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Bob Dylan

21/05/2013

às 15:00 \ Política & Cia

O senador Eduardo Suplicy, uma metamorfose ambulante, senador há 23 anos, quer ficar mais oito a partir de 2014

Suplicy: logo ele, o grande defensor da "democracia interna" e das primárias no PT, quer ser candidato só porque Lula garantiu? (Foto: Agência Senado)

Amigas e amigos do blog, nem vou discutir as incontáveis atitudes destrambelhadas do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ao longo dos anos mais recentes de sua carreira, a série de desconcertantes e patéticas cenas a que o público se acostumou desde que o senador, anos atrás, cismou de desafinar o Blowin` in the Wind de Bob Dylan do alto da tribuna do Senado.

Vou-me restringir a seu pleito, uma vez mais recolocado sobre a mesa, de de novo candidatar-se ao Senado para a única vaga em disputa em 2014 por São Paulo, da qual é atualmente o titular, pelo terceiro mandato de oito anos consecutivo. Suplicy quer mais oito, o que o faria chegar, caso eleito e tudo corresse bem, a 32 anos na mesma cadeira.

O senador tem, naturalmente, todo o direito de pleitear a candidatura. Ocorre, porém, que as realidades da vida envolvendo o PT levam o partido a querer composições na chapa que tentará apear do Palácio dos Bandeirantes o governador tucano Geraldo Alckmin. Para tanto, a vaga de candidato ao Senado na coligação que o PT vai liderar na corrida pelo cargo de governador é uma espécie de joia da coroa que o lulopetismo pretende oferecer em troca de mais minutos no horário eleitoral e mais apoio político a seu candidato ao Bandeirantes, ainda não escolhido.

O cardindato petista gostaria de oferecer a vaga a figuras como o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) ou o deputado Celso Russomano (PRB), o Menino Malufinho, que concorreu à Prefeitura no ano passado e liderou as intenções de voto durante bom tempo — mas, no final, não conseguiu chegar ao segundo turno.

Suplicy reage a isso, o que é normal e esperado. A forma de reagir, porém, é que se pode contestar. O senador guarda cópia de carta pessoal que enviou a Lula a respeito do problema — Lula, sempre ele, o sumo sacerdote que resolve tudo no PT em qualquer parte “deztepaiz” — e jura ter obtido a “garantia” de Lula de que o lugar de candidato é seu.

Ora, que raio de “democracia interna” é essa do PT, em que Lula, como um deus, garante isso ou aquilo a torto e a direito?

Sim, sei perfeitamente que no PT as coisas são assim e que a democracia direta foi para a cucuia há muito tempo.

Mas, de todos os lulopetistas de escola, Suplicy é o menos indicado para exibir garantias de Lula como forma de obter uma candidatura.

Ele foi, ao longo de décadas, o maior defensor dentro do PT de eleições primárias, ou seu equivalente, para a escolha de candidatos.

Tanto fez, e tanto reclamou, que conseguiu, ele próprio, disputar COM LULA o direito a ser candidato à Presidência em 2002, lembram-se?

Foram realizadas as eleições internas, Lula levou 80% dos votos, mas Suplicy exerceu seu direito democrático de concorrer.

Agora, ele, Suplicy, esquece completamente esse critério e exibe promessas de Lula como sinal de seu direito supostamente adquirido?

O senador é, efetivamente, uma metamorfose ambulante. E, com essa qualificação, estou sendo até generoso com Sua Excelência.

27/04/2013

às 19:00 \ Política & Cia

Neil Ferreira: A rapadura está cada vez mais amarga

A rapadura, quem diria, não é mais doce -- e continua dura de roer --  e tem deixado um gostinho amargo (Foto: Felipe Rau / AE)

A rapadura, quem diria, não é mais doce -- e continua dura de roer -- e tem deixado um gostinho amargo (Foto: Felipe Rau / AE)

Por Neil quase desistindo Ferreira, publicado no Diário do Comércio da Associação Comercial de São Paulo

A RAPADURA ESTÁ CADA VEZ MAIS AMARGA

Abcdefghjklmnopqrstuvxz, 23 letrinhas que choram num soluço de dor (ou numa declaração de amor).

Arrumadas de forma conveniente produzem a Bíblia, o Torah e o Alcorão (em português falado no Brasil). A Enciclopédia Britânica, 1984, As portas da Percepção, Guerra e Paz, As profecias de Nostradamus, o Acórdão do STF e os nomes da Gangue dos Quatro, que votou em bloco pra livrar as caras dos mensaleiros: Melandowski, Dias Toffoli e as moçoilas Cármen Lúcia e Weber.

Os votos na Comissão de Constituição e Justiça dos cidadãos acima de qualquer suspeita Genoíno, João Paulo Cunha e Paulo Maluf.

O “Apocalipse Segundo João”, “As Portas da Percepção”, as letras do Jim Morrison e Bob Dylan, “She´s Like a Rainbow” de Jagger e Keith Richard. As Obras Completas de Shakspeare e dos Beatles, as poesias do Vinícius, o Pai Nosso Que Estais no Céu, a “Ave Maria no Morro”, “Aquele Abraço” do Gil, “Fio Maravilha” de Jorge Ben, Luís “Respeita Januário” Gonzaga. “Eu quero é sossego”, do Tim Maia, que sossegou.

E mais toda a sabedoria, humor e tragédias da humanidade, aí incluídos o besteirol “50 Tons de Cinza” e porno-assemelhados, como “Fome Zero”, “Pac”, “Minha Casa Minha Vida”, “O Mensalão Não Existe”, “Nunca antes na história deçepaíz”.

Há também os tarjas-pretas impróprios para dimenores,”Relaxa e Goza” e “Lula é Deus”, atribuídos à Martaxa e “Quando Lula fala o país se ilumina”, obscenidade de suposta autoria de Spinoza, pronunciada através do cérebro, boca, língua e lábios da Profª Drª Chauí.

“And last but not the least”, o imortal enunciado do cientista Luís Inácio, verdadeiro autor da Teoria da Relatividade, dele surrupiada pelo Hospital Albert Einstein. Candidato com toda justiça ao Prêmio Nobel de Física Quântica por ter demonstrado que “se a Terra fosse quadrada ou retangular, noçopaíz não tinha polussão”.

Seus estudos são aplaudidos por Hawking e Sagan , a romancista de “Bonjour Tristèsse”, não o Carl, de “A verdade está lá Fora”. A Teoria do Big Bang, que só ocorreu por sua vontade, permissão e comando, está em vias de sofrer correções.

Invente a bobagem que que quiser, como “Paz e Amor”, “Eu te amo”, “Você é bipolar”, “A inflação é conquista nossa!” (de indiscutida autoria da Tia), que aquelas 23 letrinhas produzem.

As letras, danadas, servem a vários senhores (Imagem: Latinstock)

As letras, danadas, servem a vários senhores (Imagem: Latinstock)

Durante alguns anos usei-as neste espaço plural deste DC para divulgar ideias paranoicas e teorias da conspiração que, espero, os leitores não tenham levado a sério; eu levei, para desabafar e me divertir.

A cada desabafo, divirto-me menos e sou remetido a uma magistral definição da Itália, feita pelo sisudo The Times, de Londres: “Não é só impossível governar a Itália; é inútil”.

Não é só impossível entender a aceitação bovina do “país dos mais de 80%” a toda a corrupção praticada nas nossas fuças — é inútil.

O que sobra em indignação em uma parcela da população, chamada com desprezo de “zelite”, sobra em porres de alegria para quem privatiza nos seus bolsos o nosso Pib – Produto Interno dos Burros.

Nós somos os burros de carga que produzimos, enquanto “eles”, você sabe quem são eles, socializam (rachuncham entre os sócios) cada centavo que pinga na soma dos trilhões que nos arrancam do couro em impostos escorchantes.

O “Leão” é apenas um cobrador treinado para cobrar; o perigo reside no seu “domador”, que o põe para cobrar. “Um dia é da caça o outro é do caçador”. É nada.

Fiz 70 anos na semana passada e nunca vi um só dia da caça. Não acredite em “vox populi vox Dei”. Vox populi é vox Deles, espalhada aos quatro mil ventos pela maior verba de propaganda oficial nunca antes vista “neçepaíz”, para hipnotizar, capturar e aprisionar corações e mentes do povão do “país dos mais de 80%”.

Não o meu coração nem a minha mente; não sou povão, sou zelite assumido, estrangeiro sem visto de permanência nesse país dos infelizes felizes , que com 71 reais por mês foram catapultados à Crasse Mérdia, por Decreto Imperial da Imperatriz.

Contemplo 3 saídas possíveis, que fantasio usar: Congonhas, Guarulhos e Viracopos, vira vira vira, virou! Se for pra virar, que seja Black Label cowboy e não a preferência oficial nacional, a 51.

Tenho a sensação de que perdi o meu tempo e o tempo de quem me leu, se é que alguém leu, e desperdicei este precioso espaço. Aprendi que espaço livre na imprensa é mais uma espécie em risco de extinção, como a ararinha azul.

Sei que a Democracia é a prevalência da vontade da maioria. Respeito-a, mas suspeito de que essa Democracia que temos é “La Democrácia” dos irmãos Castro, Evo Morales, La Kirchner, do Fantasma de Chávez reencarnado no Passarinho Bolivariano, do Lula e da Madama, iluminada, “La Democrácia”, pelos Faróis da Humanidade, o Cumpanhero Stálin e o gordinho da Coréia do Norte. Conte comigo fora dessa.

A rapadura está implorando para ser atirada ao lixo, por amarga que ficou; e estou a ponto de jogar a toalha.

Os mensaleiros ameaçam melar o julgamento do STF, cana neles.

25/11/2012

às 12:00 \ Tema Livre

Encontros memoráveis entre personalidades famosas — III: há Madonna, Marilyn, Schwarzenegger, Elvis, John Lennon, princesa Diana…

Alain Delon, Brigitte Bardot e o produtor musical Eddie Barclay

Alain Delon, Brigitte Bardot e o produtor musical Eddie Barclay

Celebridades de todos os tempos, de todas as áreas — charmosos ou chatos, talentosos ou medíocres.

Aqui, mais um post da série Encontros Memoráveis entre Personalidades Famosas — o terceiro que publicamos no blog — , para sua diversão e deleite.

Essas fotos foram colhidas aqui e ali, pela internet.

John Lennon, Yoko Ono e o ex-primeiro-ministro canadense Elliot Trudeau

John Lennon, Yoko Ono e um primeiro-ministro do Canadá que marcou época -- até porque usava tênis brancos com seus ternos e era casado com uma mulher belíssima e muito mais jovem --, Pierre Elliott Trudeau

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Jack Nicholson, Lauren Bacall e Warren Beatty

Jack Nicholson, Lauren Bacall e Warren Beatty

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Fredericco Fellini, Marcello Mastroianni e Sophia Loren

Federicco Fellini, Marcello Mastroianni e Sophia Loren

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Ella Fitzgerald e Marilyn Monroe

Ella Fitzgerald e Marilyn Monroe

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Elizabeth Taylor e a princesa Diana

Elizabeth Taylor e a princesa Diana

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Eartha Kitt e James Dean

Eartha Kitt e, mais atrás, James Dean

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Dean Martin, Shirley MacLaine e Elvis Presley

Dean Martin, Shirley MacLaine e Elvis Presley

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David Bowie e Elizabeth Taylor

David Bowie e Elizabeth Taylor

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David Bowie, Art Garfunkel, Paul Simon, Yoko Ono, John Lennon e Roberta Flack

David Bowie, Art Garfunkel, Paul Simon, Yoko Ono, John Lennon e Roberta Flack

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Danny de Vitto e Christopher Reeve

Danny de Vitto e Christopher Reeve

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Claire Danes, Giancarlo Giammetti, Madonna, Gwyneth Paltrow, Valentino e Anne Hathaway

Claire Danes, Giancarlo Giammetti, Madonna, Gwyneth Paltrow, Valentino e Anne Hathaway

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Brigitte Bardot e Kirk Douglas

Brigitte Bardot e Kirk Douglas

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Bob Dylan, Neil Young e Eric Clapton

Bob Dylan, Neil Young e Eric Clapton

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Audrey Hepburn e Grace Kelly

Audrey Hepburn e Grace Kelly

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Arnold Schwarzenegger e Shaquille O'Neal

Arnold Schwarzenegger e Shaquille O'Neal

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Andy Warhol e Alfred Hitchcock

Andy Warhol e Alfred Hitchcock

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Akira Kurosawa, Sydney Pollack, Barbra Streisand e John Huston

Akira Kurosawa, Sydney Pollack, Barbra Streisand e John Huston

 

 

LEIAM TAMBÉM:

Encontros memoráveis entre personalidades famosas: Chaplin e Einstein, Muhammad Ali e os Beatles, Elvis e Sinatra, Brigitte Bardot e Picasso…

FOTOS RARAS E EXTRAORDINÁRIAS: nada como um dia na praia — com Marilyn e Garrincha, com Einstein e a princesa Grace, ou Elvis, Catherine Deneuve, Tom Jobim e Picasso

Encontros memoráveis entre personalidades famosas — II

13/11/2012

às 15:00 \ Política & Cia

O senador Suplicy não tem mais limite para o ridículo

Amigas e amigos do blog, as iniciativas ridículas e grotescas do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) estão num tal crescendo que fica difícil saber como (e em que tipo de instituição) vão terminar.

Meu amigo e irmão Augusto Nunes publicou, na seção “História , em seu esplêndido blog, um post mostrando algumas das manifestações do senador nesse sentido. Não resisto em reproduzir aqui para vocês.

O titulo original do post do Augusto está em negrito, abaixo:

Suplicy e seu Museu do Absurdo

Sem consultar ninguém, o senador Eduardo Suplicy convidou Chambinho do Acordeon, que interpreta Luiz Gonzaga no filme Gonzaga ─ De pai para filho, para apresentar-se no Congresso nesta segunda-feira.

Alegando impedimentos regimentais, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que presidia a sessão do Senado, proibiu a ampliação do imenso acervo de odes à insensatez, monumentos ao besteirol e hinos à cretinice acumulados pelo parlamentar paulista.

Confiram algumas peças do Museu do Absurdo fundado por Suplicy:

Outubro de 2012, em Diadema:  interpretando mais uma vez Blowing in the Wind, de Bob Dylan.

Junho de 2012, no Senado: fantasiado de Robin Hood, o parlamentar do PT paulista defendeu a criação de um fundo internacional destinado à erradicação da pobreza, financiado por recursos oriundos de uma taxa sobre operações financeiras.

Novembro de 2010, no Senado: interpretando a canção Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores em homenagem ao autor Geraldo Vandré

Agosto de 2009, no Senado: interpretando Father and Son, de Cat Stevens, em homenagem ao Dia dos Pais

Agosto de 2009, no Senado: exigindo aos berros a renúncia de José Sarney.

 

Outubro de 2009, no Congresso: abrilhantando o programa Pânico na TV como astro convidado

Maio de 2007, no Senado: cantando o rap Homem na Estrada, do grupo Racionais, durante a sessão que analisou o projeto de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

23/09/2012

às 15:00 \ Tema Livre

VÍDEOS: os divertidos clipes da banda Eytan and the Embassy, que quebraram recordes malucos por incluir 18 astros do rock e 13 personagens de “Guerra nas Estrelas” nas mesmas tomadas

Geoffrey Countryman, saxofonista do Eytan and the Embassy, se transforma em Princesa Lea em um dos clipes da banda (Foto: divulgação)

Geoffrey Countryman, saxofonista do Eytan and the Embassy, se transforma em Princesa Lea em um dos clipes da banda (Foto: divulgação)

 Em junho deste ano, a banda de rock novaiorquina Eytan and the Embassy causou certo burburinho na internet ao lançar o clipe da música “Everything Changes”, dirigido por Joe Pickard, no qual o vocalista Eytan Oren “interpreta” 18 estrelas diferentes da música pop na sequência.

Rodado em uma única tomada, durante a qual Oren muda freneticamente de roupas, perucas e adereços para se parecer a cada um dos ídolos – Elvis Presley, Bob Dylan, David Bowie e Beastie Boys entre eles – o vídeo só começou a ficar pronto após um dia de ensaio e 30 tentativas (aqui é possível ver o making of).

Mas até que valeu a pena, já que a versão disponível no You Tube contabiliza mais de 500 mil views e o site RecordSetter, dedicado a registrar recordes pitorescos divulgados no mundo virtual, fez questão de certificá-lo como o “clipe em que há o maior número de mudanças de figurinos em um mesmo take”. Assistam abaixo:

Não satisfeita com a repercussão, a banda voltou à mesma brincadeira agora, só que explorando uma galáxia bem distante – ou nem tanto assim – da música pop.

Trata-se de um novo vídeo com estrutura semelhante, só que tendo como protagonista o saxofonista do quinteto, Geoffrey Countryman, e as roupas e acessórios escolhidos dessa vez são de personagens da saga cinematográfica Guerra nas Estrelas. A direção é creditada a um certo “Fanatic”.

O desfile de 13 trajes é um belo resumo de quem importa no universo criado por George Lucas: Luke Sywalker, Chewbacca, a Princesa Lea e, claro, Darth Vader comparecem. Confiram:

Não é nem preciso dizer que o RecordSetter já tratou de homenagear o grupo com o título de “clipe com mais figurinos de Star Wars”.

01/09/2012

às 10:02 \ Música no Blog

A surpreendente arte de recriar capas de discos com… meias

Beatles-Help

A capa original de "Help", disco de 1965 dos Beatles...

Beatles-Help-meia

...e sua versão feita com meias

Por Daniel Setti

É mais uma destas iniciativas ao mesmo tempo criativas, niilistas e divertidíssimas que só a internet possibilita: o sujeito expressa a sua paixão pelas capas de discos de rock de diferentes estilos e épocas reproduzindo-as com… meias. Incluindo algumas surradas e sujas!

"Blonde on Blonde" (1966), de Bob Dylan...

"Blonde on Blonde" (1966), de Bob Dylan...

"Blonde on Blonde" (1966), de Bob Dylan...

...e sua versão feita com meia

A mítica capa criada por Andy Warhol para o Velvet Underground em 1967...

A mítica capa criada por Andy Warhol para o Velvet Underground em 1967...

...também ganhou sua "releitura"

...também ganhou sua "releitura"

Na verdade, não se sabe ao certo se “sujeito”, “sujeita” ou “sujeitos” seria a melhor forma de classificar, er, o sujeito da frase, já que estamos falando de um Tumblr (esta modalidade de miniblog em alta no mundo virtual) cuja autoria é desconhecida.

"Who's Next" (1971), do The Who...

"Who's Next" (1971), do The Who, entre as homenageadas

"Who's Next" (1971), do The Who... meia

"The Dark Side of the Moon" (1973), do Pink Floyd, também não escapou

"The Dark Side of the Moon" (1973), do Pink Floyd, também não escapou

O nome, Sock Covers (“Capas de Meias”) faz um trocadilho com “Rock Covers” (“Capas de Rock”).

Metallica-Black-meia

"Metallica", conhecido também como "Black Album" (1991), do Metallica

No que diz respeito a apresentações, o(s) misterioso(s) autor(es) apenas limita(m)-se a escrever que “gastar alguns momentos por dia fazendo algo um pouco criativo pode ser muito bom para você”.

Love-Symbol-prince-meia

O célebre símbolo adotado brevemente por Prince, que fez com que este disco de 1992 fosse chamado de "The Love Symbol Album"...

 

...serviu de molde perfeito para mais uma meia

...serviu de molde perfeito para mais uma meia

"Voodoo Lounge" (1994), dos Rolling Stones meia

"Voodoo Lounge" (1994), dos Rolling Stones

Mesmo assim, a justificativa por querer trazer à tona o velho encanto das capas de álbuns não poderia ser mais direta (e louvável): “cada vez mais, as artes dos discos têm sido relegadas a uma pequena miniatura em um computador; estou dando apoio a alguns lindos exemplos de artes de discos”.

"Is This It" (2001), dos Strokes

"Is This It" (2001), dos Strokes

Pearl-Jam-meia

Álbum homônimo do Pearl Jam lançado em 2006

Confiram estes e outros trabalhos feitos com meias no The Sock Covers.

(Mais sobre o mundo maravilhoso das capas de discos neste link)

18/08/2012

às 12:00 \ Música no Blog

Novo disco de Bob Dylan trará canção que imita clássico absoluto do blues; escutem e comparem

Bob-Dylan

Bob Dylan: novo, "pero no mucho" (Foto: divulgação)

Na tradição da música folk norte-americana, fonte principal de inspiração dos primeiros álbuns de Bob Dylan, um artista “tomar emprestado” de outro melodias, acordes ou riffs (frases marcantes de algum instrumento) é algo relativamente normal. O próprio cantor e compositor já admitiu ser adepto da prática do “plágio aceitável” em mais de uma ocasião.

Mesmo assim, pode parecer chocante a ouvintes do século 21 o fato de que Dylan, 71 anos de idade e uma monstruosa obra de valor incalculável, tenha copiado a base de um clássico do blues em “Early Roman Kings”, primeira faixa divulgada de seu novo 33º álbum de estúdio, Tempest, que chega às lojas em 11 de setembro. Ouçam abaixo (áudio sobre reprodução da capa do CD):

É fácil reconhecer a sequência de notas, o ritmo shuffle e até o uso idêntico das marcas como efeito percussivo da canção de Dylan em “Hoochie Coochie Man”, composição de alto teor sexual de Willie Dixon (1915-1992) gravada por Muddy Waters (1913-1983) em 1954. Escutem a original e comparem:

Curiosamente, a trajetória de ”Hoochie Coochie Man” como música inspiradora para outros “clones” sonoros teve início já no ano seguinte a seu lançamento, quando o não menos grandioso Bo Diddley (1928-2008) empregou quase os mesmos arranjo e melodia, em sua também clássica (e também carregada em testosterona) “I’m a Man”. Confiram:

Apropriar-se de pérolas de Willie Dixon tem sido, na verdade, uma obsessão recente de Dylan. Em seu disco anterior, Together Through Life (2009), ele já pusera nova letra em outra música do mítico bluesman, “I Just Want To Make Love to You”, dando-lhe o devido crédito. O resultado da combinação é a faixa “My Wife’s Home Town”.

(Mais sobre música neste link)

 

24/06/2012

às 19:27 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: “Marta e Luiza foram para escanteio, Fernando ainda não sabe onde está e Luiz Inácio só quer saber dele mesmo”

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No final, a despedida, em que todos se retiram acenando para as pessoas que não participam da festa a não ser como espectadores. A festa chama-se "quadrilha" (Foto: Elvio Luiz)

O NOME DA DANÇA E DA POESIA

Balancê com seu par! Marque o passo, sem sair do lugar. Anavan! Todos avançam para o centro, balançando os braços e cumprimentando-se. Voa, andorinha! Os cavalheiros ficam semi-ajoelhados. Voa, gavião! Todos dão duas voltas para a direita. Trocar de lado! Todos no centro, pela direita. Giro! Cada um no lugar do outro. Caminho da roça! Todos batem palmas e vão para a direita.

Trenzinho! Um fica atrás do outro. Caminham para a direita. Enrolar! A gente sabe como é, eles sabem mais ainda. Changê! O cavalheiro dá a volta pela direita, sempre pela direita, e passa a dama para trás.

Nada de interpretações maliciosas, caro leitor, nada referente ao que está acontecendo na sucessão paulistana: isto é parte de uma dança popularíssima no nosso país, adaptada de festas da nobreza da França (o que explica os nomes, corruptelas de palavras francesas).

Ainda há mais coisas, como “coroar” – exatamente, colocar a coroa; e “descoroar” – exatamente, descartar a coroa. No final, a despedida, em que todos se retiram acenando para as pessoas que não participam da festa a não ser como espectadores. A festa chama-se “quadrilha”.

Essa história poderia ter inspirado Carlos Drummond de Andrade

Essa história poderia ter inspirado o poeta Carlos Drummond de Andrade, e se chamar "Quadrilha"

Há ainda uma paródia de poema famoso, “Luiz Inácio que amava a gerentona que detestava a Marta que não fazia o que achava errado e só amava quem queria, e não era o Fernando Vaidoso. Marta e Luiza foram para escanteio, Fernando ainda não sabe onde está e Luiz Inácio só quer saber dele mesmo”.

Se este poema fosse de Drummond, que o inspirou, também poderia chamar-se “Quadrilha”.

 

O ribombar do silêncio

Eduardo Suplicy: seu silêncio é ensurdecedor

Eduardo Suplicy: seu silêncio é ensurdecedor

Ganha uma gravação de Blowin’ in the Wind, com Eduardo Suplicy de intérprete, quem tiver ouvido uma palavra sua a respeito da aliança de seu partido, o PT, com o antigo adversário Paulo Maluf.

Seu silêncio é ensurdecedor: Erundina foi escolhida para ser vice de Fernando Haddad; Haddad, Lula e o alto-comando do PT foram à mansão de Maluf para pedir seu apoio, que obtiveram; a foto do encontro chocou muita gente, a começar por Erundina, que desistiu de ser candidata. E Suplicy se manteve no mais obsequioso e profundo silêncio.

 

No caso, o silêncio é melhor

Agora ele voltou a se manifestar: depois de ter vestido uma cueca vermelha por cima do terno, numa tentativa de imitar o Super-Homem, depois de ter imitado ao microfone, como os Racionais MC, o barulho de tiros, depois de torturar repetidamente o sucesso Blowin’ in the Wind, de Bob Dylan, o senador petista por São Paulo ostentou um chapeuzinho de Robin Hood, o herói inglês do século XIII que dava para os pobres e roubava dos ricos.

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Eduardo "Robin Hood" Suplicy, em apoio ao Senhor Normal (Foto: Alan Marques / Folhapress)

A performance do senador ocorreu em apoio à proposta do presidente francês François Hollande, de taxar grandes fortunas e transações financeiras, e com o dinheiro criar um fundo que garanta renda para a população mais pobre.

É curioso, mas o presidente francês que Suplicy apoia é conhecido na França como “Senhor Normal”.

02/06/2012

às 12:00 \ Música no Blog

Beatles: os 45 anos da obra-prima Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band e quatro “releituras” de sua famosa capa

A maravilhosa capa do disco original: alguns sites contabilizam até 79 homenagens ou paródias

A maravilhosa capa criada por Peter Blake e Jann Harworth para o disco original: alguns sites contabilizam até 79 homenagens ou paródias

 

Por Daniel Setti

Foi ontem, sexta-feira, 1º de junho, o 45º aniversário do lançamento de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

Para muitos, trata-se da obra mais importante e inovadora dos Beatles – eu adoro, mas considero Revolver o grande divisor de águas -; outros tantos o têm como melhor álbum da história.

Destrinchar Sgt. Pepper’s… musicalmente renderia horas de chuva no molhado. Para isso, melhor mesmo é se debruçar sobre livros como Um ano na Vida dos Beatles e Amigos (2007), do inglês Clinton Heylin, que investiga o que outras bandas de rock com aspirações vanguardistas (de Velvet Underground a Pink Floyd) estavam aprontando enquanto os rapazes de Liverpool preparavam seu produto mais famoso.

Mas o Música no Blog prefere um viés diferente, mais “plástico”, digamos: uma seleção de quatro capas dos muitos álbuns posteriores que homenageiam ou parodiam o projeto gráfico do disco, criado por Peter Blake e Jann Harworth. A foto original traz os Beatles, ou “A Banda do Sargento Pimenta”, na companhia das versões em papelão, tamanho natural, de personalidades que admiravam (de Marlon Brando a Bob Dylan, passando por Oscar Wilde e William S. Burroughs).

Jun Fukamachi – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1977)

Parece que o japonês Fukamachi, que neste disco transpôs o repertório  de Sgt. Peppers para arranjos instrumentais, levou a sério demais a mania de procurar mensagens subliminares em audições do disco de trás para frente.

The Mothers of Invention – We’re Only in It For The Money (1968)

Crítica da banda de Frank Zappa (1940-1993) ao comercialismo hippie que ele enxergava nos Beatles. Jimi Hendrix (1942-1970)  de carne e osso – e não de papelão – aparece na ponta direita.

Zé Ramalho – Nação Nordestina (2000)

Um primor, não só pelas personalidades retratadas como pelos lindos objetos decorativos, como a foto desbotada do casal, que não deve faltar em casa nordestina que se preze.

The Simpsons – The Yellow Album (1998)

Reparem na família Simpson desenhada à esquerda com os traços toscos das primeiras temporadas. Uma divertida citação vintage, como a reprodução dos jovens Beatles na capa original.

(Mais capas-paródia de Sgt. Pepper’s neste link)

 

15/05/2012

às 12:01 \ Música no Blog

Rapper Andre 3000 será Jimi Hendrix em filme; conheça outros casos em que músicos interpretaram colegas na telona

Jimi-Hendrix

Jimi Hendrix (Foto: Michael Ochs Archives/Getty Images)

Daniel Setti

Confirmando boatos que pipocam na internet desde 2004, André 3000, 36, rapper da dupla OutKast – responsável por um dos álbuns mais espetaculares da década passada, o duplo Speakerboxxx/The Love Below (2003) – vai mesmo interpretar Jimi Hendrix (1942-1970) no cinema. A biopic, batizada All is by My Side (“Tudo está do meu lado”) e que foca os anos de 1966 e 1967, início da carreira solo do mítico guitarrista, começa a ser rodada no final do mês na Irlanda e ainda não tem data para estrear.

André-3000

André 3000 (Foto: divulgação)

Exemplos de boas cinebiografias de grandes músicos estreladas por atores profissionais não faltam: Bird (1986), sobre Charlie Parker (1920-1955), com Forest Whitaker;  Cazuza – o Tempo não Para (2004), protagonizada por Daniel de Oliveira; e I’m not There (2007, no Brasil: Não Estou Lá), que traz a sensacional Cate Blanchett entre em um dos vários Bob Dylans retratados. Entre outras.

Mas são poucos os casos em que músicos reviveram colegas de profissão na telona. Relembrem alguns abaixo:

O mítico saxofonista Dexter Gordon (1923-1990) e sua surpreendente interpretação de um personagem baseado em outros dos ícones do jazz, o pianista Bud Powell (1924-1966) e o saxofonista Lester Young (1909-1959), em Round Midnight (1986).

Jamie Foxx (mais conhecido como ator, mas que também mantém carreira de músico), a perfeita reencarnação de Ray Charles (1930-2004) em Ray (2004).

Beyoncé, que na pele de Etta James (1938-2012= em Cadillac Records, de 2008, não convenceu plenamente. (É boa moça demais, e canta com firulas demais, para a junkie barra pesada Etta).

(Mais sobre música neste link)

 

 

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