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São Paulo registra nova morte por febre maculosa e tem paciente internada

Número de óbitos subiu para cinco e caso não tem relação com surto em Campinas; mulher hospitalizada esteve em evento em fazenda

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jun 2023, 19h19

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta sexta-feira, 16, mais uma morte por febre maculosa, doença transmitida pelo carrapato-estrela infectado por um tipo de bactéria. Com o novo registro, o número de óbitos subiu para cinco. Segundo a pasta, a infecção foi constatada em uma mulher do município de Americana, de 58 anos, que morreu no último dia 8. O caso não tem relação com o surto da doença em Campinas, onde outras quatro pessoas morreram, e o local de contaminação é investigado.

A secretaria informou ainda que há uma paciente de 38 anos diagnosticada com febre maculosa internada em Campinas. Ela esteve no evento na Fazenda Santa Margarida, local relacionado com o surto.

Até o momento, o Instituto Adolfo Lutz, órgão ligado ao governo do estado de São Paulo, tinha confirmado quatro mortes causadas pela doença em pessoas que estiveram em um evento realizado no fim de maio na fazenda. A última vítima confirmada foi uma adolescente de 16 anos que estava internada em um hospital particular desde 9 de junho e morreu na última terça-feira, 13.

Outra vítima foi o empresário e piloto do Campeonato Paulista de Automobilismo (C300 Cup) Douglas Costa, de 42 anos, que morreu na última quinta-feira, 8. Ele e a namorada, uma dentista de 36 anos que morava na capital, estiveram na Fazenda Santa Margarida, localizada no distrito de Joaquim Egídio (em Campinas), e apresentaram febre, dores e manchas pelo corpo.

Segundo a prefeitura de Jundiaí, cidade onde Costa morava, ele foi internado no dia 7 em um hospital particular e médicos investigavam suspeita de dengue, leptospirose ou febre maculosa. No dia seguinte, ele morreu. A namorada do piloto morreu no mesmo dia.

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A prefeitura de Campinas confirmou ainda a morte de uma mulher de 28 anos moradora de Hortolândia, que esteve no mesmo evento e também morreu no dia 8.

“Os responsáveis pela fazenda foram notificados sobre a importância da sinalização quanto ao risco da febre maculosa. Essa informação é imprescindível para que a pessoa adote comportamentos seguros ao frequentar estes espaços e também para que, após frequentar, se apresentar sinais e sintomas, informe o médico e facilite o diagnóstico”, informou, em nota, a gestão municipal. Nos próximos dias, equipes do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) vão verificar o quadro de infestação por carrapatos no local.

De acordo com os últimos dados da Secretaria de Estado da Saúde, foram registrados 19 casos da doença com nove mortes neste ano. No ano passado, em todo o estado, foram 63 episódios com 44 óbitos confirmados.

Febre maculosa

A febre maculosa é causada pelo carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii e tem como principal sintoma a febre alta, algo que costuma fazer com que ela seja confundida com outras doenças. A transmissão ocorre após o carrapato ficar, ao menos, quatro horas fixado à pele.

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Assis, as regiões mais periféricas da região metropolitana de São Paulo e o litoral paulista são regiões onde a doença é detectada, mas os casos se concentram em Campinas e Piracicaba.

A secretaria recomenda que “pessoas que moram ou se deslocam para áreas de transmissão estejam atentas ao menor sinal de febre, dor no corpo, desânimo, náuseas, vômito, diarreia e dor abdominal e que procurem um serviço médico informando que estiveram nessas regiões para fazer um tratamento precoce e evitar o agravamento da doença”. Regiões onde há transmissão de febre maculosa em São Paulo podem ser encontradas aqui.

O tratamento é feito com um tipo específico de antibiótico que deve ser administrado dois a três dias após a manifestação dos sintomas e tomados por dez a 14 dias.

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