sábado, 6 de fevereiro de 2010
| 2:00

Admiração - Dilma e Delfim: a ministra-candidata gostaria de conversar mais com o ex-ministro
Em conversas privadas, Dilma Rousseff tem feito elogios a Delfim Netto. Diz que “gostaria de falar mais” com ele sobre economia. “Delfim é um intelectual respeitável”, resume, deixando pragmaticamente diferenças políticas de lado - ele era ministro de Garrastazu Médici quando ela estava presa. Mais: Dilma afirma que concorda com um mantra que, sob inspiração de J.M. Keynes, Delfim adora repetir: “Quem faz o desenvolvimento é o setor privado, quem corre os riscos atrás do lucro é o empresário, que é quem tem o espírito selvagem que se realiza produzindo, abrindo mercados, inovando”. Que assim seja.
Por Lauro Jardim
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
| 20:22
A pré-campanha de Dilma Rousseff continua a pleno vapor. Neste domingo, ao meio-dia, Dilma participará do Encontro Nacional da Juventude do PT, em Brasília. O evento, que estima reunir 600 delegados, começa amanhã e vai durar três dias. Formalmente, o objetivo é discutir estratégias para a campanha presidencial e o programa de governo do partido.
Por Lauro Jardim
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
| 7:29
A negativa de Dilma Rousseff em comentar pesquisas é uma cópia da atitude adotada por Lula na última eleição.
Por Lauro Jardim
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
| 19:18
Em sua passagem pelo Congresso hoje, Dilma Rousseff cumprimentou e foi cumprimentada por, sem exagero, mais de uma centena de políticos. Mas o único que não desgrudou dela um segundo sequer foi o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
Por Lauro Jardim
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
| 6:01
Dilma Rousseff voltará nesta semana, provavelmente quinta-feira, a um de seus cenários prediletos de campanha, o dos balanços trimestrais do PAC. Neste caso, será um balanço especial, o de três anos do programa, cujo aniversário foi no dia 22. A novela será a mesma de sempre: a ministra dará uma entrevista coletiva para falar dos avanços no programa e a oposição retrucará em seguida alegando que tudo aquilo anunciado por Dilma só existe no papel.
Por Lauro Jardim
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
| 6:03
Na cúpula da campanha de Dilma Rousseff, trabalha-se com o objetivo de chegar a junho com a petista ostentando entre 30% e 35% nas pesquisas eleitorais. Na verdade, 30% é um piso histórico do PT desde a primeira eleição. Ou seja, se ficar num percentual abaixo desse, o sinal amarelo vai piscar.
Por Lauro Jardim
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
| 14:29
Terça-feira, às 11h, Dilma Rousseff estará na Câmara. Formalmente não será mais um ato de campanha: Dilma será a enviada de Lula para ler a mensagem presidencial que dá início ao ano legislativo no Congresso - a decisão, a propósito, foi tomada antes dos problemas de saúde de Lula. Mas será uma boa oportunidade para ver sua intimidade com os parlamentares que serão seus cabos eleitorais a partir de julho.
Por Lauro Jardim
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
| 6:03
Para não voltarem a ser acusados de apresentar ações inconsistentes, os partidos de oposição juntaram à denúncia apresentada ontem no TSE contra Dilma Rousseff e Lula o áudio do discurso do presidente. Trata-se da manifestação de Lula durante a inauguração de um sindicato na qual Lula diz, ao lado de Dilma, que o Brasil mudará muito e que esperava que a plateia que o ouvia advinhasse quem era sua candidata.
Por Lauro Jardim
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
| 16:54
A convenção servirá para eleger a nova direção do PMDB e deve redundar na recondução de Temer à presidência da sigla por mais dois anos. Ele está no cargo desde 2001 e a reeleição serviria para mostrar sua força na corrida para ser vice de Dilma Rousseff.
No entanto, o próprio Temer avalia que talvez seja melhor voltar a data da convenção para março, para evitar que haja baderna. Em outros anos, a famosa divisão interna do partido redundou em cenas de pancadaria. Essa desunião é tudo o que Temer não quer ver nos jornais.
Por Lauro Jardim
| 6:01
“O marqueteiro é o João Santana e ponto final”. A afirmação foi feita ontem por Dilma Rousseff numa conversa no Rio de Janeiro. Por isso, quem supôs que o encontro entre ela e Duda Mendonça pudesse indicar mudanças de rotas, é bom arquivar a hipótese.
Na mesma conversa, Dilma revelou que quem pediu o encontro foi o próprio Duda. A ponte foi feita pela prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins. O almoço reuniu Duda, Dilma, Luizianne e Fernando Pimentel. Deu-se no dia seguinte ao apagão do final de 2009, na casa da ministra. O cachorro de Dilma foi também testemunha do encontro, neste caso silenciosa.
Tanto a prefeita de Fortaleza quanto Pimentel já tiveram campanhas feitas sob a batuta de Duda. Ambos não estavam ali à toa: se dependesse deles, Duda teria algum papel na campanha de Dilma. Luizianne, é verdade, não manda nada na campanha. Já Pimentel é amigo do peito de Dilma.
Durante a conversa, Duda chegou a dizer como faria uma eventual campanha de Dilma se fosse o seu marqueteiro.
Findo o encontro, ficou mais ou menos acertado que poderia ter uma segunda conversa a partir do final de janeiro. Duda chegou do exterior, onde virou o ano, na semana passada. Nenhum contato foi feito.
O que Dilma tem dito nos últimos dias é que um próximo encontro não deve acontecer.
Por Lauro Jardim
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
| 14:44
Dilma Rousseff também irá à festa de Maria Amélia Buarque de Holanda, que comemora hoje 100 anos. Ela estará com Lula e cerca de uma centena de pessoas na festa que homenageará a mãe de Chico Buarque e viúva de Sérgio Buarque de Holanda, numa comemoração na casa do compositor, no Rio de Janeiro.
Por Lauro Jardim
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
| 12:54
Os três partidos de oposição - PSDB, DEM e PPS - vão entrar daqui a pouco, às 15h, com uma ação no TSE contra Lula e Dilma Rousseff. Eles acusam o presidente e a ministra de estarem fazendo campanha eleitoral antecipada usando a máquina do governo. O objeto da nova denúncia - pois que os partidos já entraram com outras quatro ações semelhantes no ano passado - é o comício que ocorreu em Janipapo, em Minas Gerais, para a inauguração da Barragem Setúbal. Foi nele que a ministra afirmou que o PSDB quer o fim do PAC.
Por Lauro Jardim
| 12:41
Apesar das manifestações de aliados a seu favor, Michel Temer, como se vê, vem tentando alardear que a escolha do vice não deve ser tratada agora. O motivo é eleitoral.
Em 2006, Temer teve enorme dificuldade para se reeleger e só conseguiu em função dos votos obtidos pelos outros dois peemedebistas eleitos em São Paulo.
Agora, Temer quer evitar que suas bases eleitorais sejam cooptadas por adversários, que podem ir a elas alardear que ele será vice de Dilma Rousseff.
Por Lauro Jardim
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
| 18:15
Em pré-campanha explícita, Dilma Rousseff garantiu ontem mais onze cargos de livre nomeação para a Casa Civil. Um decreto de Lula determinou remanejou os postos do Ministério do Planejamento para a equipe da ministra.
Por Lauro Jardim
| 12:22
Lula e a família Sarney jantaram ontem, em São Luis. Lula levou com ele, Dilma Rousseff, Edison Lobão e Alexandre Padilha. Do lado dos Sarney, o patriarca José, Roseana, Zequinha. Entre um prato de no vatapá e outro carne de sol ou caranguejo, falou-se de eleições 99% do tempo.
Por Lauro Jardim
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
| 11:35
Ao citar o nome de Ricardo Teixeira ontem no evento do PAC da Copa, Dilma Rousseff o elevou de patamar, apresentando-o como “presidente da CBF e da Fifa”.
Por Lauro Jardim
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
| 14:52
Nos próximos meses chegará às livrarias uma biografia de Dilma Rousseff - lançada sob medida como linha-auxiliar de sua campanha. Mas se o tão alardeado filme de Lula não emplacou, será que a biografia da ministra vai emplacar?
Por Lauro Jardim
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
| 12:13
Lula voltou das férias com a missão de destar o nó criado pelo Plano Nacional de Direitos Humanos. E a primeira conversa que teve hoje de manhã foi justamente com o secretário de Comunicação, Franklin Martins, e com o responsável pela coordenação política, Alexandre Padilha.
Em seguida, Lula recebeu o interino da Fazenda, Nelson Machado. O encontro com Dilma Rousseff está ocorrendo agora, na recém-iniciada reunião da Coordenação Política.
Por Lauro Jardim
| 6:06
Amanhã, em Brasília, terá primeira reunião do ano da cúpula da campanha de Dilma Rousseff. Quem faz parte da cúpula? Fernando Pimentel, Antonio Palocci, João Santana, Gilberto Carvalho, Franklin Martins e Ricardo Berzoini.
Por Lauro Jardim
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
| 15:01
Você sabe quem é Giles Carriconde Azevedo? Pois é, ninguém sabe. Mas exatamente hoje ele completa dez dias no posto de ministro mais importante do país. Desde o dia 28, quando Dilma Rousseff entrou de férias, Giles assumiu a pasta responsável por coordenar todas as principais ações do governo.
A previsão inicial era que Dilma voltasse hoje ao trabalho, mas como contraiu uma gripe suína, Giles ganhou mais uns dias no posto. Ficará lá até a próxima segunda-feira.
Giles é secretário-executivo adjunto da Casa Civil. Ou, como diz Lula, o sub do sub. Com as férias da ministra, o natural seria que sua principal braço-direito, a secretária-executiva, Erenice Guerra, assumisse o posto. Mas optou-se por nomear Giles.
Por Lauro Jardim
| 9:07
Dilma Rousseff tem feito desde o final do ano passado um discreto movimento de aproximação com a Polícia Federal - uma das raras instituições federais em que ela nunca chegou perto.
Por Lauro Jardim
| 6:04

Há hoje uma situação de estresse entre Dilma Rousseff e João Santana, seu marqueteiro (e, mais importante, marqueteiro de Lula).
Aos mais próximos Dilma chega a dizer que não aguenta mais as tentativas de Santana de mudar o seu jeito de ser. Isso significa que Santana está pela bola sete e que Duda Mendonça (com quem Dilma encontrou-se secretamente em dezembro) poderia substituí-lo?
A troca é muito improvável. Primeiro, porque Lula gosta de Santana e o apóia. Segundo, porque mostraria uma crise na campanha de Dilma logo na largada. E, em terceiro lugar, não são poucos os petistas que temem o nome de Duda Mendonça vinculado a uma campanha presidencial.
É praticamente certo, portanto, é que as coisas continuem como estão.
Por Lauro Jardim
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
| 6:04

Na conversa que tiveram há duas semanas, Dilma Rousseff e Duda Mendonça combinaram de se encontrar novamente em janeiro. Dilma ficou de relatar a Lula o teor da primeira reunião.
Por Lauro Jardim
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
| 16:50
Só o tempo não tem sido suficiente para reerguer a relação PT-PMDB, abalada desde a semana passada pela declaração de Lula de que os aliados tinham de apresentar três nomes para Dilma Rousseff escolher seu vice.
As reuniões periódicas do fim de ano para tratar da aliança já haviam sido suspensas e não têm data para serem retomadas. E a declaração de Lula hoje, quando pela primeira vez o presidente tentou remendar publicamente a fala da lista tríplice, não foi das mais generosas.
De manhã, Lula disse:
- Essa questão da lista é quando as pessoas transformam o óbvio em novidade. Eu disse que quem cuida disso é a Dilma. Ela tem que sentar com os aliados e discutir a vice. No momento certo, todos vão sentar e discutir e não quero nem estar perto. O PMDB tem todo o direito de apresentar um nome. O meu vice fui eu quem escolhi.
Diretamente sobre a indicação do presidente da Câmara, Michel Temer, Lula foi evasivo:
- O Temer é um bom companheiro, tem sido de muita lealdade, um bom presidente da Câmara, mas não quero que digam que eu quero que seja o Temer ou não. Quero que a Dilma converse com o PMDB.
Aliados de Temer consideraram a declaração apenas “razoável”.
Por Lauro Jardim
sábado, 19 de dezembro de 2009
| 1:22
Há duas semanas, Dilma Rousseff e Duda Mendonça tiveram um encontro reservado na casa da ministra, em Brasília.
Por Lauro Jardim
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
| 15:06
Dilma Rousseff e Marina Silva (acompanhada do senador Tião Viana) estão a dez passos uma da outra neste momento em Copenhague. Para se ter ideia da camaradagem que as une, é a distância mais curta que uma já esteve da outra desde que chegaram ao evento. Até agora, não trocaram palavra. Nem um “bom dia”, nem um “oi”.
Por Lauro Jardim
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
| 9:02
O governo acompanha com muito interesse tudo o que diz respeito a esse negócio. Através de Dilma Rousseff, já disse para a Quattor que é hora de vender a empresa para a Odebrecht.
Por Lauro Jardim
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
| 18:12
Michel Temer até agora não recebeu a prometida ligação de Lula para ajustar os ponteiros da aliança PT-PMDB, desgovernada desde que o presidente disse que os peemedebistas tinham de apresentar três nomes para Dilma Rousseff escolher seu vice. Dilma havia garantido a Temer na sexta-feira que Lula telefonaria para ele no sábado. Temer disse que bastava uma declaração pública. Mas até agora, não houve telefonema ou declaração.
Deve haver alguma explicação razoável, já que o corintiano Lula teve tempo hoje até para receber a delegação do Flamengo. Algo talvez mais importante que acertar-se com os peemdebistas pró-Dilma.
Por Lauro Jardim
| 10:09
De um peemedebista graúdo analisando as chances de Dilma Rousseff em 2010, agora há pouco:
- No ano que vem a economia vai crescer como nunca, o Lula continuará sendo o presidente mais popular da história e a oposição não tem mais o discurso moral contra o PT. Então, a Dilma é a franca favorita. Só temos que ter cuidado para ela não fazer uma “cirada” durante a campanha e botar tudo a perder.
“Cirada”, naturalmente, é um neologismo criado a partir das bobagens em série feitas por Ciro Gomes na campanha presidencial de 2002.
Por Lauro Jardim
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
| 20:10
O sempre ativo ministro Franklin Martins ligou para Michel Temer para tentar abrandar os desastrosos efeitos da fala de Lula ontem no Maranhão, quando propôs que o PMDB apresentasse três nomes para que Dilma Rousseff escolhesse seu vice.
Temer não contemporizou. Disse que a cúpula peemedebista estava indignada e contou a Franklin uma história protagonizada por Ulysses Guimarães.
Quando presidente do PMDB, Ulysses vivia uma situação peculiar com o deputado João Cunha. Publicamente, Cunha era só críticas a Ulysses; mas, na intimidade, o deputado derramava-se em elogios. Um dia, Ulysses chamou o deputado e pediu:
- Meu caro, vamos inverter a situação. Você me critica pessoalmente e faz elogios em público.
Temer disse que é isso que gostaria que fosse feito pelo PT e pelo governo.
Por Lauro Jardim