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quinta-feira, 14 de março de 2013

18:51 \ Partidos

Do apetite ao senso de oportunidade

Recuo em cima da hora

Gilberto Kassab deu uma tacada para lá de oportuna – ou melhor, oportunista – dizendo a Dilma Rousseff, aos 44 minutos do segundo tempo: “Não, obrigado, mas, por ora, não vamos integrar a base”.

O recente movimento é só mais uma demonstração de que o PSD nasceu para trafegar nas águas do fisiologismo. Quem não se lembra da definição da criatura por seu criador, Kassab?

- O PSD não é de direita, não é de esquerda, não é de centro.

Agora, depois de não obter a garantia de que receberá os dois ministérios que tanto queria, Kassab preferiu ganhar tempo para novas barganhas até 2014 chegar.

Ainda não se sabe que tamanho terá a candidatura de Eduardo Campos no ano que vem. Assim sendo, convém aguardar.

O recuo foi comunicado oficialmente em cima da hora, não por acaso, quando um de seus correligionários já estava praticamente empossado.

Pronto, feita a reviravolta, se o nome de Afif Domingos for confirmado no ministério criado para abrigar o apetite de Kassab, não entrará na conta. Nem precisa.

Retirá-lo do governo de São Paulo é capital político para Dilma, com quem Kassab voltará a negociar assim que surgir uma nova oportunidade.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 5 de março de 2013

13:21 \ Governo

Só falta um

Em contato com o candidato

Desde a desidratação de Gabriel Chalita, Leonardo Quintão está fazendo o que pode para, enfim, chegar à Esplanada.

Quintão e seus correligionários da bancada de Minas Gerais já gastaram todos os argumentos com Michel Temer para convencê-lo de que o grupo merece uma forcinha para conquistar um ministério.

Mas Quintão sabe que só isso não basta e foi pedir benção a Renan Calheiros duas vezes só na semana passada.

Até aí, beleza. Agora, só falta ganhar o apoio de quem bate o martelo: Dilma Rousseff.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

12:21 \ Partidos

Na base, longe do ministério

Na corda bamba

Com Brizola Neto na alça de mira de Dilma Rousseff, o líder do PDT na Câmara, André Figueiredo, não esconde de ninguém que a eventual queda do correligionário pode trazer ao menos um benefício: mais independência para o partido.

Diz Figueiredo:

- Trata-se de uma posição pessoal, mas que acredito que seria mais confortável para o PDT não ocupar nenhum ministério, mesmo integrando a base aliada.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

14:23 \ Governo

Chalita em pane

Denúncias pegaram mal no Planalto

Não passou em branco no Palácio do Planalto a denúncia publicada contra Gabriel Chalita na Folha de S. Paulo, no sábado.  Se Chalita já tinha perdido o Ministério da Ciência e Tecnologia, agora pode ter perdido o plano B – o Turismo.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

11:28 \ Governo

Brizola Neto, o ministério do Trabalho e o PDT

Constatação: normalmente, um partido luta para nomear alguém dos seus quadros para um ministério. Já o PDT, em sua quase totalidade, briga para tirar.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

15:32 \ Governo

Saito no comando

No comando da Defesa

Com a viagem de Celso Amorim para o Uruguai, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, ocupa até amanhã o cargo de Ministro da Defesa.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

16:29 \ Partidos

PMDB mineiro versus Temer

Alvo de descontentamento

A bancada do PMDB de Minas Gerais não pode nem ouvir falar em Michel Temer. Leonardo Quintão retirou a candidatura à prefeitura de Belo Horizonte para apoiar Patrus Ananias, a pedido de Temer.

Quintão saiu de uma reunião no Palácio Jaburu, quando se comprometeu a sair do páreo, com a certeza de que receberia um ministério em troca do compromisso. Até agora, como se sabe, quando se fala em ministério para o PMDB, só há olhos para Gabriel Chalita e sua dedicação à campanha de Fernando Haddad.

Quintão tem dito por aí que está doido para receber um chamego bem feito de Aécio Neves para chutar o balde e apoiar o projeto tucano em 2014.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

18:48 \ Congresso

Esplanada Niemeyer

Homenagem

Chico Alencar apresentou um projeto de lei sugerindo batizar a área dos ministérios, em Brasília, de Esplanada Oscar Niemeyer.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

6:01 \ Governo

Um ministério por favor

Ele não desiste

Alfredo Nascimento terá uma nova oportunidade para tentar convencer Dilma Rousseff de que é o cara para assumir um ministério (Leia mais em: Homem de confiança).

Dilma abrirá as portas do Planalto para a cúpula do PR, provavelmente no dia 14. Blairo Maggi e Lincoln Portela acompanharão Nascimento e, óbvio, vão fazer coro para tentar recuperar o espaço perdido.

Como se sabe, ninguém considera Paulo Sérgio Passos, ministro dos Transportes, quadro do partido – nem o próprio governo.

Agora, se Portela e Maggi avalizam o nome do Nascimento – a segunda vítima a ser defenestrada na faxina de Dilma – para representar a legenda na Esplanada, mais uma vez, são outros quinhentos.

Mas caso Dilma esteja mesmo disposta a aceitar o PR de volta, faltará apenas concordar com o quadro proposto pela sigla e, claro, o partido não fazer beicinho se a pasta disponível não for a dos Transportes.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

17:29 \ Governo

Quem te viu, quem te vê

New look

Kátia Abreu está dando todas as indicações de que não medirá esforços para chegar à Esplanada em 2013. As últimas e mais objetivas ocorreram em Tocantins, durante a cerimônia de formatura de alunos do Pronatec.

Na ocasião, Kátia Abreu não desgrudou de Dilma Rousseff e, como se sabe, derramou-se em elogios à administração da possível futura chefe.

Além do discurso, se depender do novo look, ela está pronta para receber um ministério. Kátia apareceu no evento exibindo o corte que faz a cabeça da ala feminina da Esplanada, de Miriam Belchior a Gleisi Hoffmann.

De longe, está a cara de Ideli Salvatti.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

7:22 \ Governo

Razões mineiras

Kassab: Simão é o nome na Esplanada

Paulo Simão, empresários e presidente do PSD mineiro, é o favorito para ocupar o ministério que cabe a legenda de Gilberto Kassab no governo Dilma.

Além de botar o partido para dentro da base governista, a nomeação tem mais um ingrediente: inclui no primeiro escalão mais um mineiro, uma preocupação com motivações óbvias – a candidatura de Aécio Neves à presidência em 2014.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

7:21 \ Congresso

Um pepino para o PT

Presidente sem futuro

O maior problema do PT no início do ano que vem está longe de ser a disputa interna pela vice-presidência da Câmara, travada pelos já declarados candidatos Paulo Teixeira e André Vargas. Nessa briga Rui Falcão tem dito que não quer se meter. A bancada que resolva.

O principal pepino é o destino de Marco Maia. Ele deixa a presidência e quer porque quer um ministério.  Para isso, seus aliados com acesso ao Planalto, coisa que ele não tem, precisarão gastar muita saliva. E mesmo assim…

Seus correligionários lembram que Maia deveria ter pensado no futuro antes de fazer pirraças direcionadas ao governo, como no dia em que abandonou a sessão em que seria votado o Funpresp.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 2 de maio de 2012

7:23 \ Governo

Dilma e as centrais

Explicação

Está agendada para amanhã uma reunião entre Dilma Rousseff e as centrais sindicais. A pauta trata de uma discussão sobre juros bancários.

Dirigentes de centrais, contudo, foram informados que a reunião vai mesmo é tratar dos porquês da escolha de Brizola Neto para o ministério do Trabalho, bem como das expectativas que Dilma tem para o novo ministro.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 2 de março de 2012

12:17 \ Governo

Macedo em discurso

Macedo: lembrado na posse

Como não poderia ser diferente, Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, aproveitou seu primeiro discurso como ministro de Dilma Rousseff para citar o tio, chefe da Igreja Universal. Dizendo estar citando Macedo, disse Crivella:

– Quem pensa nos outros, pensa como Deus.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

10:29 \ Governo

Alta rotatividade

Dilma e uma média de respeito

Com a saída de Negromonte, passa a ser de 26 dias a média de quedas de ministros no governo Dilma Rousseff desde que Antonio Palocci caiu no início de junho. Se a média for mantida, dá para cair outro ainda em fevereiro – até porque este é um ano bissexto.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

6:01 \ Governo

Dilma quer o PSD

Dilma: sedução governista

Assessores próximos a Dilma Rousseff tem soltado o seguinte balão de ensaio – aparentemente, com a anuência dela: a presidente quer muito contar com o PSD de Gilberto Kassab no governo e poderia arranjar um bom ministério para o partido já agora na minirreforma ministerial que vem aí.

Se Kassab fizer uma pesquisa entre os líderes do PSD não restará dúvida: é uma turma que tem dificuldade de não estar pendurada num governo – seja ele qual for.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

13:29 \ Governo

A sinceridade de Dilma

Dilma: alguns era competentes

De Dilma Rousseff, durante o café da manhã que tomou com jornalistas na sexta-feira passada, sobre a demissão de tantos ministros no seu governo:

- Lamento, porque muitos dos ministros que saíram eram pessoas que eu considerava muito capazes.

Beleza. Sinceridade nota dez. Afirmou que “muitos” eram “muito capazes”. Subentende-se, portanto, que para ela pelo menos alguns não eram lá essas coisas.

O.k., é algo que o Brasil já havia percebido. Mas dito assim, publicamente pela presidente, é novidade.

Por Lauro Jardim

sábado, 17 de dezembro de 2011

1:37 \ Governo

Hora de zarpar

Com um pé fora - Haddad: data marcada para limpar as gavetas

Com um pé fora - Haddad: data marcada para limpar as gavetas

Já tem data o bye-bye de Fernando Haddad e equipe. Deixam o MEC no dia 15 de janeiro.

Haddad será o primeiro a sair na reforma ministerial. Dilma Rousseff decidiu não anunciar as mudanças de uma tacada só. Elas virão ao longo dos 30 dias seguintes.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

7:04 \ Governo

Ainda dá tempo de cair mais um

O governo Dilma é dono de uma nada invejável média: a contar desde a queda de Antonio Palocci, no início de junho, dá um ministro abatido a cada 25 dias. São sete até agora.

Se a média for mantida, dá ainda para cair mais um antes da virada do ano.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

6:03 \ Governo

Lupi e o 24º dia

A propósito, neste fim de semana completa 24 dias desde que Orlando Silva caiu. Esta é a média de queda de ministros desde que Antonio Palocci foi para o espaço em junho. A dúvida é? Carlos Lupi diminuirá esta média, manterá ou a aumentará um pouco?

Por Lauro Jardim

sábado, 12 de novembro de 2011

0:32 \ Governo

Estilo chorão

Aos prantos - Carvalho: acesso de choro em meio a conversa decisiva

A conversa definitiva que Gilberto Carvalho teve com Orlando Silva para selar sua demissão, na manhã de 26 de outubro, foi marcada por muitas lágrimas — todas elas, vertidas por Carvalho.

Em seu gabinete, estavam também Renato Rabelo, presidente do PCdoB, e os líderes no Senado e na Câmara, Inácio Arruda e Osmar Júnior. Lá pelas tantas, depois de dizer que a onda de revelações que VEJA, secundada por alguns jornais, divulgava constrangia o governo e que seria razoável se Orlando pensasse em se demitir — um jeito sutil de dizer “rua” — Carvalho caiu num choro copioso.

Os comunistas entenderam o recado de Carvalho. Mas não o pranto. Uns acharam que eram lágrimas de crocodilo. Outros que era “o choro de Judas”.

Por Lauro Jardim

domingo, 30 de outubro de 2011

Mais Dilma, menos Lula

Dilma e Lula: ministério com novas feições

Aviso aos navegantes: o título acima e o texto que se segue nada têm a ver com o recém-descoberto câncer de Lula. De acordo com as primeiras manifestações dos médicos, Lula tem todas as chances de continuar a influenciar (e muito) a vida brasileira.

Referem-se, sim, à uma outra previsão, feita durante a transição entre o antigo e o atual governo. Tantos eram os ministros herdados de Lula por Dilma Rousseff, que Antonio Palocci sintetizou com perfeição aos mais próximos a discussão sobre a influência do ex no futuro governo: “No primeiro ano, será um governo Lula-Dilma. No segundo, um governo Dilma-Lula. No terceiro, será Dilma-Dilma”.

Palocci queria, obviamente, enfatizar que, a medida que o tempo caminhasse, Dilma moldaria o governo mais e mais às suas feições. Muito antes dos três anos previstos por Palocci, o governo começou a ficar com a cara de Dilma. Os escândalos apressaram as coisas – Palocci, aliás, que o diga.

Sob Dilma, a costumeira reforma ministerial feita um ano depois da posse, uma espécie de freio de arrumação que os governantes brasileiros fazem para sacar aqueles que não renderam o esperado, será uma segunda reforma. A primeira já foi feita nos últimos cinco meses, aos trancos e barrancos.

Tem se falado em seis ministros novos. Na verdade, as mexidas foram sete. A conta de meia dúzia subtrai outro ministro que não deu certo: Luiz Sérgio, que (alguém aí se lembra?) ocupou opacamente o cargo que hoje é de Ideli Salvatti e hoje navega num ministério de segunda classe, o da Pesca, com a mesma competência que demonstrou nas Relações Institucionais.

Ter um ministério com a cara de Dilma é importante porque, afinal, quem foi eleito deve nomear seus assessores. Mas não é necessariamente garantia de melhora na administração.

Em alguns casos, sim. Gastão Vieira é um político sob qualquer aspecto que se olhe superior a Pedro Novais – e tem se esforçado, neste primeiro mês como ministro do Turismo em tentar ficar livre do jugo das nomeações da bancada do PMDB na Câmara. Celso Amorim tem tentado entender a Defesa e estreitar relações com os militares. Também tem sido pragmático ao falar pouco – ao contrário do boquirroto antecessor e do que fazia como chanceler.

Outras mexidas de Dilma no tabuleiro não mostraram qualquer resultado. Gleisi Hoffmann é na visão quase unânime de quem trabalha no Palácio do Planalto e dos políticos em geral, tímida demais para a Casa Civil. Ou, como disse, recentemente um senador da base governista numa conversa com um interlocutor:

- Os pezinhos da Gleisi não tocam no chão quando ela senta naquela cadeira de ministra, já reparou? É que a cadeira é grande demais para ela.

Amanhã, assume Aldo Rebelo, com a missão de espanar Ongs e malfeitos que teve um primeiro tempo com Agnelo Queiroz e um segundo tempo com Orlando Silva. Embora, Aldo tenha sudo uma imposição do PCdoB, será mais uma tentativa de Dilma e não alguém, como Orlando Silva, herdado do govenro anterior.

Quando fevereiro vier (mas pode ser antes, se necessário), está previsto a tal reforma ministerial. Devem sair uns cinco ministros. Os ministros-candidatos, como Fernando Haddad; e os ministros-paisagem, como Ana de Hollanda.

No mesmo instante em que Aldo Rebelo assume, Lula inicia o seu tratamento quimioterápico. Mesmo sob tratamento, Lula continuará a operar politicamente. Mas é inegável que, para o bem ou para o mal, o governo Dilma-Dilma começará muito antes do terceiro ano previsto por Palocci na transição do ano passado.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

11:31 \ Governo

Alta rotatividade

Um ministério de alta rotatividade: seis da foto acima já dançaram

Desde que Antonio Palocci tombou, a média demissões no ministério Dilma foi de um ministro a cada 23 dias.  A continuar neste ritmo, ainda dá tempo de cair mais três ministros este ano.

Por Lauro Jardim

domingo, 7 de agosto de 2011

A crise cresce diante de Dilma. Ou melhor, as crises

Foi uma semana longa para Dilma Rousseff, daquelas que não acabam mais. Começou já no sábado de manhã quando VEJA chegou às bancas com a entrevista de Oscar Jucá (“”Ali na Conab só tem bandido”"). Três dias depois, o Senado aprovou uma CPI para investigar as encrencas rodoviárias do governo. E manteve-se em ponto de combustão com as incontinências verbais de Nelson Jobim. Na sexta-feira, a S&P deu um empurrão no pânico econômico global ao cravar que os EUA não são mais um país AAA. Parecia o gran finale. Mas novas revelações de VEJA, publicadas ontem, levaram o número dois do ministériio da Agricultura a pedir demissão. Agora, o imbróglio é no topo de um ministério comandado pelo PMDB – mais do que isso comandado por um dos melhores amigos de Michel Temer, Wagner Rossi.

Tudo isso somado já daria dor de cabeça sufuiciente para Dilma Rousseff. São encrencas dentro do governo, nas suas relações com o Congresso e na economia. Nos próximos dias, Dilma tentará equilibrar-se nesta corda bamba. Não é tarefa para qualquer um. Cada um desses pepinos tem vida própria e tende a continuar a perturbá-la.

No Senado, por exemplo, mal conseguiu sepultar a CPI que investigaria as estrepolias nos Transportes – a um custo sempre grande, pois é obrigatório render-se aos pedidos não republicanos de alguns senadores – Dilma está diante de outro fantasma. Trata-se de uma CPI destinada a investigar o BNDES.

Ou mais precisamente os empréstimos que o BNDES deu nos últimos anos para criar os chamados ‘campeões nacionais’ e as obras das grandes empreiteiras em cerca de 40 países latinoamericano e na África. Este pedido de CPI já conta com 22 das 27 assinaturas necessárias para sua instalação. Quem conhece a alma do Senado avalia que as assinaturas que faltam devem aparecer nos próximos dias.

Se essa CPI irá nascer de fato dependerá da capacidade do governo em negociar. Os heterodoxos senadores só retirarão seus nomes dali se receberem algo em troca. Em resumo, num Senado onde tem, em tese, maioria folgada, o governo está tendo que ceder mais do que devia.

E olha que já cedeu na semana passada, quando autorizou o pagamento de 150 milhões de reais em emendas parlamentares de deputados e senadores. Cedeu também, desta vez sem alarde, nos Transportes: uma comissão de altíssimo nível, composta dos senadores Magno Malta, Clésio Andrade e Blairo Maggi está acertando nomeações para o , veja só, Ministério dos Transportes. O mesmo que acabou de passar por meia faxina. Dilma corre o risco de em breve precisar de mandar comprar mais desinfetante.

Tudo isso acontece em meio a um cenário global de crise. Ninguém pode precisar ao certo como o mundo amanhecerá na segunda-feira, o primeiro dias útil pós-rebaixamento dos EUA e com a possibilidade do contágio da gripe europeia chegar a França e a Inglaterra. O que se sabe com certeza é que Dilma será obrigada a dividir seu tempo entre diminuir a chama da crise no governo, no Congresso e na economia.

Na quarta-feira, será divulgada a pesquisa CNI/Ibope. Como foi feita há duas semanas, num ambiente muito mais calmo e logo depois de o IBGE anunciar uma taxa recorde de empregos e a renda do trabalhador em alta, o resultado será um bálsamo para Dilma. Sua popularidade subirá em relação ao que foi registrado no final de março pela mesma CNI/Ibope. O governo poderá até marquetear esses números. Mas sabe que são percentuais que retratam outra realidade.

O quanto tudo isso já paralisa a máquina governamental não se sabe. É cedo para medir a extensão de tanta confusão. Não é pouca coisa mudar o ministro da Casa Civil, o de Articulação Instituciional, de Transportes e o da Defesa em apenas sete meses de governo (Por generosidade, não entra nesta conta a troca no inútil ministério da Pesca). Mas não é difícil se prever mais uma semana longa, daquelas que parecem não acabar mais para Dilma.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

13:31 \ Governo

Saiu na imprensa…

Vários governistas têm se demonstrado tensos por causa da reação rápida de Dilma Rousseff ao que sai na imprensa. Detestam a ideia de que, algo publicado nos jornais e revistas possa resultar em queda de ministro. Mas ontem aconteceu novamente. E, também novamente, em velocidade supersônica.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 6 de julho de 2011

15:14 \ Governo

Façam suas apostas

Dilma Rousseff não demitiu Alfredo Nascimento, mas 105% dos seus assessores garantem que ela espera apenas pelos chamados “fatos novos”, ou seja, as revelações da imprensa, para que o ministro caia fora. Mais do que esperar, Dilma torceria por eles.

Quanto tempo Alfredo Nascimento ainda dura na cadeira de ministro dos Transportes? Façam suas apostas.

Por Lauro Jardim

domingo, 12 de junho de 2011

O novo jogo de Dilma

Dilma Rousseff reembaralhou as cartas do seu governo, botou um novo jogo na mesa. Só que os outros jogadores (e os brasileiros) ainda não sabem o que ela fará com as cartas que ainda têm nas mãos. A partir de amanhã, Dilma terá obrigatoriamente que preencher não só cargos que os sempre esfomeados aliados reclamam, mas as expectativas criadas por sua atuação na crise que abateu o governo há um mês.

Há nos bastidores uma ofensiva entre os fieis aliados de Dilma (sim, eles existem). A ideia central é convencer os formadores de opinião e a diminuta parcela da população que lê jornais que Dilma retomou as rédeas do governo, deu um chega para lá em petistas e peemedebistas afoitos e até em Lula.

Faz parte também desse trabalho calculado insistir também que Dilma tem gosto, sim, pela política – não pela política miúda, da conversinha ao pé do ouvido com políticos, mas pela estratégia política. Invariavelmente, como se a história se repetisse, lembram também que o governo Lula só ganhou seu rosto definitivo depois das crises que levaram o ex-trio todo-poderoso formado por Antonio Palocci, José Dirceu e Luiz Gushiken à lona. O renascimento de Dilma, por essa visão chapa-branca, estaria garantido como que por encanto.

No mundo real, as coisas não são exatamente assim. Em primeiro lugar, se é verdade que Dilma Rousseff bancou, sim, duas ministras importantes contra a vontade de petistas e peemedebistas, é verdade também que todos eles estão contrariados. Esqueça, portanto, o que 90% dos políticos dizem em público sobre a “boa escolha” que Dilma fez ao nomear Gleisi Hoffman e Ideli Salvatti. Nas conversas entre eles, o tom é de choradeira e ameaça. O PMDB não está em paz com o governo. Parte expressiva do PT também não. Profissionais que são, esperam um vácuo para tentar enquadrá-la.

Assim como fizeram na votação do Código Florestal, terão boas oportunidades para dar os seus recados. Se determinadas nomeações não saírem, se a conversa com o Planalto não fluir como querem, o troco aparecerá. No Senado, por exemplo. Uma rejeição ao nome de Henrique Meirelles na votação para aprovar o seu nome para o posto de Autoridade Pública Olímpica é sempre o exemplo dado por essa turma.

As consequências da atuação de Lula daqui para frente são uma incógnita. O palestante número um do Brasil baixou um pouco a crista para efeito externo. Já sabe seus arroubos por holofotes e por roubar a cena devem ser contidos diante do público. Mas apenas diante do público. Não abre mão, contudo, de “ajudar” Dilma nos bastidores. Continua se metendo no governo em conversas reservadas. Será sempre uma sombra. Está encarnado nesse papel para o qual se auto-escalou – até por que odiou os primeiros 90 dias pós-governo. Não se adaptou definitivamente à vida na planície.

Este é um ponto relevante. Todo o discurso dos dilmistas nos últimos dias têm sido na linha da retomada da autoridade da presidente – afinal, Dilma mandou Antonio Palocci para o espaço, levou Gleisi Hoffman para o seu lado a despeito do que queria Lula. Ele, por sua vez, quer continuar “ajudando” o governo. Dependendo da calibragem, essa “ajuda” vira “tutela”. Mais à frente, numa outra crise, como repetir esse discurso da retomada da autoridade novamente?

Por Lauro Jardim

sábado, 15 de janeiro de 2011

8:21 \ Governo

Guerra à preguiça

Para alguns ministros não foi à toa que Dilma Rousseff marcou a primeira reunião ministerial para uma sexta-feira à tarde. Seria um modo de deixar patente que a semana de trabalho inclui a sexta-feira, algo que muitos fingem não saber, preferindo se mandar de Brasília. A propósito, Lula não marcava reuniões ministeriais às sextas-feiras

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

17:55 \ Governo

E nem mais um segundo

A reunião ministerial de amanhã, a primeira comandada por Dilma Rousseff, deixará patente a existência de duas classes de ministros – a dos ministros de quinze minutos e  a dos ministros dos cinco minutos.

Explica-se: Dilma Rousseff deu quinze minutos para que alguns ministros exponham os problemas e desafios de suas pastas – entre eles, Guido Mantega e Antonio Palocci.

Outros, como Ideli Salvatti e Pedro Novais, terão que falar tudo isso em cinco minutos. E nem mais um segundo.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

13:21 \ Governo

Ciro e a quadrilha

Uma dúvida levantada agora há pouco por um integrante da cúpula peemedebista sobre Ciro Gomes, autor da célebre frase “O PMDB é um ajuntamento de assaltantes e o Michel Temer é o chefe dessa turma”:

- Na hipótese muito provável de o Ciro aceitar ser ministro da Dilma, será que ele passará a se considerar integrante da quadrilha?

Por Lauro Jardim
 

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