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Carta ao Leitor: Respeito ao diferente

A banalização de gestos autoritários é uma ameaça ao jogo democrático

Por Da Redação - 22 nov 2019, 14h16

O Brasil atual virou um terreno fértil para a intolerância. A última façanha nesse campo foi do coronel Tadeu, um obscuro deputado, membro da bancada da bala. Revoltado com uma charge que retratava um policial que acabara de matar um jovem negro, o parlamentar arrancou o trabalho da parede, rasgou e pisoteou.

Coronel Tadeu tomou a atitude daqueles que não toleram um pensamento contrário ao seu. Ele simplesmente eliminou o foco de oposição. Infelizmente, esse tipo de desatino tem se repetido com frequência no Brasil. Pessoas de todas as classes sociais parecem se esquecer que a discordância é parte natural do jogo democrático.

Causam muita preocupação, por exemplo, as ideias de fechamento do STF. Ninguém é obrigado a concordar calado com 100% das decisões do Supremo. Veja, aliás, não concorda com todas elas. No entanto, é fundamental, como manda a Constituição, defender a liberdade do STF para que tome suas decisões. E respeitá-las quando elas são anunciadas.

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