sexta-feira, 30 de julho de 2010
Museu do Flamengo só em 2011
Ficou para 2011 o lançamento do Museu do Flamengo. A abertura estava prevista para 15 de novembro, dia do aniversário do clube, mas foi adiada porque está sendo montada uma nova engenharia financeira para captar recursos.
A Olympikus bancaria a obra avaliada em 8 milhões de reais, mas o Flamengo acabou percebendo que os custos seriam elevados em mais 2 milhões de reais e que a patrocinadora não entraria com todo o dinheiro anunciado inicialmente.
Assim, a solução será captar no mercado, via Lei Rouanet. Como sempre tem dificuldades de obter certidões negativas de débito da Receita Federal e do INSS, o clube vai criar o Instituto Museu Flamengo. Uma nova sociedade, sem qualquer pendência com a União, terá muito mais facilidade em conseguir, por exemplo, parcerias com estatais.
Tags: INSS, Lei Rouanet, Museu do Flamengo, Olympikus, Receita Federal


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6 Comentários
ZULEIKA AMARAL
-01/08/2010 às 13:45
Qual será a primeira figura representada no Museu do Flamengo?!?Sugiro que seja o seu mais famoso goleiro,de todos os tempos,tendo a cabeça raspadíssima-pra não deixar DNA!-com o uniforme de preso e,tendo,no rosto,aquele REVOLTANTE SORRISO DEBOCHADO DE QUEM SABE QUE NADA ACONTE-
CERÁ À ELE…REALMENTE!Este é o Brasil de hoje:reduto de bandidagem!!!
ZULEIKA AMARAL
Haroldo
-30/07/2010 às 14:58
O que eles vão colocar nesse museu? O fuzil que o Adriano empunhou naquelas famosas fotos, o carro batido do Denis Marques e talvez até a ossada da Eliza. E também a taça de bolinhas… quá quá quá.
Policarpo Quaresma
-30/07/2010 às 12:39
Enquanto a Copa seguia hegemônica nos noticiários de TV, o silêncio cobria outros fatos importantes ligados ao futebol. Na mesma semana da estreia do Brasil, os vereadores de São Paulo deram uma guinada espetacular e mantiveram o veto do prefeito Kassab à lei, por eles mesmos aprovada, que proibia jogos de futebol na cidade com início depois das 21h15.
Quem marca o horário dos jogos noturnos para às 21h50 são os programadores da Rede Globo. Para eles o futebol é apenas mais um programa da emissora que, por critérios mercadológicos, deve ser transmitido depois da novela.
Em abril, com 43 votos a favor e apenas dois contra a lei aprovada passava a impressão de altivez da Câmara, fato raro na vida política do município. Foi só impressão. Ao invés de manterem seus votos e derrubarem o veto do prefeito, os vereadores paulistanos, com quatro honrosas exceções, curvaram-se aos interesses da Globo. Até um dos autores do projeto, vereador Antonio Goulart, mudou de lado. O outro, Agnaldo Timóteo não apareceu para votar.
E assim os jogos na capital continuam terminando quase à meia-noite. Até pela TV, para quem tem que trabalhar cedo no dia seguinte, como faz a maioria da população, o horário é ruim. Agora para quem gosta de ir ao estádio é um sacrifício desumano.
Os vereadores paulistanos não se dobraram apenas aos interesses da Rede Globo. Eles passaram um atestado de incapacidade absoluta para enfrentar um modelo perverso imposto nas últimas décadas ao futebol brasileiro.
Até o final dos anos 1960 ainda havia algo de lúdico na prática e no espetáculo futebolístico. Lembro do Torneio Início, jogado uma semana antes da abertura do campeonato paulista, num dia só, com a participação de todos os clubes da primeira divisão. Eram jogos mata-mata, de 30 minutos (15 por 15) de duração onde, em caso de empate, ganhava o time que havia obtido mais escanteios a favor, antes da disputa dos pênaltis se fosse necessária.
Curioso era ver os maiores craques do futebol paulista, em volta do gramado, assistindo os jogos dos outros times enquanto esperavam a vez de entrar em campo. Havia um que de amadorismo resistindo às investidas da profissionalização definitiva. O Pacaembu ainda era, nessa época, uma extensão glamorosa dos campos de várzea que se espalhavam por toda a cidade.
A especulação imobiliária nunca contida pelos vereadores paulistanos – em qualquer legislatura – acabou com a várzea e quase acaba com o futebol na cidade. A sua sobrevivência se deu num outro nível, o da mercantilização absoluta. Dos jogadores e do jogo.
Os primeiros passaram a ser formados pelas escolinhas, acessíveis apenas à classe média, ou pelos centros de adestramento criados por empresários cujo objetivo é preparar os seus “produtos” para vendê-los no exterior.
O futebol assume nesse estágio a forma mercadoria em todas as suas etapas. Do berço do jogador à Copa do Mundo nada escapa. O esporte popular das ruas e das várzeas transformou-se num produto caro e altamente sofisticado, operando num nível elevadíssimo de racionalidade capitalista.
Diferente de outros setores da economia e mesmo da cultura, onde o Estado ainda atua para conter de alguma forma a voracidade do mercado, no futebol isso não acontece. Os objetivos privados são absolutos nem que para serem alcançados sacrifiquem-se atletas, torcedores e, no limite o próprio esporte, reduzido cada vez mais a um espetáculo de televisão.
Perderam os vereadores paulistanos a grande oportunidade de colocar o interesse público em primeiro lugar. Resta agora esperar, com bastante ceticismo, que projeto semelhante, apresentado na Câmara dos Deputados, e válido para todo o Brasil, prospere.
Anderson
-30/07/2010 às 12:35
Não seria mais prudente PAGAR as dívidas já existentes antes de CRIAR OUTRAS DÍVIDAS?