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Falta biotecnologia na Campus, diz pesquisador da IBM

A convite de VEJA, Claudio Pinhanez visitou o evento de tecnologia realizado em São Paulo. Confira a seguir a avaliação dele

Por Renata Honorato 8 fev 2012, 11h37

Pesquisador da IBM, Pinhanez tem uma longa carreira no exterior, tendo estudado e trabalhado na sede da empresa, nos Estados Unidos. No Massachusetts Institute of Technology (MIT), fez os primeiros testes com sensores de movimento. A tecnologia viria a se transformar, 15 anos depois, no Kinect, da Microsoft. Entusiasta das novas tecnologias, o especialista criou também, ainda no início da década de 1990, uma das primeiras plataformas de blog da web.

Qual sua primeira impressão da Campus? É a primeira vez que venho à Campus Party. O que me impressionou é que, na entrada, estavam vendendo hot pockets, ou seja, comida para nerd! A outra surpresa é a quantidade de mulheres, muito maior do que eu imaginava. A área de astronomia também me chamou a atenção: é curiosa essa fascinação atual com o espaço. Afinal, essa admiração era comum na década de 1960. É interessante perceber que existe uma comunidade aqui, e que esse pessoal encontrou seu espaço. Já a área das barracas me lembra uma cena do filme Caçadores da Arca Perdida em que a arca é escondida em um lugar cheio de caixas iguais.

É um ambiente propício para o desenvolvimento de projetos? Pelo que vejo, aqui, rola muita folia. Isso é muito bom, porque bons projetos podem sair de ambientes descontraídos. Lá no MIT, há uma área focada no processo de brincar, jogar e experimentar as ideias. Isso é muito criativo.

A Campus aponta para o futuro? Acho que a maioria das palestras dá conta de uma computação de 20 anos atrás. Falta biotecnologia. A coisa mais quente no momento e a intersecção da computação com organismos e não encontrei ninguém sequenciando um DNA por aqui. Essa garotada vai trabalhar nessa área. Quando falamos de futuro, temos de olhar além da computação.

Há ambiente para o empreendedorismo? O que é novo é o espaço para criar empresas e negócios. As pessoas certas se encontram aqui e daí pode surgir algo.

A seleção de convidados é boa? Um que gostaria de ver, porque costumava ouvi-lo no rádio, lá nos Estados Unidos, é o Michio Kaku. Em Nova York, ele tinha um programa de rádio onde falava sobre o que estava acontecendo no mundo da física. Ele levava cientistas de ponta e traduzia os assuntos mais complexos para o público comum.

6. A Campus é um bom lugar para recrutar talentos para a indústria? Aqui é um bom lugar para buscar especialistas em segurança e em software, principalmente aqueles voltados para a área móvel, como os aplicativos para iPhone.

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