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Atleta do Século

14/07/2014

às 15:45 \ Tema Livre

Não conseguindo ganhar a terceira Copa que disputa, Messi continuará muito, mas muito longe dos números do Rei Pelé

(Fotos: Ivan Pacheco/Veja.com :: Time & Life Pictures/Getty Images)

Messi é o melhor jogador do mundo e um craque extraordinário — nem dá para discutir isso. Mas ainda está longe, e longe ficará, do Rei, único e inigualável (Fotos: Ivan Pacheco/Veja.com :: Time & Life Pictures/Getty Images)

Acabou a brincadeira. Com a seleção da Argentina perdendo a final da Copa de 2014 para a Alemanha, seus torcedores mais fanáticos – bem como os do F. C. Barcelona — que querem comparar Messi não mais a Maradona, mas já a Pelé, terão que engolir essa.

Ganhe Messi os títulos que ganhe, faça os gols que faça, para ele não mais será possível atingir a inigualável marca do Rei, quanto mais superá-la.

Quem quer ser o melhor de todos os tempos precisa apresentar também Copas em seu ativo, certo?

Pois bem, Messi ja disputou três Copas — e não ganhou nenhuma.

O Atleta do Século disputou quatro — e ganhou três!

Para igualar-se a Pelé seria necessário haver uma conjunção de fatores com a interferência direta não mais do Papa Francisco, argentino torcedor San Lorenzo, mas do próprio Altíssimo: a Argentina precisaria vencer consecutivamente as Copas de 2018, 2022 e 2026, e Messi teria que atuar em todas elas. Na de 2026, o fabuloso atacante estará com 39 anos.

Messi é um craque extraordinário, sem dúvida o melhor jogador do mundo atualmente, a despeito do respectivo troféu da última temporada ter sido atribuído a Cristiano Ronaldo.

Não se discutem as qualidades excepcionais do grande argentino — mas a verdade é que nem ele Messi e com quase absoluta certeza nenhum outro atleta jamais chegará à marca de Pelé, próxima do impossível.

Também em gols Messi, apesar da incrível média de mais de 1 por partida que já realizou em mais de uma campanha do Barça, La Pulga não alcançará Pelé. Ele ainda não chegou aos 500 gols, com os 27 anos já referidos. O Rei, como se sabe, fez — dados oficiais — 1.282.

Confira clicando aqui todos os números oficiais da carreira de Pelé.

02/10/2013

às 15:06 \ Tema Livre

A Pelé o que é de Pelé: finalmente, um museu só para ele — o maior jogador de futebol da história. E confira aqui todos os números OFICIAIS de sua carreira

CASARÃO DO VALONGO A construção do século XIX, em Santos, abrigará o Museu Pelé, a um custo total de 23 milhões de reais pela reforma e 8,5 milhões pela instalação (Foto: Claudio Gatti)

UM MUSEU INTEIRO SÓ PARA O “REI” — O Casarão do Valongo, construção do século XIX, em Santos, abrigará o Museu Pelé, a um custo total de 23 milhões de reais pela reforma e 8,5 milhões pela instalação (Foto: Claudio Gatti)

Publicado originalmente em 6 de maio de 2012.

(Reportagem do redator-chefe Fábio Altman publicada na edição impressa de VEJA)

 

A PELÉ O QUE É DE PELÉ

Levemente incomodado com a profusão de candidatos a rei que vagam por aí, ele mesmo encomendou um levantamento estatístico – o definitivo – em torno de seus títulos e gols. Será difícil mesmo alcançá-lo

“Até o Edson, que conhece o Pelé desde criança, ficou impressionado com os números.” A indefectível, já clássica e folclórica terceira pessoa do singular é usada pelo Rei do futebol para justificar o espanto com um levantamento estatístico encomendado por ele mesmo para acabar com a dúvida seminal (quem é o maior jogador da história?) – como se fosse necessário dirimi-la.

Pelé pediu a Rogério Lopes Zilli, o estudioso que o ajuda na montagem do acervo de um museu que abrigará sua coleção de peças pessoais, em Santos (SP), que enumerasse todos os títulos e gols de sua carreira.

É, a partir de agora, a contagem oficial, reunida a partir de súmulas, filmes, entrevistas e recortes de jornal. É Pelé por Pelé, em um levantamento entregue com exclusividade a VEJA.

São 61 títulos oficiais, aí incluídos o tri pela seleção e o bi mundial pelo Santos, além de 25 outros troféus em torneios no Brasil e no exterior.

São 1.282 gols – “nem 1 281, nem 1 283, como costuma aparecer”, ressalta – em 1.366 partidas oficiais. A média é de 0,93 gol por jogo. Para efeitos de comparação, Messi tinha até a semana passada 267 gols em 398 partidas (média de 0,67). Neymar, prestes a chegar ao centésimo gol santista, marcou 117 vezes em 204 jogos, contando os da seleção (média de 0,57). Maradona fez 311 gols em 587 partidas (média de 0,53).

 

pele-trofeu

O ATLETA DO SÉCULO – “O pessoal brinca porque pelo menos podiam ter posto uma roupinha na taça. Olha, não foi fácil levantá-la, não. Tem 23 quilos e quase 1 metro de altura. Quem me deu foi o jornal francês ‘L’Équipe’, que fez uma votação com gente do mundo inteiro. Fiquei na frente do Jesse Owens, do Paavo Nurmi e do Emil Zátopek – grandes atletas olímpicos -. Não é legal porque foi o Pelé, não. Ali era um brasileiro.” (Pelé teve 178 votos. Owens, 169. Entre os futebolistas, o segundo foi Di Stéfano, com apenas 12 votos.)”

Diz Edson: “Pedi essa investigação, a primeira que realmente fiz, e a mais completa, para ver se param com essa história de sempre dizerem que nasceu um novo Pelé. O Maradona, o Messi e agora o Neymar são todos grandes jogadores, mas o que o Pelé fez não foi qualquer coisa”.

É curioso que ele próprio se preocupe em reunir números para demonstrar seu tamanho histórico. Na boca de qualquer outro atleta soaria arrogante – vindo dele é quase ingênuo, serve apenas para alimentar ainda mais a fogueira de discussões em torno da mais importante das coisas sem importância, o futebol.

Essa estatística, segundo Pelé, é a cereja a colorir o bolo do museu com 2.300 peças que será inaugurado em Santos, no fim do ano, no Casarão do Valongo, construção do século XIX, no centro da cidade, tombado pelo patrimônio histórico. A reforma custou 23 milhões de reais. A instalação da mostra exigirá outros 8,5 milhões.

“Não há, em todo o mundo, nenhum museu dedicado a um único esportista”, diz José Eduardo Moura, diretor do projeto. Serão fotos, camisas, bolas, taças e tudo quanto é tipo de lembrança, com destaque para a inseparável caixa de engraxate que Pelé diz ter usado quando tinha 15 anos, entregue de presente pela mãe – junto com os primeiros 400 réis amealhados ao lustrar sapatos alheios – quando o menino, já campeão do mundo, morava em Santos, chegado de Bauru.

Falta algo? “Sim”, diz Pelé. A devida homenagem ao pai, já falecido, por um recorde que o camisa 10 lamenta nunca ter conseguido bater. “O Dondinho fez cinco gols de cabeça em um único jogo, nos anos 40. O Pelé não passou de dois.” É marca que tira o sono de Edson – mas que não encolhe a súmula oficial de sua espetacular carreira, agora definitivamente compilada para quem quiser cotejá-la com a de outros que andam ganhando títulos e marcando muitos gols, sonhando um dia ser Pelé.

 

pelé taça

A RÉPLICA DA JULES RIMET – “Essa ninguém tem, porque a da CBF foi roubada e derretida. A deles era de ouro bruto, a minha é só folheada. Mas o peso é o mesmo. Ganhei da FIFA e do governo mexicano logo depois da vitória contra a Itália, no tri. Nenhum outro jogador recebeu, não. Só o Pelé. Foi uma homenagem e tanto.”

Pelé escolheu dois troféus de predileção na coleção de 2.300 itens que serão expostos em Santos a partir do fim do ano. Ele próprio explica a importância dos objetos – às vezes na primeira pessoa, muitas vezes na inseparável terceira pessoa, nas fotos acima.

A SÚMULA DEFINITIVA DO REI

TÍTULOS – 61 AO TODO

Títulos pelo Santos

 

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pelé títulos seleção

 

TODOS OS GOLS DO MAIOR ARTILHEIRO DA HISTÓRIA

gols DE PELÉ

 

28/01/2012

às 18:32 \ Tema Livre

Jornalistas dos EUA considerarem Pelé o 4º melhor de todos os tempos é insulto a quem entende de futebol — e aos torcedores brasileiros

O Rei Pelé em jogada clássica -- a bicicleta -- que ele cansou de repetir ao longo da carreira e com a qual marcou cinco gols (Foto: Alberto Ferreira / Jornal do Brasil)

A garotada já entende e pratica, mas está uma vez mais provado que americano — incluído jornalistas — não entende bulhufas de futebol: absolutamente ridícula a pesquisa entre profissionais de imprensa publicada pela revista Sports Illustrated que considera o inigualável Pelé o quarto melhor jogador de todos os tempos. Sim, o quarto.

O Rei, nesse levantamento realizado entre dez jornalistas cabeças-de-bagre, ficou atrás de Messi, do também argentino Maradona e do genial holandês Johann Cruyff. Para quem sabe o que foi Pelé, é uma palhaçada. Para quem conhece um pouco de futebol — e para os torcedores brasileiros –, um insulto.

Sugere-se que a assessoria do Rei envie urgentemente para os dez o DVD Pelé Eterno. Está mais do que claro que as mágicas e milagres ali mostrados esses jornalistas nunca viram.

A mesma providência deveria ser adotada em relação ao jornalista Bobby Gosh, autor da recente reportagem da revista Time trazendo Messi — realmente um craque extraordinário — na capa –, e que igualmente já desconsidera Pelé.

O Rei (abraçado e levantado por Jairzinho, na Copa de 1970) e sua marca registrada: o soco no ar (Foto: veja.abril.com.br)

Quem quiser tirar o reino de Pelé precisa, entre outras proezas, fazer o seguinte:

* Disputar mais do as quatro Copas do Mundo de que Pelé participou e vencer mais do que as três que ele conquistou.

* Marcar mais de 1.282 gols na carreira, algo que nenhum jogador de futebol fez em qualquer tempo. Como comparação, basta dizer que Maradona, muitas vezes apontado, especialmente pelos argentinos, como melhor que o Rei, marcou 356.

* Marcar por sua seleção mais do que os recordistas 95 feitos por Pelé pela seleção brasileira. (Messi, até agora, fez 19 pelo time da Argentina).

* Ser bicampeão mundial de futebol por sua seleção com menos de 22 anos. Messi, 24 anos, ainda não foi nenhuma vez. O grande Cruyff nunca chegou lá. Maradona ganhou sua única Copa (a de 1986) aos 26 anos.

* Marcar mais do que os 8 gols em uma só partida que estufaram as redes do Botafogo de Ribeirão Preto nos famosos 11 a 0 aplicados pelo Santos no time do interior no Campeonato Paulista de 1964.

Preparando-se para marcar, de pênalti, o milésimo no goleiro Andrada, do Vasco, no Maracanã, em novembro de 1969 (Foto: abril.com.br)

* Ser 11 vezes artilheiro de um campeonato regional duríssimo, como era o Paulista entre 1957 e 1973

* Marcar mais de 58 gols em 37 jogos durante um campeonato, como fez Pelé no disputadíssimo Paulista de 1958.

* Conquistar, no total, mais do que 60 títulos, entre os quais as três Copas do Mundo mencionadas, mais dois mundiais interclubes, duas Libertadores da América, cinco Taças Brasil e dez campeonatos locais, como foi o caso de Pelé com o Paulista.

* Marcar num só ano mais do que os 127 gols registrados por Pelé em 1957. Só como comparação, no melhor ano de sua carreira, 2000, Romário fez 73 gols. Ronaldo Fenômeno, no auge, balançou redes 63 vezes em 1997.

Relembrem (ou vejam) algumas máginas do Rei retiradas do DVD Pelé Eterno:

Agora, um especial de 7 minutos resumindo a carreira de Pelé pelo site Gazeta Esportiva:

http://www.youtube.com/watch?v=iHvzKW6z0Mc&feature=fvwrel

27/09/2011

às 12:29 \ Tema Livre

5 Admirações: Capítulo 2

José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência

José Bonifácio de Andrada e Silva

José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838): nascido em Santos (SP), escritor, político, estadista, patriota, figura-chave para a ideia de Brasil — o Patriarca da Independência.

Sir Winston Churchill

Sir Winston Churchill

Sir Winston Leonard Spencer-Churchill, Winston Churchill (1874-1965), soldado, escritor extraordinário, político de sete fôlegos, um dos vencedores da II Guerra Mundial contra a barbárie nazi-fascista, para muitos o maior estadista do século XX.

Ruth Cardoso

Ruth Cardoso

Ruth Correia Leite Cardoso, Ruth Cardoso (1930-2008), antropóloga, fundadora do Comunidade Solidária e idealizadora de toda uma forma de tratar desiguladades sociais.

Rei Pelé

Pelé

Edson Arantes do Nascimento (1940), Pelé, dentro do campo o Atleta do Século XX e o maior jogador de futebol de todos os tempos.

cecilia-meireles

Cecília Meirelles

Cecília Meirelles (1901-1964), poeta.

Veja também: Cinco admirações (capítulo 1)

 

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