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Ford

14/09/2014

às 19:20 \ Política & Cia

CARLOS BRICKMANN: Se pesquisas nunca errassem, não precisaria haver eleições

Pesquisas deram com tanta certeza a vitória de FHC que o candidato até sentou na cadeira de prefeito, apenas para vê-la ser desinfetada pelo vencedor, o ex-presidente Jânio Quadros (Foto: Acervo Estadão)

Pesquisas deram com tanta certeza a vitória de FHC em 1985 que o candidato até se sentou na cadeira de prefeito, apenas para vê-la ser desinfetada pelo vencedor, o ex-presidente Jânio Quadros (Foto: Acervo Estadão)

Notas da coluna do jornalista Carlos Brickmann

Jaques Wagner, candidato petista ao governo baiano em 2006, estava arriscado a não ir ao segundo turno: de acordo com as pesquisas, perdia por 48 a 31. Ganhou no primeiro turno. O presidente americano Harry Truman, em 1948, perdia longe nas pesquisas para seu adversário Thomas Dewey, governador de Nova York. Ganhou – e festejou a reeleição com uma foto clássica, mostrando a manchete do Chicago Daily TribuneDewey derrota Truman.

Em 1985, Fernando Henrique estava tão vitorioso nas eleições de São Paulo que até posou para fotos sentado na cadeira de prefeito. Perdeu para Jânio Quadros, que tinha vencido eleições pela última vez havia 25 anos. Até as garrafas de vinho Chateau Petrus de sua adega sabiam que Paulo Maluf se elegeria prefeito de São Paulo em 1988, seguido, diziam as pesquisas, pelo peemedebista João Leiva, ficando em terceiro, bem perto do segundo, a petista Luiza Erundina. Erundina ganhou.

Mas o mundo não é só política. Nos anos 50, a Ford Motor Company decidiu retomar a posição de maior indústria automobilística do mundo, que tinha perdido para a GM uns 30 anos antes. Fez uma pesquisa caríssima, cobrindo todo o mercado americano; e nela teve tal confiança que o carro que daí resultou recebeu o nome de Edsel, o filho único – e falecido – de Henry Ford. Foi um dos maiores fracassos da história da empresa americana.

E daí? Daí, nada. Pesquisas também registram longo histórico de acertos. Mas é bom lembrar que, se pesquisa nunca errasse, nem precisaria haver eleições.

Questão de data

A última pesquisa, do Ibope, mostrou leve crescimento de Dilma e leve queda de Marina, comparadas à pesquisa anterior, do Datafolha. Ou não, como diria Caetano: a pesquisa Ibope foi divulgada por último, no dia 12, mas com base em entrevistas obtidas entre os dias 5 e 8. A pesquisa Datafolha foi divulgada antes, com base em entrevistas obtidas nos dias 8 e 9. É, portanto, mais recente.

Se for para comparar pesquisas de institutos diferentes (o que não é correto), Dilma caiu um pouquinho, Marina subiu um pouquinho, mas mantendo trajetória de alta.

Vergonha 1

Caro leitor, sempre que lhe contarem algo feio demais para ser verdade, acredite: deve ser verdade. Juízes e desembargadores do Rio reivindicam um extrinha para ajudá-los a pagar a educação de filhos e dependentes entre 8 e 24 anos. Sabe aquilo que você paga ou paga? Pois é: quem mandou não escolher um serviço em que possa transferir a conta?

O extrinha pode ir a R$ 7.250,00 por mês.

Vergonha 2

Enquanto as tropas do sultão turco Maomé 2º se aproximavam, a elite do Império Bizantino discutia, em Constantinopla, quantos anjos poderiam dançar na ponta de uma agulha; discutia-se também qual o sexo dos anjos. Hoje, no Brasil, há gente que deveria pensar em política e prefere discutir dogmas de fé – afinal, se Deus criou o mundo em sete dias ou se o Universo nasceu numa grande explosão, há uns 13 bilhões de anos, em que isso afeta a situação de quem não aguenta mais o aumento diário de preços?

Enquanto a elite política brasileira discute Adão, Eva e Darwin, ocorre em São Paulo o Encontro Nacional Evoliano, entre os dias 10 e 12: em palavras mais simples, uma reunião internacional nazista, homofóbica e racista. “Evoliano” é referente a Julius Evola, falecido líder neofascista; entre os participantes estão Alain Soral e Aleksandr Dugin, inspiradores das leis discriminatórias contra homossexuais vigentes na Rússia.

De acordo com o delegado aposentado da Polícia Federal Marcelo Itagiba, vários participantes não poderiam, conforme a lei brasileira, ter recebido autorização de entrada no país.

23/04/2014

às 16:00 \ Tema Livre

Rivalidade amigável: Camaro deseja feliz aniversário ao Mustang, seu concorrente — e GM retribui gentileza anterior da Ford

Um anúncio amigável do Camaro parabeniza o rival, Mustang, por seus 50 anos.

Na quinta-feira, dia 17, o clássico Mustang, da Ford, completou 50 anos no mercado. Em um ato amigável — algo raro no ambiente de competição feroz entre as montadoras de veículos —, o Camaro, da General Motors, concorrente direto do aniversariante, desejou-lhe os parabéns com um anúncio bem-humorado.

“Feliz aniversário, Mustang. Um brinde a mais 50 anos de rivalidade. Seu amigo, Camaro”, diz a propaganda.

A ação da Chevrolet não é algo inédito no mundo automobilístico.

Em 2008, quando a General Motors completou 100 anos, a Ford organizou uma homenagem chamativa para a rival.

As persianas da sede mundial da marca, em Dearborn, Michigan, foram abertas e fechadas estrategicamente de forma a exibirem os dizeres “happy 100 GM” (“feliz 100, GM”).

A sede mundial da Ford, em Dearborn, Estados Unidos, decorada para o centenário da General Motors. (Foto: Autoblog)

 

19/04/2013

às 21:00 \ Tema Livre

Belas, famosas — e ganhando um dinheirão com posts no Twitter e no Instagram

Sabrina Sato -- Twitter: 5,8 milhões de seguidores; Tuitada: "Pernas prontas para o carnaval! Ehehe"; Valor médio: 15000 reais (Foto: Alfa)

Sabrina Sato — Twitter: 5,8 milhões de seguidores; Tuitada: “Pernas prontas para o carnaval! Ehehe”; Valor médio: 15000 reais (Foto: Alfa)

Reportagem de Alvaro Leme publicada em edição impressa de VEJA

POSTOU, FATUROU 

Acompanhados por milhões de seguidores, muitos tuítes e fotos de pessoas famosas nas redes sociais (especialmente mulheres bonitas) são na realidade anúncios de carros, xampus, empréstimos bancários — tudo muito bem pago

Se fosse publicado no Twitter de Sabrina Sato e tivesse o propósito de vender alguma coisa, o texto de 4 000 caracteres que vocês lerão a seguir páginas caberia em trinta posts e renderia à apresentadora espantosos 450 mil reais. Isso mesmo: cada vez que Sabrina, a profetisa de 5,8 milhões de seguidores no Twitter e 616 milno Instagram, usa sua página para elogiar algum produto em sua típica linguagem informal ou em fotos “amadoras”, ela embolsa cerca de 15 mil  reais.

Basta postar, por exemplo, “Pernas prontas para o Carnaval!”, seguido do link para uma marca de lâmina de barbear, e pronto – o cachê pinga na conta. Fenômeno de mídia, capaz de fazer uma foto tomando café da manhã com amigos reverberar pelas redes sociais, Sabrina é hors-concours nesta modalidade da indústria da fama que não para de crescer: a das celebridades que transformaram suas redes sociais em máquinas de dinheiro. “A procura por esse tipo de serviço cresceu cerca de 50% do ano passado para cá”, estima a irmã e empresária Karina Sato.

Sabrina Sato

Twitter: 5,8 milhões de seguidores; Tuitada: “Pernas prontas para o carnaval! Ehehe”; Valor médio: 15 mil reais

Sabrina, em foto para a VIP

Sabrina, em foto para a VIP

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(Foto: VIP)

(Foto: VIP)

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(Foto: VIP)

(Foto: VIP)

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(Foto: VIP)

(Foto: VIP)

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(Foto: Contigo)

(Foto: Contigo)

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(Foto: Alfa)

(Foto: Alfa)

 

Bons ventos sopram também no escritório responsável pela comercialização do Twitter e do Instagram da atriz Fernanda Paes Leme.

Fernanda nem é tão famosa assim, mas sua assiduidade na rede lhe rendeu quase 2,8 milhões de seguidores somando o Twitter e o Instagram e influência para fechar bons negócios. “Já aconteceu de o pessoal da Globo me perguntar se eu posso fazer um de meus tuítes poderosos para divulgar alguma novidade na programação. Sempre dou uma força – sem cobrar nada, óbvio”, diz ela, desde outubro no ar na abilolada novela Salve Jorge.

De aparelhos de depilar e xampus a empréstimos bancários e chinelos de dedo, é possível encontrar quase tudo nas timelines (aos não iniciados: as páginas contendo mensagens) das celebridades. Cada tuíte patrocinado do ator Bruno Gagliasso, outro campeão do gênero, custa, em média, 12 mil reais, mas ele já chegou a faturar 80 mil reais por um pacote de posts numa campanha feita exclusivamente para seus 2,4 milhões de seguidores no Twitter.

Ações numa única rede social são raras. Os ganhos das celebridades com frases e fotos na internet quase sempre são negociados na forma de campanhas publicitárias, que aliam a divulgação na internet a comerciais em TV e aparições em eventos. O Brasil é um dos precursores na prática dos tuítes patrocinados.

Marcelo Tas inspirou “famosos” nos Estados Unidos

Em 2009, o apresentador Marcelo Tas fechou contrato com uma empresa de telefonia para escrever um punhado de mensagens elogiosas em seu Twitter, então com 18 mil seguidores (hoje são quase 4 milhões).

O assunto virou reportagem no Wall Street Journal, que chamou atenção para o enorme potencial do negócio entre os famosos americanos. Não deu outra: um post de Kim Kardashian, a rainha dos reality shows, não sai por menos de 10 mil dólares (mais de 20 000 reais).

No universo da publicidade, associar-se a pessoas famosas não é novidade nenhuma, mas os tuítes patrocinados oferecem uma rara combinação de custo baixo, retorno elevado e público de perfil muito bem definido. Enquanto um comercial de TV demanda altíssimo investimento em confecção e divulgação, uma tuitada bem dirigida requer nada mais do que uma frase ou foto engraçadinha e pronto: milhares de pessoas são fisgadas.

Com isso, criou-se uma situação em que criadores e criaturas rodam em círculo. “Ao planejarem uma campanha ou a lista de convidados de algum lançamento, os anunciantes dão preferência a quem bomba no Twitter ou no Instagram”, diz Amanda Gomes, empresária de São Paulo que faz a ponte entre artistas e grandes marcas.

Num exemplo recente dessa dinâmica, a Ford contratou a cantora Claudia Leitte para fazer show e a atriz Isis Valverde para embelezar o lançamento de um modelo de carro. Resultado: mais de 300 notas e reportagens (número inflado, diga-se, pelo momento em que Isis – ops – mostrou mais do que devia).

“Numa conta conservadora, calculamos que pelo menos 15 milhões de pessoas foram alcançadas com essa estratégia”, festeja o vice-presidente da empresa, Rogelio Goldfarb.

Claudia Leitte, Isis Valverde e famosos em geral agradecem, penhorados.

Fernanda Paes Leme

Twitter: 2,55 milhões de seguidores; Tuitada: “Olha esse mimo que acabei de receber! AMEI!!”; Valor médio: 8 mil reais

A atriz Fernanda Paes Leme (Foto: Mauricio Nahas)

Fernanda Paes Leme , clicada por Mauricio Nahas

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(Foto: Alfa)

(Foto: Alfa)

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(Foto: Playboy)

(Foto: Playboy)

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(Foto: Contigo)

(Foto: Contigo)

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(Foto: Boa Forma)

(Foto: Boa Forma)

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(Foto: VEJA Rio)

(Foto: Fernando Torquatto)

 

Claudia Leitte

Twitter: 6.817.641 seguidores

Cantora Claudia Leitte (Foto: Alfa)

Cantora Claudia Leitte (Foto: Alfa)

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(Foto: Alfa)

(Foto: Alfa)

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(Foto: Boa Forma)

(Foto: Boa Forma)

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(Foto: Boa Forma)

(Foto: Boa Forma)

 

Kim Kardashian 

Twitter:  1.577.044; Número de fotos: 188

(Foto: Instagram)

(Foto: Instagram)

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(Foto: Playboy)

(Foto: Playboy)

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(Foto: Zoo Mag)

(Foto: Zoo Mag)

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(Foto: Zoo Mag)

(Foto: Zoo Mag)

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(Foto: Instagran)

(Foto: Instagran)

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(Foto: Alfa)

(Foto: Alfa)

 

 

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03/07/2012

às 18:30 \ Tema Livre

Fotos: parece INACREDITÁVEL, mas novo carro MOVIDO A AR (comprimido) pode começar a circular em agosto

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Novo modelo da indiana Tata Motors: carro movido a ar

A Tata Motors, líder no mercado automobilístico indiano e gigante industrial que se encontra em constante expansão global, promete lançar já agora em agosto um modelo de carro que deve repercutir ainda mais que o Nano, que pôs à venda em 2009 com a alcunha de “O Carro do Povo” – por seu valor baixíssimo (o equivalente a  4,240 reais).

Batizada Mini CAT, a nova aposta do ousado fabricante asiático – que em 2008 adquiriu nada menos que a duas marcas extraordinárias e tradicionais, como Jaguar e a Land Rover, junto à Ford – é constituída por um chassi tubular e corpo de fibra de vidro, ao qual se agrega um revolucionário motor que dispensa gasolina, diesel, gás ou eletricidade. Funciona apenas com a ajuda do mais disponível dos propelentes: o ar.

A tecnologia, desenvolvida pelo inventor e ex-engenheiro de Fórmula 1 francês Guy Nègre e a empresa MDI, de Luxemburgo, emprega ar comprimido para empurrar os pistões do motor do carrinho. Todas as funções elétricas do automóvel são controladas por um microprocessador, enquanto um pequeno transmissor de rádio envia instruções a todos os outros (poucos) dispositivos.

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A tecnologia do motor a ar comprimido foi criada pelo inventor e ex-engenheiro de Fórmula 1 francês Guy Nègre e pela empresa MDI, de Luxemburgo

No Mini Cat, tudo se (re)aproveita: com temperatura rondando os 15 graus abaixo de zero, o ar limpo expelido pelo tubo de escape é reutilizado pelo sistema interno de ar condicionado, o que evita o consumo de gases ou a perda de energia.

Não são necessárias chaves, apenas um cartão de acesso “lido” pelo veículo mesmo que esteja, por exemplo, dentro de uma bolsa. Segundo os engenheiros responsáveis, circular em um Mini Cat custa menos de 50 rúpias (a moeda indiana) por 100 quilômetros rodados, ou seja, cerca de um décimo do custo de um carro movido a gás natural aproximadamente 1 dólar para cada 100 quilômetros). O carro desempenha uma velocidade máxima de 105 quilômetros por hora rende algo como 300 km percorridos a cada reabastecimento.

Para recarregá-lo, basta ir a um dos postos de combustível que estejam munidos de compressores de ar especiais. O processo todo dura entre dois e três minutos, a um custo de cerca de 100 rúpias (3,60 reais). É possível também reabastecer em casa ou dispor de compressor elétrico a bordo. Neste caso, a carga demora de 3 a 4 horas para ser completa.

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O Mini CAT: chassis tubular com fibra de vidro

Por não efetuar combustão, o motor do Mini CAT consome, por meio de suas peças móveis, 1 litro de óleo vegetal a cada 50.000 km. Devido à sua estrutura simples, requer pouca manutenção.

A aposta ousada da Tata, que desafia muitos críticos sérios e céticos, pretende colocar nas ruas uma verdadeira revolução — um automóvel extraordinariamente econômico, ”limpo” e, para os padrões internacionais, baratíssimo: seu preço na Índia será perto de 360 mil rúpias  (pouco mais de 13 mil reais no Brasil).

Bem, agosto está aí. Esperemos para ver. Se tudo se confirmar, estará sendo virada uma página na história do automóvel — nada menos do que isso.

17/06/2012

às 20:15 \ Música no Blog

EXCLUSIVO: Lana Del Rey ao vivo — a musa sexy e hiperbadalada supera nervosismo e cai – literalmente – nos braços do público de festival em Barcelona

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Lana Del Rey se apresenta na noite de sexta-feira no Sónar, em Barcelona (Foto: Sónar)

Por Daniel Setti

Era grande a expectativa para o primeiro show da etapa europeia da atual turnê de Lana Del Rey, ocorrido de sexta, 15, para sábado, 16, no festival Sónar, em Barcelona. Sim, ela se apresentara em Londres em abril, mas a performance na capital catalã, conferida por Música no Blog, iniciava uma bateria para valer de 11 datas no Velho Continente, a terminar em 15 de julho em Ferropolis, na Alemanha.

E não apenas a badalação exponencial em torno da neomusa de voz elegante, canções sofridas, visual e nome inspirados nas grandes sex symbols clássicas de Hollywood motivavam a curiosidade de Música no Blog.

Urgia também averiguar in loquo se a loira dos lábios suspeitos havia mesmo se recuperado de sua controversa aparição ao vivo em edição do célebre programa televisivo americano Saturday Night Live, da NBC, em janeiro.

Na ocasião, divulgando o lançamento de seu aguardado álbum de estreia Born To Die, uma nervosa Lana simplesmente não segurou a onda, com a voz reduzida a um fiapo indeciso ao interpretar o belo hit “Video Games”. Tornou-se alvo de uma tempestade de críticas e assunto para inesgotáveis piadas na internet.

Volta por cima

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A cada movimento de Lana sobre o vestido, o público prendia a respiração (Foto: Sónar)

Pois o veredito? Lana mostrou que deu a volta por cima.

Sexy como se propõe descaradamente a ser, em sandália de salto altíssimo e vestido claro curto que deixava as insinuantes coxas à mostra, a gata americana de 25 anos subiu às 23h45 ao SónarPub, o melhor palco da porção noturna do evento.

Atuou à vontade, corando levemente aos brados de “guapa!” (“bonita”, em espanhol) e soltando até alguns fucking e outros palavrões para demonstrar sua alegria em estar ali. Entre agradecimentos e sorrisos, não se intimidou com as centenas de câmeras apontadas para sua silhueta e olhares hipnotizados, despejando nove canções, seis delas do repertório de Born To Die.

Lana: corando levemente aos gritos de "guapa" (bonita!) (Foto: Sónar)

Arranjos que priorizam a voz

Em opção ousada, sobretudo em se tratando de um festival que destaca os beats pesados de música eletrônica, Lana despe os arranjos de quaisquer artifícios tecnológicos; um quase-hip-hop como “National Anthem”, por exemplo, volta  a ser uma potente quase-balada. Apoia-se somente em piano, guitarra e um quarteto de cordas formado por quatro beldades que poderiam rivalizar com a estrela do show em graça.

O Pub, enorme espaço ao ar livre acostumado a abrigar bandas e DJs de robustos decibéis, se deixou seduzir pela atmosfera criada pela fatal moça que, justamente pela pegada intimista, necessita ainda mais de sua bela voz para dar o recado satisfatoriamente.

Del Rey, Elvis gordo, Barbie: referências pop em cena

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O logo do clássico carro modelo Del Rey, que Lana adotou como "sobrenome", compareceu no telão (Foto: Sónar)

No telão ao fundo, enquanto a Sra. Del Rey aceitava um óculos escuros presenteado por um fã, contemplava-se um pastiche de pop americana que ela adora utilizar para decorar o seu conceito: filmes em Super-8 da família Kennedys, Elvis na fase gordo em Las Vegas, a boneca Barbie, cartuns, trechos de Let’s Get Lost (1988), documentário de Bruce Weber sobre o trompetista Chet Baker (1929-1988) e o logo do lendário Del Rey, modelo automobilístico da Ford cujo nome Lana adotou como parte do pseudônimo.

Durante “Lolita”, surgiram na tela passagens da sexy heroína animada Jessica Rabbit em confronto a opressores vídeos institucionais para mulheres na década de 1950. E, ao misturar pequenas passagens visuais dela própria a este pacote de referências fílmicas, Lana se insere nesse imaginário pop como a Loira Perigosa e Impossível que quis – e conseguiu – tomar a internet de assalto.

Após uma segura versão de “Video Games”, a bela se rendeu. “Eu queria fucking descer aí”, avisou. Dito e feito: pediu ajuda aos seguranças, que a levaram aos braços do povo. Ou quase isso, já que se contentou em desfilar pelo vão que separa a plateia do palco. Sorridente ao distribuir beijos aos admiradores, ouviu declarações como “ele te ama muito”, em inglês, de um tiete apontando outro amigo mais tímido que não conseguiu chegar tão perto.

(Mais sobre música neste link)

31/05/2012

às 18:47 \ Política & Cia

O feirão de veículos de Mantega: com redução de impostos, veja os novos preços de Fiat, Volkswagen, GM, Ford, Toyota e outras marcas

ENCALHE - Pátio da Volks, no ABC paulista: vendas frustrantes e estoques lotados (Anderson Gores/ABCDigipress/Folhapress)

ENCALHE -- Pátio de fábrica da Volkswagen, no ABC paulista: vendas frustrantes e estoques lotados (Foto: Anderson Gores / ABCDigipress / Folhapress)

(Texto publicado na edição de VEJA que está nas bancas, por Marcelo Sakate e Érico Oyama, com reportagem de Marcelo Sperandio, Kalleo Coura e André Eler)

 

O FEIRÃO DO MANTEGA

 

O governo reduz impostos e ajuda os fabricantes a liquidar os estoques de carros novos

Nos últimos cinco anos, o mercado brasileiro de automóveis cresceu 90% e se tornou o quarto maior do mundo. Gradualmente, a frota de veículos vai se renovando, e 35% deles têm até cinco anos de fabricação.

Em 2002, esse índice era de 29%.

O avanço, resultado do aumento na oferta de crédito e do maior poder de compra das pessoas, ocorreu apesar do valor dos carros novos, vendidos aqui pelo dobro do preço de seus similares europeus ou americanos. O custo de produzir um veículo no Brasil é 60% maior que na China e 40% mais alto que no México, em razão de fatores como o preço da energia, as despesas com mão de obra e os gastos tributários. Somem-se a isso os impostos finais cobrados ao consumidor, e o carro brasileiro resulta em um dos mais caros do planeta.

Mesmo assim, as vendas de carros não param de crescer – ou não paravam.

Desde o início do ano, caiu a velocidade das vendas

Desde o início do ano, ficou evidente a perda de velocidade nas vendas. Os resultados têm permanecido abaixo das estimativas dos fabricantes, e os estoques nos pátios não eram tão elevados desde novembro de 2008.

Preocupado com o fraco desempenho da economia, o governo anunciou na semana passada uma nova rodada de redução de impostos e concedeu facilidades na concessão de crédito para quem comprar automóveis.

O incentivo é dado em um momento em que a inadimplência está em trajetória ascendente. Seis em cada 100 carros adquiridos por meio de financiamento estão com parcelas atrasadas há mais de 90 dias – é o dobro do nível verificado há um ano. Mas, para o governo, os atrasos estão sob controle e as medidas facilitarão o pagamento do crediário.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse esperar que os estímulos reduzam em até 10% o preço dos carros. É um efeito já perceptível para os brasileiros que foram às lojas nos últimos dias, embora, na prática, o desconto nem sempre seja o esperado. Isso porque muitas concessionárias já ofereciam descontos de até 10% sobre o preço de tabela, por causa das fracas vendas do início do ano.

Como a redução do imposto, na teoria, será aplicada sobre o valor de fábrica, a diferença real nos preços acaba sendo menor. Foi o que a reportagem de VEJA verificou em visita a duas dezenas de concessionárias, em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Belém. “O desconto no preço final para os consumidores não depende apenas da redução de impostos, mas também do ritmo da retomada nas vendas”, diz Rafael Costa Lima, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da cidade de São Paulo, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

FREADA -- O ministro da Fazenda, Guido Mantega: a meta era crescer 5%, mas o PIB pode avançar menos de 3% (Foto: Wilson Dias / ABr)

FREADA -- O ministro da Fazenda, Guido Mantega: a meta era crescer 5%, mas o PIB pode avançar menos de 3% (Foto: Wilson Dias / ABr)

Já há mais compradores nas lojas

As medidas, de qualquer maneira, atraíram possíveis compradores para as lojas. O empresário Sergio Habib, presidente no Brasil da montadora chinesa JAC Motors e dono de 98 concessionárias dessa marca e da Citroën, entre outras, afirma não ter dúvida da eficácia das medidas do governo. “A parcela do financiamento volta a caber no bolso do consumidor. As nossas vendas já subiram 35% em relação à média diária de março e abril”, diz Habib, que cita como argumento para o otimismo a experiência anterior de redução dos tributos para os carros.

Em dezembro de 2008, no auge da crise financeira internacional, o governo tomou medidas semelhantes, e as vendas de carros encerraram o ano seguinte com alta de 13%. “Esse resultado foi conquistado em um ano (2009) em que a economia não cresceu, o que ninguém acredita que vai acontecer neste ano”, comenta o empresário.

Além do incentivo para os carros, o governo também reduziu os juros para o investimento das empresas no parque industrial. Trata-se de medida de resultado não tão certeiro, uma vez que depende da retomada mais abrangente da atividade econômica interna e da melhora do cenário internacional.

Investimentos produtivos recuaram

Os investimentos produtivos, imprescindíveis para o país aumentar sua capacidade de crescimento sustentável, recuaram nos três primeiros meses do ano. A economia brasileira encontra-se em um momento de paradoxo. O desemprego permanece em níveis historicamente baixos – era de 6% em abril. É dessa força do mercado de trabalho, no entanto, que deriva uma das fraquezas da indústria nacional.

A escassez de mão de obra leva as indústrias a priorizar a retenção dos funcionários, e essa política se reflete em reajustes salariais que não são acompanhados pelo aumento da produtividade. No primeiro trimestre, os custos crescentes com salários e insumos absorveram parte dos ganhos das empresas brasileiras, reduzindo a disposição para investimentos e minando a sua competitividade.

O governo projetava um crescimento de 5% da economia neste ano. Oficialmente, rebaixou na última semana a expectativa para 4%. Mesmo esse número pode ser otimista em demasia, diante do fraco desempenho até aqui. Em média, os economistas preveem um avanço do PIB em torno de 3%, próximo ao resultado de 2011 (2,7%), e isso se a crise na Europa não se agravar.

O feirão de veículos promovido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve dar um empurrãozinho momentâneo no PIB. Mas não será na base do tranco que os obstáculos da baixa competitividade serão removidos.

 

Com a redução do imposto sobre produtos industrializados (IPI), prevista para durar até agosto, o preço de tabela dos carros novos caiu até 10% (em reais)

 

207 XR 1.4

 

peugeot

 

Livina 1.6 flex

nissan

 

 

Corolla XLI

toyota

 

Cruze sedã LT

 

chevrolet

 

Uno Vivace 1.0

 

fiat

 

Gol G5 1.0

 

volks

 

Focus GL 1.6

 

ford

 

Civic LXS

 

honda

05/03/2012

às 15:40 \ Tema Livre

Fotos: a fabulosa coleção de supercarros de Ralph Lauren

Multimilionário, um dos magos da moda, do design e dos perfumes de maior sucesso no mundo, o americano Ralph Lauren tem entre seus passatempos o de colecionar automóveis clássicos — e, Deus do céu, sua coleção, de valor estratosférico, já passa de 70 exemplares, que ele mantém em um galpão especialmente construído para abrigá-la em Katonah, cidadezinha a 75 quilômetros de Nova York.

Entre as muitas raridades mantidas no galpão, está um dos cinco McLaren F1 LM existentes no planeta, dois Ferrari 250 Testarossa e um dos primeiros Bentley fabricados.

No site de sua coleção é possível escutar os motores rugindo.


A 1929 Bentley 4¼4 Litre Blower

Bentley Blower 1929 de 4,5 litros

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Rear of a 1938 Alfa Romeo Mille Miglia Spyder

Visto de trás, Alfa Romeo Mille Miglia Spyder 1938

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A 1938 Alfa Romeo Mille Miglia Spyder

O mesmo Alfa Romeo Mille Miglia Spyder, de perfil

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A 1938 Bugatti Atlantic

Bugatti Atlantic 1938

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A 1948 Ford Woody Station Wagon

Station wagon Ford "Woody" 1948, com as laterais de madeira

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A 1955 Morgan +4 Drop Head Coupe

Morgan 1955 cupê conversível

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A 1957 Jaguar XKSS

Jaguar XKSS 1955

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A 1958 Ferrari Testa Rossa center surrounded by other Ferraris from the 60s 70s and 90s

Ferrari Testarossa 1958 cercada por outras Ferraris dos anos 60 e 70

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A 1965 Ferrari P2:3

Ferrari P2/3 1965

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A 1971 Mercedes-Benz 280SE 3.5 convertible

Mercedes-Benz 280 SE 3.5 1971 conversível

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A 2006 Bugatti Veyron

Bugatti Veyron 2006

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08/02/2012

às 18:33 \ Tema Livre

Os fabulosos novos carrões do Salão de Detroit: (I) os americanos

Detroit, no Estado de Michigan, nos Estados Unidos, foi durante pelo menos 70 anos a capital mundial dos automóveis.

Até que os japoneses, com carros mais econômicos, e de alta versatilidade, superaram os americanos em número de veículos fabricados.

Mas o Salão do Automóvel de Detroit, realizado recentemente, ainda é uma grande vitrine do que fazem americanos, asiáticos e europeus nesse terreno.

Vou mostrar aos amigos apenas fotos e nomes dos carros ali expostos, sem ficha técnica nem nada mais. É só para curtir o visual.

E, como é muito grande o número de carros — de alguns deles mostrarei detalhes internos –, farei três posts diferentes, hoje e nos próximos dias: com os carros americanos, os europeus e os asiáticos.

Hoje, vários dos novos automóveis e modelos-conceito americanos:

Acreditem: o Dodge Dart, o velho e beberrão Dodge Dart, da Chrysler, voltou -- mas moderno assim, e muito mais econômico

O espetacular carro-coneito Lincoln MKZ, da divisão de luxo da Ford: logo estará rodando, porque diminui cada vez mais o tempo entre o carro-conceito e o automóvel nas lojas

Por dentro, o Lincoln MKZ é de arrasar. Ou não?

Outro carro-conceito ousado, com frente alta, meio compacto, meio esportivo: da General Motors, o Chevrolet Tru 140S

Para os padrões normais dos enormes Cadillacs, o ATS é compacto até demais

Em compensação, o SUV Cadillac Escalade continua imbatível: não tem para ninguém...

... além do que o Cadillac XTS mantém íntegra a imponência que tornou a marca um ícone americano por excelência

O Fusion, da Ford, do qual conhecemos o modelo fabricado no México, é assim nos EUA

A General Motors surpreendeu com o SUV compacto Buick Encore

 

 

11/01/2012

às 19:35 \ Política & Cia

Frota de carros da Presidência, moderninha, inclui um Ford híbrido

No Salão do Automóvel, o Fusion Hybrid cedido ao governo já estava com a placa de presidente e, sobre os paralamas, a bandeira nacional e o pavilhão presidencial

Publicado originalmente em 30 de março de 2011

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

A frota de carros que transporta a presidente Dilma Rousseff, seu esquema de segurança e eventuais acompanhantes, contituída em sua maioria por Chevrolets Omega importados da Austrália — onde o modelo se chama Holden Commodore — e, desde 2009, por Fords Fusion, inclui desde o final do lulalato um item moderninho, ligado às preocupações com sustentabilidade: o Ford Fusion Hybrid, moderno modelo que é movido por um motor convencional e outro elétrico e pode fazer grande economia de combustível.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), encarregado da frota presidencial, não informa o número de veículos que a compõem, todos blindados.

O Fusion Hybrid, lançado em 2009 como modelo 2010, é fabricado no México

O Fusion híbrido foi a principal novidade da Ford no Salão do Automóvel de São Paulo, encerrado no começo de novembro. Dias antes, durante visita de Lula ao evento, a empresa cedeu à Presidência o Hybrid sob o sistema de comodato (empréstimo sem custo).

Na ocasião, a Ford informou que o presidente seria um dos primeiros chefes de governo do mundo a utilizar um carro híbrido. Nós perguntamos ao GSI, no Palácio do Planalto, se o híbrido é utilizado pela presidente Dilma. Como se se tratasse de um importantíssimo segredo de Estado, disseram que não podiam responder à grave pergunta.

O Hybrid, produzido na fábrica Ford em Hermosillo, no México, combina dois motores. Até os 70 quilômetros por hora, ele funciona em silêncio quase absoluto apenas com o motor elétrico. Ultrapassados os 70 quilômetros, automaticamente entra em atividade o motor convencional a explosão e o elétrico é desligado.

Para os mortais comuns, o Hybrid custa 133,9 mil reais.

Detalhes do interior e do motor do Ford Hybrid

18/11/2011

às 17:16 \ Vasto Mundo

Boa notícia para a economia mundial: indústria automobilística dos EUA, que dá emprego a 2,7 milhões de trabalhadores, dá fortes sinais de recuperação

O novo Jeep Compass, um dos campeões de venda da Fiat-Chrysler, responsável por seus bons resultados (Foto: Fiat-Chrysler)

Fonte constantes de más notícias econômicas e financeiras desde que explodiu a crise de 2008, aos poucos vão pingando informações otimistas sobre a economia americana, inclusive sobre criação de empregos — diferentemente do que ocorre na Europa, 2 milhões dos espantosos 8 milhões de empregos perdidos com a crise foram recuperados, por exemplo, conforme já se divulgou.

Como os Estados Unidos são a principal economia do mundo, boa notícia, lá, é boa notícia para todos.

A poderosa indústria automobilística, durissimamente golpeada pela crise a ponto de ter que receber injeções bilionárias de dinheiro público e de o governo passar a virtualmente controlar a gigante General Motors, dá seguidos sinais de recuperação. É um excelente sinal, porque se trata de um dos pilares da economia dos Estados Unidos — entre as grandes dos setor, as indústrias de componentes e as redes de revendedores, dá emprego, hoje, a 2,7 milhões de trabalhadores americanos.

A Chrysler, agora controlada pela italiana Fiat, aumentou em formidáveis 27% suas vendas no mês passado, sobretudo graças a modelos novos como o Jeep Compass, o Dodge Journey, o Chrysler 200 e o Dodge Avenger.

O Ford Explorer, sucesso da empresa: vendeu em outubro o triplo do que no mês anterior (Foto: Ford Motor Company)

A GM subiu bem menos, no todo — 1,7% –, mas o dado é bom.

Já a Ford, único dos colossos do setor a não recorrer à ajuda pública, já vendeu até o final de outubro mais de 6% do que em todo o ano passado. Sua linha de frente é o Explorer, que triplicou suas vendas em relação ao mês passado.

Ainda no mercado americano, a Volkswagen anunciou um espetacular aumento de 40% sobre outubro do ano passado, e seu faturamento em 10 meses deste ano também, como a Ford, superou o do ano passado inteiro.

Como se fosse necessário mais um exemplo dos efeitos da globalização, os carros japoneses desabaram em vendas por causa de falta de componentes feitos na Tailância, país que sofreu inundações graves e teve interrompida grande parte de sua atividade econômica.

 

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