achando uma conquista muito importante os dados de julho em matéria de homicídios, quando se revelou que a cidade de São Paulo teve, no primeiro semestre, o menor índice desse crime por 100 mil habitantes em quase meio século. Mas, amigos do blog, a questão da segurança pública na maior cidade do Brasil é muito complexa, e os problemas a serem resolvidos não se restringem ainda alto número de assassinatos por anos. Enquanto a incidência desta última modalidade de crime diminui, outras sobem, e outras, ainda — a dos assaltos coletivos em restaurantes e bares, os famosos “arrastões” — entram na moda.

Conforme divulgado em matéria de hoje do Estadão e do Jornal da Tarde – leiam abaixo -, até o dia 1º de setembro 71 estabelecimentos, localizados principalmente em sete bairros das zonas Sul e Oeste da capital paulista, foram vítimas deste tipo de crime este ano. Ou seja, segundo os números da Polícia Civil, a cada 3,4 dias, um bar ou restaurante é vítima dos arrastões.

A reportagem, que não apresenta dados comparativos com relação ao ano passado, traz desoladores depoimentos de vítimas. Alguns já desistiram de sair para jantar ou beber com os amigos, enquanto outros reduziram ao mínimo necessário os pertences que levam consigo. Ou seja: se continuar neste ritmo, os paulistanos, muitas vezes já receosos de sair à rua, dependendo da hora ou região da cidade, agora temem os inocentes programas boêmios e gastronômicos. Para completar, os estabelecimentos tendem a se equipar com mais seguranças, o que torna a comida e a bebida, cuja média de preço atualmente é astronômica, ainda mais caros.

SP teve 71 arrastões em restaurantes no ano

Dados da Polícia Civil mostram migração dos casos para a Chácara Santo Antônio e Granja Julieta, na zona sul

Elvis Pereira / Jornal da Tarde – O Estado de S.Paulo

A cidade de São Paulo registrou, até o dia 1.º de setembro, 71 arrastões a bares e restaurantes, segundo dados da Polícia Civil obtidos pela reportagem. Na avaliação de associações do setor e da polícia, a pior fase de ataques já passou, mas não há como garantir que eles deixarão de existir.

Mais da metade dos arrastões ocorreu na Vila Madalena, Pinheiros, Itaim-Bibi, Morumbi e Lapa. Mas a Chácara Santo Antônio e a Granja Julieta, na zona sul, tornaram-se os principais alvos dos ladrões no segundo semestre. “A polícia fortaleceu o efetivo nas outras regiões e eles abriram o leque para outras áreas”, disse o capitão da Polícia Militar Cleodato Moisés, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital.

A Polícia Civil prendeu dez acusados de envolvimento em 13 casos. Todos eram jovens e, segundo a polícia, participaram dos arrastões por oportunismo. “São jovens que até ontem eram menores. A lei deu a percepção de que eles são impunes e podem fazer o que quiserem”, disse o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro. Ele considera o número de arrastões alto. “O lazer do paulista é ir ao restaurante. Um único crime já é muito preocupante.”

Hábito. Os clientes não abandonaram a ida aos restaurantes. Mas, agora, carregam menos dinheiro e documentos. Para representantes do comércio, os arrastões afastaram os clientes, mas, aos poucos, eles “se acostumaram”. “A população não se deixou atemorizar”, disse o diretor da Associação Nacional de Restaurantes, Alberto Lyra.

O comerciante e advogado Sérgio Floriano, de 51 anos, estava entre as vítimas de um roubo a restaurante no Morumbi em 8 de agosto. “Um dos bandidos chegou ao meu lado, me deu uma cotovelada e falou: ‘Isso daqui é um assalto, não é brincadeira’.” Levaram documentos, cheques e todo o dinheiro dele.

Após o crime, decidiu parar de sair para jantar. “Nas duas primeiras semanas não fui, mas depois voltei a ir normalmente”, contou Floriano. “Agora levo uma carteira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), um cartão e pouquinho de dinheiro.”

Cláudia Hessel Saraiva, de 49 anos, faz o mesmo. “Hoje saio com o cartão de crédito só no dia que vou comprar alguma coisa.” Ladrões levaram a bolsa dela durante um arrastão a uma pizzaria na Granja Julieta, no dia 14 de agosto. “No fim de semana seguinte, tive o aniversário do meu cunhado e comemoramos em um restaurante. A mulherada toda foi sem bolsa.”

06/08/2011

às 14:12 \ Tema Livre

Um passeio pelo trabalho do fotógrafo Paulo Giandalia

O paulista Paulo Giandalia trabalha como repórter fotográfico e jornalista desde 1989. Suas imagens já ilustraram páginas do Jornal da Tarde (1989-1990), da Folha de S. Paulo (1991-1999), do UOL (durante as Olimpíadas de Sidney em 2000) e do jornal Valor Econômico (2000-2004).  Há seis anos, entretanto, ele faz retratos e reportagens especiais para empresas, jornais e revistas.

As fotos abaixo são uma pequena mostra de seu extenso portfólio. Temáticas completamente diferentes, unidas pela mesmo sensação de movimento que Giandalia costuma imprimir em seu trabalho.

“Hoje, sou mais retratista que repórter fotográfico”, comenta. “Mesmo na Coluna da Sonia Racy [no jornal O Estado de S. Paulo, da qual é colaborador diário], procuro iluminar e fotografar os eventos como se fossem retratos em pautas de hard news, tentando misturar boa iluminação, improviso e não interferência na cena que documento”.

Com os comentários do repórter fotográfico, convido os amigos do blog a conhecer seu trabalho:

“Os retratos em cor, a seguir, foram feitos para o SPFW Journal [publicação do evento de moda São Paulo Fashion Week]  e para a revista Key“, diz Giandalia.

“Alan Kardec, acima, é catador de material reciclavel do Glicério”, explica Giandalia

“Essas meninas, na Mesquita da Avenida do Estado, em São Paulo, poderiam estar em qualquer mesquita no mundo”, reflete o fotógrafo.

“As fotos do Guido Mantega, Sabine Lovatelli, Antunes Filho e Thais Araújo foram feitas para a Coluna Direto da Fonte, da Sonia Racy, Estadão”, finaliza.

06/04/2011

às 18:20 \ Tema Livre

Utilidade pública: muitos de nós não sabem como evitar a aporrinhação dos telefonemas de telemarketing. Pois é muito fácil

Amigos, muitos de nós — inclusive eu mesmo — estamos bobeando em não bloquear ligações dos insuportáveis serviços de telemarketing em nossos telefones.

Vejam que interessante esse trecho de reportagem da jornalista Luciele Velluto publicada hoje no Jornal da Tarde sobre o que muitos de nós podemos fazer, mas não fazemos para evitar essa aporrinhação.

Após dois anos de vigência da lei que permite ao consumidor bloquear seus números de telefone contra ligações de empresas de contact center (onhecida como lei antitelemarketing), a adesão ao cadastro está em queda. Só no dia 31 de março de 2009, data em que a lei entrou em vigor, quase 86 mil números foram inseridos no Estado de São Paulo. Em março de 2010, foram 11,6 mil números. No mês passado, a adesão foi de 7,1 mil linhas.

O pico de cadastros foi em abril de 2009, quando 285 mil linhas entraram na lista de números para os quais as empresas de contact center não podem mais ligar. O total de 761 mil números de celulares e fixos cadastrados nestes dois anos representa apenas 1,21% dos 62,5 milhões de linhas existentes no Estado de São Paulo.

O gerente de novos negócios da ZipCode, empresa provedora de dados e informação para o setor de marketing, crédito e cobrança, e que compilou os dados do Procon-SP para o JT, Arthur Guitarrari, acredita que a adesão está em queda por falta de divulgação da lei. “Há pessoas que têm interesse no bloqueio, mas não sabem que existe essa possibilidade.”

Pois bem, para bloquear essa chateação, basta acionar o site do Procon de seu Estado.

No de São Paulo, já existe essa possibilidade na própria home page, neste link.

 

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