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Terapia hormonal está associada com hipertensão

Quanto maior o tempo de uso, maiores são os riscos para a mulher

Por Da Redação - 16 jul 2012, 09h34

De acordo com um estudo publicado no periódico PLoS ONE, a terapia de reposição hormonal está associada com maiores chances de um aumento na pressão arterial. Segundo a pesquisa, quando usada por períodos prolongados, a terapia está relacionada com um aumento posterior da pressão. A terapia de reposição hormonal consiste no uso dos hormônios femininos estrogênio e progesterona – separados ou combinados -, para aliviar os sintomas da menopausa, como ondas de calor, perda do apetite sexual e ressecamento vaginal.

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Pesquisa – A pesquisa foi coordenada por Joanne Lind, da Universidade da Austrália Ocidental. Foram incluídas 43.405 mulheres na pós-menopausa. Segundo Lind, nenhuma pesquisa que associou a reposição hormonal à hipertensão deduziu uma possível causa para explicar tal relação – ou seja, os estudos apenas observaram que as mulheres que recebem o tratamento têm maior probabilidade de apresentar pressão alta, mas não identificaram o porquê de isso ocorrer.

A pesquisadora explica que alguns fatores, porém, ajudam a entender essa associação. “É sabido que a pressão arterial costuma aumentar entre as mulheres após a menopausa, e que os estrógenos produzidos naturalmente pelo organismo beneficiam a saúde cardiovascular. Nosso corpo é muito bom em controlar os hormônios, mas isso não acontece quando tomamos medicamentos que imitam a ação hormonal. Por isso, parece que pacientes que ingerem hormônios em terapias como essa não os regulam corretamente, o que pode desencadear consequências adversas à saúde, como o aumento da pressão arterial – embora, por outro lado, o tratamento tenha benefícios, especialmente em relação aos sintomas comuns da menopausa”, disse Lind ao site de VEJA.

A autora também considera que é possível que as mulheres que apresentam os sintomas mais intensos da menopausa, e que necessitam da terapia hormonal, são as mesmas que têm maiores riscos de pressão alta. Portanto, pode ser que não sejam os hormônios em si que acarretam a hipertensão, mas sim que as chances do problema sejam maiores entre as pacientes que requerem a terapia. No artigo, os pesquisadores concluem que, de qualquer maneira, é importante que a hipertensão seja considerada como um fator de risco no momento da opção pela terapia.

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