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sábado, 26 de janeiro de 2013

7:16 \ Economia

Um mega negócio

Andrade e Jereissati: depois de trocar o presidente na semana passada, a Oi, que fatura 27 bilhões de reais anuais, pode ter nova mexida

Carlos Jereissati e Sérgio Andrade iniciaram negociações para a venda dos suas participações na Oi — de 19,35% cada um — para a Portugal Telecom, que é dona de 12,07% da holding. O quase onipresente BTG Pactual é o banco que trabalha na operação. Na mesa, um negócio de 2 bilhões de reais no total.

Se a transação for fechada, marcará precocemente o fim da ambiciosa ideia do governo de criar uma supertele nacional. Tal como ela foi concebida, em 2008, Jereissati e Andrade contaram com o firme apoio do BNDES, quando a Oi comprou a BrasilTelecom. Mas o discurso do governo não se abala: a fundação dos funcionários da Oi (dona de 11,5% da holding), Previ (9,7%), Petros (7,5%) e o BNDES (13%) serão exibidas como sinais da forte presença do estado brasileiro na empresa.

Por Lauro Jardim

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8 Comentários

  1. Vicente Saldanha

    -

    28/01/2013 às 0:08

    A “versão” de criar uma super tele nacional, foi o pano de fundo para alterar a Lei Geral de Telecomunicações, e permitir a compra da Brasil Telecom pela Telemar – juntas, viraram a Oi. Na verdade a operação serviu para encher o bolso de Lula e do PT; pedágio altíssimo!

  2. Portugues

    -

    27/01/2013 às 19:55

    A Portugal Telecom é uma empresa eficiente moderna com tudo o que há de novas tecnologias para um melhor serviço.
    Se este negócio se fizer vai criar uma mega empresa de telecomunicações presente em todos os paises de lingua Portuguesa,menos em Macau(China)pois vendeu a sua participação há uns 15 dias.

  3. Sérgio Araújo

    -

    27/01/2013 às 7:38

    Tivemos como clientes em Portugal a PT Telecom, em que fazíamos as manutenções de todas GTE´s no tocante aos Sistemas de Proteção Contra Incêndio, no continente e ilhas.

    Empresa séria, dedicada, com aposta constante na inovação e na tecnologia.

    Por cá infelizmente tivemos ao longo dos anos, desde a Telerj, Telemar, e agora Oi, apenas mudanças de nome, mas com uma sucedânea de serviços precários, ao longo de décadas, sem que nada mudasse.

    Além da péssima qualidade dos serviços, com planos que prometiam e nunca cumpriam foram diversos eventos de incêndios em diversos locais Brasil afora, até o maior de todos em Salvador para que esta empresa devido aos custos decorrentes de milhares de processos e multas se visse obrigada a pagar e aí sim começar a levar esta questão de forma mais ou menos séria. Ao passo que na PT Telecom todas as estações, GTE´s etc, tinham os mais modernos meios de extinção de incêndio da atualidade os da Oi, Brasil afora tinham quando não raro extintores fora dos padrões de Conformidade e Qualidade mínimas inerentes aos riscos que deviam proteger.

    Tem sido a OI mais um exemplo de cabide de emprego de apadrinhados políticos no setor empresarial, e que o emperra e dificulta sua evolução, sem qualquer interesse, estes, ainda que poucos, pela modernização da empresa e pelo investimento e aposta na inovação.

    Foi esta empresa (Oi) a líder de reclamações em todo o Brasil, com seus procedimentos arcaicos, abusivos, e impunes, graças aos apadrinhados políticos que lá dentro estão.

    Criaram-se nesta empresa “feudos” , “modus operandis” relaxados e pouco comprometidos com o desempenho, qualidade ou tempo, em detrimento das mais básicas regras de respeito para com o usuário de seus serviços.

    Agora se isto ocorrer esta empresa e seus funcionários vão sentir realmente uma mudança de 180 graus, em que novos padrões de desempenho e qualidade com os quais estamos acostumados na Europa, e assim novos hábitos em termos de desempenho, objetividade, comprometimento e pontualidade terão de ser adotados. E aí talvez muitos não aguentarão e…”pedirão para ir embora”…

    É a mudança dos tempos no mundo dos negócios. A ineficiência e a arrogância sinônimos da Oi parecem estar finalmente com os dias contados.

  4. robert

    -

    26/01/2013 às 21:29

    eu imagino no qu isso dar…como sempre..esse financiamento do sr..
    BNDS foi ficticio..no fim sobra sempre para nos ..classe dominada…

  5. Francisco Araujo

    -

    26/01/2013 às 17:39

    A união de Empresários oportunistas, e políticos idiotas/nacionalistas/esquerdistas de resultado, tipo Lulla$, Dilma$, e dinossauros afins, leva a isso, o dinheiro público manipulado por tais políticos, usados como moeda de troca na venda de empresas ao capital estrangeiro. PT, pequenas idéias, grandes negócios,

  6. Rodolfo

    -

    26/01/2013 às 13:33

    E os quase R$ 10 BILHÕES de REAIS que o BNDES emprestou à empresa, uma parte para que financiasse a aquisição da Brasil Telecom e outra para investimentos e melhorias de serviços? Ficarão com os PORTUGUESES?
    Viva as “consultorias” do José Dirceu! Mesmo CONDENADO por FORMAÇÃO de QUADRILHA, ainda continua mandando no Brasil junto com o Lula!

  7. GRZ

    -

    26/01/2013 às 10:54

    Eu sempre soube que um dia isso iria acontecer e sinceramente não sei como o Lula permitiu essa união.. provavelmente deve ter recebido alguma coisa em troca. A Oi é a maior e a que tem mais potencial, mas não lucra tanto quanto as outras porque não investe o quanto deveria na sua rede. O Francisco Valim queria aumentar os investimentos e reduzir dividendos, mas a “gananciosa” PT e seus acionistas não gostaram já que precisam dos dividendos para fechar o “buraco” da divisão portuguesa que sofre com a crise. A crise é em portugal, mas quem sofre com falta de investimento somos nós – brasileiros.

  8. Robert

    -

    26/01/2013 às 8:03

    BMG, BTG, …

 

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