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Campus Party: área de games vai entreter e ensinar

Curador diz que evento vai colocar jovens desenvolvedores em contato com profissionais de mercado para impulsionar carreira dos novatos

Por Renata Honorato 26 jan 2013, 12h12

A Campus Party 2013, que será aberta nesta segunda-feira, no Anhembi Parque, em São Paulo, vai reunir cerca de 200.000 interessados e 8.000 apaixonados por tecnologia – estes são os campuseiros, aficionados que ficarão acampados no local até o fim do evento, no domingo. Tradicionalmente dividida em subáreas (dedicadas a hardware, software, robótica e mídias sociais, entre outras), a Campus reserva um espaço chamado Stadium a curiosos e especialistas em games e simulação. A área recebeu bastante atenção da organização. Convidou gente importante para palestras, caso de Nolan Bushnell, fundador da Atari, e vai promover noitadas de jogos e também o contato entre jovens desenvolvedores e profissionais que já estão no mercado, com o intuito de impulsionar a carreira dos novatos. Além de aprimorar a infraestrutura do local onde serão realizadas as palestras, melhorando a visão da plateia, a curadoria tratou de alterar o horário desses eventos, que antes aconteciam pela manhã e agora serão feitos mais tarde. “Esse pessoal costuma ficar acordado até a madrugada”, diz Moacyr Alves, curador da área de games. Confira a seguir a entrevista que ele concedeu a VEJA.com.

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O que o campuseiro vai encontrar na área de games da Campus Party neste ano? Focamos em conteúdo. Também mudamos o horário das palestras para mais tarde, já que esse pessoal costuma ficar acordado até a madrugada. No ano passado, percebíamos que a turma estava muito sonolenta nas palestras que aconteciam mais cedo. Também melhoramos a infraestrutura do palco. Dessa forma, os campuseiros conseguirão ver os convidados de qualquer ponto da plateia.

Divulgação/Campus Party
Divulgação/Campus Party VEJA

Quais palestras devem chamar a atenção do público? Investimos muito nos convidados nesta edição. Teremos Nolan Bushnell, fundador da Atari, e Ryotaro Shima, executivo da Gree, distribuidora japonesa de jogos casuais com mais de 956 milhões de clientes em todo o mundo. Entre os destaques nacionais estão a escritora Simone Campos, cuja palestra será sobre livros baseados em games. Estamos organizando ainda uma sessão de autógrafos com o Bushnell para os mais nostálgicos.

Campeonatos estão na programação desta edição? Sim, teremos campeonatos de Pro Evolution Soccer 2013 e Street Fighter vs. Mortal Kombat. Estamos avaliando também a organização de um campeonato de um jogo de corrida, mas como não temos nenhum grande lançamento do gênero é difícil adiantar qualquer coisa. Quem participar desses torneios, é claro, concorre a prêmios.

Quantos campuseiros se cadastraram para a área de games? Não temos esse número ainda. Ele só será divulgado no final da feira, no domingo.

A organização incluiu na área de games workshops para desenvolvedores? Incluímos workshops na edição deste ano e também palestras mais técnicas, com um conteúdo para desenvolvedores de nível intermediário. No ano passado, descobrimos muitos programadores e game designers na feira e, por isso, nesta edição, organizamos mesas redondas nas quais esse público poderá tirar dúvidas com quem já está atuando no setor. Uma das mesas reunirá cinco estúdios, e outra promoverá um intercâmbio de ideias entre público e colecionadores. A International Game Developers Association (IGDA) participará de um debate, bem como fabricantes de fliperama brasileiros. Os serious games, por sua vez, serão representados por meio de uma palestra sobre jogos educativos.

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