22/05/2013
às 17:50 \ Política & CiaEleições de 2014: começam as pressões para que Eduardo Campos, do PSB, não se candidate a presidente

Eduardo Campos em visita a Santos, no litoral de São Paulo (Foto: Epitácio Pessoa / Estadão Conteúdo)
Talvez o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, chefão do PSB, tenha saído cedo demais para a batalha pela Presidência.
O fato é que suas tropas começam a desanimar. Vejam só o que está acontecendo:
1. Os seis governadores do PSB (dos Estados do Amapá, Ceará, Espírito Santo, Paraíba, Piauí e Pernambuco) dependem fortemente de dinheiro federal para tocar suas vidas, e estão preocupados com o fechamento de torneiras financeiras em Brasília no caso de Campos partir para a rota de colisão com as pretensões reeleitorais da presidente Dilma.
2. As minguadas bancadas parlamentares dos socialistas — 4 senadores de um total de 81, 27 deputados federais do total de 513, 70 deputados estaduais entre os 1.059 eleitos em todo o país — exibem os atuais números graças a coalizões feitas pelo partido, em diferentes Estados, ora com o PT, ora com o PSDB.
Se o Campos partir como candidato a presidente pelo PSB, haverá problemas nas coligações nos Estados e bancadas que já são pequenas tendem a encolher. Já há, portanto, pressão de parlamentares para que o governador adie suas pretensões.
Já há quem diga que o governador torce para que haja uma reviravolta no PT e que Lula, e não Dilma, seja candidato em 2014, porque contra o ex-presidento ele já declarou que não concorrerá jamais.
Tags: coligações, deputados estaduais, deputados federais, desaparecidos, Dilma Rousseff, Eduardo Campos, governadores, Lula, PSB, PSDB, PT, rota de colisão, senadores

































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