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27/03/2012

às 15:38 \ Política & Cia

Faxina feita por Dilma em sua base parlamentar atrapalha planos de Renan de voltar a presidir o Senado

Reação A presidente decidiu afastar do governo o grupo do PMDB que está no comando do Senado há uma deacada (Foto: AE)

A presidente decidiu afastar do governo o grupo do PMDB que está no comando do Senado há uma década, contrariando interesses, entre outros, dos senadores Renan Calheiros e Josè Sarney (Foto: AE)

Publicada na edição impressa de VEJA da semana passada, esta análise do mano a mano entre a presidente Dilma e o PMDB no Congresso, escrita por Daniel Pereira, continua inteiramente válida e achei interessante compartilhar com os amigos do blog.

 

FAXINA NO CONGRESSO

Dilma Rousseff isola parlamentares aliados do PMDB e do PR que impuseram ao governo sua primeira derrota política e que ameaçam se rebelar por cargos e verbas

 

No primeiro ano de mandato, a presidente Dilma Rousseff demitiu seis ministros acusados de corrupção, tráfico de influência e desvio de dinheiro público.

A decisão atingiu auxiliares herdados da gestão Lula e contrariou os principais partidos governistas, como PT, PMDB e PR, mas não resultou em crise política.

Pelo contrário, a presidente angariou dividendos com a faxina ética que foi forçada a realizar na Esplanada. Com as mudanças, marcou uma diferença fundamental em relação ao antecessor, que passava a mão na cabeça de correligionários e aliados pilhados em irregularidades. Além disso, ela conquistou a aprovação de setores da população que lhe negaram voto nas eleições de 2010.

Demissões e faxina reforçam capital político

De quebra, conseguiu com as exonerações em série – acompanhadas de trocas em estatais e cargos de escalões inferiores – retomar para o governo fatias da máquina pública que eram dominadas havia anos por esquemas partidários de arrecadação. Dilma venceu embates travados com velhas raposas acostumadas há décadas a tomar conta da res publica.

Até agora a faxina no Executivo funcionou como um dínamo do capital político e eleitoral de Dilma. Na semana retrasada, ela decidiu estender a limpeza ao Poder Legislativo. Um movimento muito mais arriscado, considerando-se o extenso arsenal à disposição dos parlamentares para atrapalhar qualquer presidente da República.

O plano foi posto em marcha com a substituição dos líderes do governo na Câmara e no Senado. As mexidas eram pensadas por Dilma desde o ano passado. Saíram do papel agora porque os senadores deram a ela um pretexto ao rejeitar a recondução de Bernardo Figueiredo ao cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Golpe no grupo de Renan, Sarney e Jucá

Em resposta ao resultado da votação, Dilma destituiu Romero Jucá da liderança no Senado, substituindo-o por Eduardo Braga. Um peemedebista por outro, mas dois peemedebistas diferentes.

A saída de Jucá representa um golpe no grupo formado por ele, Renan Calheiros e José Sarney. Eles dão as cartas no Senado há uma década. Ex-governador do Amazonas, Braga era adversário do trio nas trincheiras internas do PMDB. Ao assumir a liderança, ele reduz as chances de Renan voltar à presidência da Casa em 2013.

Traição Substituído pelo senador Eduardo Braga, o peemedebista Romero Jucá (à direita)foi identificado como um dos líderes da rebelião contra o governo (Foto: André Dusek / AE)

Substituído pelo senador Eduardo Braga, o peemedebista Romero Jucá (à direita)foi identificado como um dos líderes da rebelião contra o governo (Foto: André Dusek / AE)

 “Não queremos mais o Brasil dos Sarneys, dos Renans…”

“Não queremos mais o Brasil dos Sarneys, dos Renans, dos Jucás”, diz um auxiliar da presidente. Dilma debitou na conta da trinca de comando do PMDB o veto a Figueiredo, que era uma escolha pessoal dela.

O trio teria votado contra a recondução do diretor da ANTT para pressionar o governo a atender aos pedidos de sempre: emendas, cargos e demais benesses oriundas da caneta presidencial. A presidente estaria determinada a renovar as práticas políticas no país não apenas por instintos republicanos, mas, sobretudo, movida pelo pragmatismo.

Combater o fisiologismo é uma velha demanda nacional. Políticos tarimbados, o tucano Fernando Henrique Cardoso e o petista Lula nem sequer tentaram cumprir essa missão. Cada um a seu modo, refestelaram-se no jogo que era jogado.

Nova classe média é o grupo que mais valoriza as vassouradas de Dilma

Segundo recentes pesquisas de opinião que chegaram ao Planalto, as pessoas gostam quando a presidente afasta corruptos e fisiologistas notórios.

A nova classe média, sonho de consumo dos candidatos nas eleições de 2012 e 2014, é o grupo que mais valoriza as vassouradas de Dilma.

 

De olho Para manter o PMDB na Câmara sob controle, o governo escalou o petista Arlindo Chinaglia (Foto: Sérgio Lima / Folha Press)

Para manter o PMDB na Câmara sob controle, o governo escalou o petista Arlindo Chinaglia (Foto: Sérgio Lima / Folha Press)

Desde julho de 2011, quando denúncias de cobrança de propina no Ministério dos Transportes levaram à demissão do então ministro Alfredo Nascimento, o PR ameaçava abandonar a base aliada do governo.

Ameaçava, ameaçava, ameaçava, até que os sete senadores do partido resolveram se rebelar. “Nossa posição é não mais apoiar nem acompanhar o governo no dia a dia”, disse o senador Blairo Maggi, líder da bancada.

Foi uma reação à decisão da presidente de não devolver ao partido o comando do Ministério dos Transportes. Tão logo foi avisada da decisão do PR de aderir à oposição, Dilma mandou suspender as conversas com o partido.

O portador do recado foi o novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga. Amigo de Lula e do ex-ministro e deputado cassado José Dirceu, Braga tem traços de comportamento parecidos com os da presidente: cobra resultados, é estudioso, duro nos debates e gosta de uma boa briga.

“Não tenho queixo de vidro”, jacta-se. “Prefiro passar dez minutos vermelho a ficar amarelo a vida inteira”, acrescenta, prometendo não se intimidar diante dos problemas que se avizinham.

 

A escolha ameaça as intenções do peemedebista Henrique Alves na eleição para presidência da Casa em 2013 (Foto: Beto Barata / AE)

A escolha de Chinaglia ameaça as intenções do peemedebista Henrique Alves na eleição para presidência da Casa em 2013 (Foto: Beto Barata / AE)

Afetando os planos de Henrique Alves de presidir a Câmara

O enfrentamento do governo com os aliados também chegou à Câmara, com a indicação de um novo líder, o petista Arlindo Chinaglia, que substituiu o petista Cândido Vaccarezza. Mais um talhado para o confronto, Chinaglia carrega a fama de não ser, nem de longe, um poço de docilidade.

Ex-presidente da Casa, sempre nutriu o desejo de voltar a esse posto. Ao escolhê-lo como líder, Dilma disseminou entre os peemedebistas a sensação de que pode implodir o acordo firmado entre PT e PMDB que prevê a posse na presidência da Câmara, em 2013, do deputado Henrique Eduardo Alves.

Será que a ofensiva moralizadora atingirá também o PT?

Líder peemedebista e braço direito do vice-presidente Michel Temer, Henrique Alves está em baixa no Planalto. É visto como porta-voz das demandas mais fisiológicas do partido e um instrumento a serviço de deputados de péssima reputação.

“A Dilma está operando para mudar os interlocutores e o eixo da política. Ela está esvaziando os velhos caciques e suas práticas danosas ao país”, diz uma estrela petista.

É muito cedo para atestar a veracidade da declaração. Mais cedo ainda para saber se a ofensiva pela moralização do Congresso, que fustigou o PMDB e o PR atingirá também o PT, cujos ministros – com exceção de Antonio Palocci – sempre contaram com uma blindagem especial da presidente da República

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16 Comentários

  1. Mari Labbate *44 Milhões*

    -

    01/04/2012 às 13:12

    DILMA HA-VANA ROUSSEFF DA SILVA ATIROU NO PRÓPRIO PÉ! VIVA! ATÉ PERDEU A VOZ, SENHOR “TERROR-DOS-MARES”?

  2. Gilda

    -

    30/03/2012 às 22:51

    Política é Religião é uma coisa que a gente fala,fala,e não chega a lugar algum.Na verdade eu não entendo nada de política,mas vou dar a minha opinião de leiga,eu acho que o Presidente é uma mera figurinha decorativa,quem manda mesmo é o Senado e a Câmara,não importa se a maioria do povo votou nele,na verdade o Presidente tem que fazer o que eles querem que faça.Mandam o Presidente viajar(o Lula falava tanto do ex-Presidente FHC e ele viajou muito mais),enquanto eles decidem o que fazer,e ai o povo culpa o presidente por não cumprir aquilo que prometeu e tudo de ruim a culpa é do Presidente.Não ficarei surpresa se a Dilma “entornar o caldo” e alguma coisa de ruim aconteça com ela.

  3. Jõ Brandão

    -

    29/03/2012 às 8:46

    Uma única arma tão simples já poderia corrigir parte dessa bandalheira na política nacional e arma é: Acabar com o voto analfabeto e a obrigatoriedade. Voto livre já! Voto Analfabeto não! Quero ver nego se eleger sem fazer nada, mas… Quem quer deixar de mamar?

  4. Marcelo Meireles

    -

    28/03/2012 às 17:21

    Ricardo, não dei xeque nenhum. E mesmo que tivesse dado, era fácil sair. Bastava assumir que vc não acredita na hipotese que a Veja tem divulgado. Não vejo problema algum nisso.
    -
    Pode ser que vc não publique esse meu comentário. Mas reflita :
    -
    Os profissionais que trabalham no Blog e na Veja tem honorabilidade ? Ótimo.
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    Mas não se esqueça que eu também tenho honorabilidade.
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    Vc não me conhece a ponto de me adjetivar “péssimamente intencionado”. Errou e errou por muito
    -
    Eu não adjetivei a honorabilidade de ninguém. Apenas expus um conflito de informação da própria Veja, e fiz perguntas fortes
    -
    O tom das sua reação me deu excelente resposta.
    -
    vc deixar sua resposta lá, em negrito, como se eu fosse um atacador de honras, sem ter o meu post lá tb, vc está simplemente lançando sobre mim, uma pecha que definitivamente não mereço.
    -
    E vc sabe bem disso.
    -
    Se não concordou com meu post, basta não publicar.
    -
    Não é justo descarregar em mim, o desgosto pela informação desencontrada, dentro da própria Veja
    -

    Desculpe, caro Marcelo, mas suas “perguntas fortes” colocavam, sim, honras em jogo.

    O fato de haver eventualmente desencontro de informações entre o que VEJA publica e o que publicam ou opinam os colunistas do site não tem importância alguma.

    O Lauro Jardim diz que o ministro Edison Lobão é o preferido de Dilma para ser presidente do Senado. E eu opinei (e não foi nem em post, foi em resposta a comentários, aqui neste espaço) que para mim é difícil acreditar, tendo em vista o péssimo perfil do homem. Muito bem, e daí?

    Isso não significa que meu amigo Lauro vá brigar comigo, nem eu com ele.

    Muito menos significa que alguém vai puxar nossas orelhas.

    Algumas pessoas não acreditam, mas nós, colunistas, temos absoluta liberdade para escrever o que acharmos que devemos.

    E publico, sim, seu comentário, sem maiores problemas. O outro, que discutia questões da revista VEJA, não saiu por razões expostas dezenas de vezes aqui: este não é o local para comentários sobre VEJA, que tem seu próprio espaço, na revista impressa e on-line, para esse fim.

    Abraços

  5. ALCIONE

    -

    28/03/2012 às 15:23

    Seria sonhar que a Dilma iniciasse um movimento forte de mudança na nossa politica, mas se ela tivesse a coragem de colocar em risco a governabilidade, denunciando as propostas indecentes de pseudos-companheiros esperando que o povo a apoie? Eu sonho que ela faria, que os bons políticos (de qualquer partido…)a apoiem e que os maus (forçados pela mídia…) voltem trás e passem a apoiá-la (quando correta…) e à criticá-la e desaprovar seus Projetos quando errados, por serem errados e não porque ganham (cargos, verbas, etc.)para aprovar! Eu sonho com isso, mas sei que há aí um risco muito grande… porque? Porque a imprensa (em geral) é também vendilhona, são (em geral) partidárias e calam-se, omitem-se e abandonam àqueles que precisam de apoio quando suas posturas precisam dela. Os bandidos voltam a ocupar cargos públicos (eletivos ou não) porque os cidadãos não exercem seus papeis de eleitores conscientes e acreditam em mentiras, aceitam vender o voto. O Brasil é um dos poucos países do mundo que ladrões e bandidos podem ser candidatos, a Lei permite! Se há a Lei do Ficha Limpa mas ela só vai valer daqui há uns 50 anos… porque com tatas protelações até que o bandido seja por ela impedido estará até aposentado. A sociedade deveria estar com a Dilma para que ela implemente uma nova postura politica. Politoco não é para dar ajuda à cidadão, para isso é que têm os órgãos públicos de assistência, etc. Politico é para propor Leis e para aprovar Projetos do executivo. Chega de velhas práticas! Apoio total a faxina! Abraço.

  6. Marcelo Meireles

    -

    28/03/2012 às 14:21

    Ricardo, quem tem divulgado a preferencia de Dilma por Edison Lobçao na Presiddência do Senado é a própria Veja.
    -
    E não sou “péssimamente intencionado” nem “desinformado”. Me informo lendo entre outras, a Veja.
    -

    Pelo seu último comentário, que não publiquei, você é as duas coisas a respeito da revista e coloca em cheque a honorabilidade dos profissionais que nela — e no site — trabalham.

  7. Luiz Pereira

    -

    28/03/2012 às 13:48

    Setti, boa tarde,

    Lobo Bobo, só na canção de Lyra e Boscôli, não?

    Nosso Millor vai merecer um post?

    abs

  8. Corinthians

    -

    28/03/2012 às 10:26

    Setti,
    Li isso também na Veja, e discordo muito quanto à Dillma estar combatendo o fisiologismo, o “toma lá dá cá”.
    Nada nunca foi iniciativa dela. Os ministros, que ela já conhecia desde o governo anterior – a qual por um acaso ela já era a tal “gerentona” do Brasil – foram recolocados em seus cargos neste governo por ela mesma.
    Pallocci, Nascimento, Lupi, nenhum deles era novidade. Também precisou da imprensa noticiar os desvios para que uma atitude fosse tomada.
    Não acredito em Dillma também pelos episódios que vimos no governo anterior quando ela era ministra da casa civil – o falso dossiê de cartão corporativo de FHC e Ruth, o caso Lina Vieira quando Dillma agiu para favorecer Sarney, e o pior, o caso Erenice Guerra.
    Vale notar aqui que Erenice Guerra foi à posse da presidente, claro por que convidada, o que demonstra que Dillma não tem lá grandes interesses em acabar com isso.
    Ela só quer acabar com os grupos adversários – nada mais.
    Outra prova ? Qual a diferença do que Pimentel fez para o que Pallocci fez ? Nenhuma, mas Pimentel foi e continua sendo blindado por Dillma, enquanto Pallocci saiu. Mantega ? Continua também. Bezerra ? Permanece como antes.
    O que estamos vendo nada mais é que um embate de forças. O PMDB e o PR principalmente perderam cargos, perderam dinheiro público, perderam poder político e principalmente ficaram marcados (mais ainda, se é que é possível) como partidos corruptos. E perderam o que perderam para o faminto PT. Era de se esperar que alguma hora iriam reagir – e Dillma só comprou a briga para não ficar marcada como quem aceita este tipo de chantagem… na verdade só estamos vendo a falta de habilidade política da presidente – se mostra uma péssima gerente com este governo paralisado e também uma péssima política.
    Faxina mesmo seria se diminuísse o número de cargos de confiança, se voltasse a lei colocada por FHC que obrigava certos cargos a serem preenchidos por técnicos (transformada por Lulla, que trocou o obrigado por recomendado), e principalmente se ela tratasse os corruptos do PT com os corruptos de outros partidos.
    Mas não vai acontecer. Não com o PT.
    O partido mostrou sua verdadeira cara faz tempo e demonstrou que ética nunca foi sua característica ou objetivo.
    O que temos hoje é um aumento absurdo da corrupção, já que o lulopetismo foi absurdamente conivente com os casos, e claro, também pela ausência de oposição.

  9. SCF

    -

    28/03/2012 às 9:31

    Esse papo de “faxina ética” e “vassouradas” é pura mentira, pura propaganda da imprensa financeira e ideologicamente subordinada aos petralhas. Essas mudanças no legislativo são apenas a simples e mesquinha micropolítica, a medição de forças entre os lobos, sem consequências positivas de longo prazo para o sistema político brasileiro.

  10. Oiram

    -

    27/03/2012 às 23:44

    Eu vou plagiar o que um internauta já disse antes: “a faxina é tão falsa quanto a faxineira”. A vassoura só não atinge a máfia do PT.

  11. alberto santo andre

    -

    27/03/2012 às 22:28

    ISTO QUE TEM ACONTECIDO NAO E FAXINA, E SO TROCA DAS FEZES, QUALQUER BRASILEIRO COM UM Qi ACIMA DE CINCOENTA, JA HAVERIA NOTADO ,PENA QUE TENHAMOS POUCOS ACIMA DESTE NIVEL DE Qi, A GRANDE MAIORIA ESTA MUITO ABAIXO DISTO..

  12. Luiz

    -

    27/03/2012 às 22:19

    Caro Setti.

    Suas perguntas são respondidas pelo seu companheiro de VEJA J.R. GUZZO no artigo “Em Busca do Nada” que vale apena ser lido e relido.

    …“Em pouco mais de um ano de governo Dilma, já foram para a rua doze ministros, mais os lideres no Senado e na Câmara ─ todos nomeados por ela mesma, é verdade, incluindo-se aí alguns dos mais notórios candidatos a morte súbita que já passaram por um ministério na história deste país. Os resultados disso, pelo que se viu até agora, foram nulos. As demissões, sem dúvida, mostram que a presidente está disposta a valer-se de sua posição no topo da cadeia alimentar de Brasília ─ pode mandar qualquer um embora, e não pode ser mandada embora por ninguém.

    O problema, tristemente, é que o exercício repetido de toda essa autoridade não tem sido capaz de gerar nenhum efeito útil para a vida prática do país e do cidadão. Seja porque Dilma está substituindo tão mal quanto nomeou, seja porque os novos ministros vivem paralisados pelo medo de perder o seu emprego, o fato é que nenhuma de todas as trocas feitas até agora resultou num único metro a mais de estrada asfaltada, ou num poste de luz, ou em qualquer coisa que preste…”

    Ou seja e ainda assim, como você mostra, a presidente continua a colher dividendo? Que Deus nos salve!

  13. Marcelo Meireles

    -

    27/03/2012 às 19:12

    Escrevi cem, duzentas vezes, mas parece que não adianta: neste espaço não se publicam críticas, sobretudo se pessimamente intencionadas e desinformadas, sobre a revista VEJA.

    Os interessados que o façam para o diretor de Redação, pelo email veja@abril.com.br

    Aqui só publico críticas ao blog e ao colunista.

  14. relume romano

    -

    27/03/2012 às 17:30

    Quando se gotejam a hipocrisia.
    Como se documenta a vida Real? quando se esta virando mais ficção a cada dia.Todo o que o olho observa é um espanto.Momentos em sacos furados.Como se faz uma musica quando os acordes soam errados pelos princípios de uma Vida errante.Mas já soaram certos e raros.”Eu conheço tuas obras que- se diz que está vivo mas está morto.Quando as notas estão ásperas, cadê o teu Senhor? Onde está o Poder do teu dom?Pois já teve que por fogo no ar?Passamos fome pelo cozinheiro mau sucedido e frio por causa de um abraço mal afanado.Como começar um incêndio sem ter o que se queimar pois parece que tem algo preso em teu interior”estrela errante”Como pode gerar calor quando não se sente os pés e estão ficando azuis pelos teus passos falsos . Você acende o fogo com tua boca e teus braços como um Politico corrupto de tua linguá que saem palavras sem fissura causando cheiro pela gola de tua camisa.Como-se consegue viver se em todas as ruas se ganha e se perde?Quando o quinhão do santo é embriagado pela emoção.Bem vindo de volta preciso meditar está tudo escuro.Eu estou doente.onde está ele? Resplandecendo como médico necrótico,nuvens sem aguá.A musica aquece como fogo apaixonado crepita com sagacidade incendiaria queimando o passado com sua hipocrisia mastigando o calor do brilho do futuro de sua ambição.Como apagar sua consciência quando ele sempre acha formas de entrar no seu coração?Bem no teu fundo na medula de teus ossos te corroendo aos poucos.Como se ligar ao outro em uma situação onde estranhos com beijos mesclados,Senhorios de cabelos grisalhos,Amantes de si mesmos traem seu próprio sangue?Pela emoção de pequenos teclados sem som do coração.Como se une o tecido quando os ventos devastadores da mudança sopram sem parar por não terem Paz.Criando entres eles na areia da vaidade elevando-se como cordas de violão em suas dissimulações blefando do que não sabem nada. Porque tudo é aluguel…daqui não levam nada…nem mesmo o que não lhe pertence.

  15. SergioD

    -

    27/03/2012 às 16:54

    Ricardo, excelente post. Vai muito de encontro com o comentário que fiz no post anterior, sobre a visita de FHC a Lula no hospital. Hoje, o principal embate político do país deve ser entre a seriedade e o atraso. Embora tenham visão bastante diferente quanto ao melhor modelo sócio-econômico para o país, PT e PSDB deveriam lutar juntos para acabar com essa velha prática de se governar através da distribuição de benesses políticas para partidos sem cor, sabor ou ideologia, como já disse. O poder desses partidos se alimenta de verbas e cargos conquistados junto ao poder público para que eles possam manter sua estrutura de poder regional inorgânica, desestruturada nacionalmente.
    Se PT e PSDB conseguissem quebrar a espinha dorsal desses partidos, da forma de fazer política desses partidos, conseguiríamos obter avanços institucionais mais significativos.
    Como esses dois não se entendem nunca, a começar por suas representações em São Paulo, berço de ambos, sempre vão sobrar lascas de poder para os partidos fisiológicos quando qualquer um dos dois alcançar a Presidência da República.
    Torço para que a Presidente Dilma dê um nó nessa gente, embora sabendo que seu governo vai penar um bocado por conta disso. Sim, vai penar, pois essa gente vê o seu interesse antes do interesse do país.
    Resta esperar que a população fique atenta a esse embate e entenda qual o lado certo. Se ajudar, o PSDB pode faturar em cima também, pois só teria a ganhar com uma limpeza no quadro político-partidário.
    Mais uma vez, parabéns pelo post.
    Grande Abraço

  16. Marcelo Meireles

    -

    27/03/2012 às 15:53

    Amém !!!
    -
    Tudo bem que o candidato dos sonhos dela não é lá essas coisas : Edison Lobão
    -
    Mas em passos curtos tb se avança , né. Todo cuidado é pouco qdo se mexe com esses caras.
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    Essa senhora precisa de nossa AJUDA, nosso APOIO, e nisso; a Midia tanto Oposicionista qto Governista poderia ajudar muito.
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    Ela está se dispondo encarar algo que ninguem ainda tinha encarado tão claramente.
    -
    E ela dá mostra disso há anos. Tanto que ganhou o sujestivo bambolê de presente.
    -
    Muitos dizem, “ahhh mas ela sabia, ela vivia om esses caras”. Certo. Mas ela não era a dona da caneta.
    -
    Ta tentando fazer o possivel pra quebrar o pdder desses caras. Se tiver AMPLO apoio da Sociedade e da Mídia pra essa tarefa, fará bem mais que o atual possivel.

    Caro Marcelo, a presidente pode ter, como todos nós, seus defeitos, mas pessoalmente não acredito, não posso acreditar, que ela queira Lobão na presidência do Senado. Ela não é boba nem desinformada.

    E essa peça — Lobão — eu conheço de velho. Caso você não saiba, ele era jornalista, e fui seu colega na cobertura do Congresso, em Brasília, nos meus verdes anos. Aliás, ele era um dos únicos jornalistas no Congresso, naquele tempo, que era claramente favorável â ditadura militar.

    Um abraço

 

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