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Ter alguém na família com esquizofrenia ou transtorno bipolar aumenta risco de autismo

Estudo sugere que crianças cujo pai, mãe ou irmão sofre de esquizofrenia têm até três vezes mais chance de ser autistas

Crianças que têm algum familiar – especificamente pai, mãe ou irmão – com esquizofrenia ou transtorno bipolar podem apresentar um risco até três vezes maior de serem diagnosticadas com autismo, sugere um novo estudo publicado no periódico Archives of General Psychiatry. Segundo os pesquisadores, que são da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, esse estudo não estabelece se as causas desses três problemas são ambientais ou genéticas – embora eles acreditem que as duas opções estejam associadas -, mas sim indica a existência de algum tipo de relação entre elas.

O estudo se baseou em bancos de dados de famílias da Suécia e de Israel que, ao todo, registraram 30.000 jovens diagnosticados com autismo. Os pesquisadores concluíram que crianças cujo pai, mãe ou irmão apresentavam esquizofrenia eram até três vezes mais prováveis de serem autistas do que aquelas que não possuíam nenhum familiar com o problema. Essa chance foi até duas vezes mais elevada entre jovens com algum familiar que sofria de transtorno bipolar.

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De acordo com os autores, há muito tempo a ciência questiona a relação entre esquizofrenia e autismo. Eles explicam que quando não havia tantas informações sobre esses problemas, o autismo era muitas vezes considerado como ‘a versão infantil de esquizofrenia’. Segundo o estudo, algumas evidências já indicaram que as mesmas mutações genéticas que levam a um desses problemas também podem desencadear o outro, e que os fatores de risco para tais variações nos genes são, muitas vezes, os mesmos. “Porém, duas doenças compartilharem o mesmo fator de risco não quer dizer que elas sejam semelhantes. As necessidades e o tratamento de uma pessoa com autismo são completamente diferentes das de alguém com esquizofrenia”, escrevem os pesquisadores no artigo.

*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.