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Morre adolescente de 16 anos com suspeita de febre maculosa em Campinas

Jovem estava internada em um hospital desde 9 de junho e esteve no mesmo evento em fazenda onde surto de doença foi constatado; outras três pessoas morreram

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jun 2023, 11h51

A adolescente de 16 anos que estava internada em um hospital particular de Campinas, no interior paulista, com suspeita de infecção por febre maculosa morreu na noite desta terça-feira, 13, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Ela esteve no mesmo evento em uma fazenda no município, onde foi constatado um surto da doença, após a morte de três pessoas.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde de Campinas, a jovem foi internada no dia 9 de junho com suspeita de febre maculosa, dengue, leptospirose ou meningite. “No entanto, a família só referiu o evento da Fazenda Santa Margarida nesta terça-feira, 13 de junho, ao ver a repercussão na imprensa. O material coletado está em análise no Instituto Adolfo Lutz. Por isso, a causa da doença ainda não foi confirmada”, informou a pasta.

Nesta terça-feira, 13, o Instituto Adolfo Lutzconfirmou que as mortes de três pessoas, um homem e duas mulheres, que estiveram no evento realizado em 27 de maio foram causadas por febre maculosa, infecção transmitida pelo carrapato-estrela contaminado pela bactéria Rickettsia rickettsii.

Uma das vítimas foi o empresário e piloto do Campeonato Paulista de Automobilismo (C300 Cup) Douglas Costa, de 42 anos, que morreu na última quinta-feira, 8. Ele e a namorada, uma dentista de 36 anos que morava na capital, estiveram na Fazenda Santa Margarida, localizada no distrito de Joaquim Egídio (em Campinas), e apresentaram febre, dores e manchas pelo corpo.

Segundo a prefeitura de Jundiaí, cidade onde Costa morava, ele foi internado no dia 7 em um hospital particular e médicos investigavam suspeita de dengue, leptospirose ou febre maculosa. No dia seguinte, ele morreu. A namorada do piloto, de 36 anos, morreu no mesmo dia.

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A prefeitura de Campinas confirmou a morte de uma mulher de 28 anos moradora de Hortolândia, que esteve no mesmo evento e também morreu no dia 8.

“Os responsáveis pela fazenda foram notificados sobre a importância da sinalização quanto ao risco da febre maculosa. Essa informação é imprescindível para que a pessoa adote comportamentos seguros ao frequentar estes espaços e também para que, após frequentar, se apresentar sinais e sintomas, informe o médico e facilite o diagnóstico”, informou, em nota, a gestão municipal. Nos próximos dias, equipes do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) vão verificar o quadro de infestação por carrapatos no local.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, foram registrados 12 casos da doença com seis mortes neste ano. No ano passado, em todo o estado, foram 53 episódios com 37 óbitos confirmados.

Febre maculosa

A febre maculosa é causada por carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii e tem como principal sintoma a febre alta, algo que costuma fazer com que ela seja confundida com outras doenças. A transmissão ocorre após o carrapato ficar, ao menos, quatro horas fixado à pele.

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Assis, as regiões mais periféricas da região metropolitana de São Paulo e o litoral paulista são regiões onde a doença é detectada, mas os casos se concentram em Campinas e Piracicaba.

A secretaria recomenda que “pessoas que moram ou se deslocam para áreas de transmissão estejam atentas ao menor sinal de febre, dor no corpo, desânimo, náuseas, vômito, diarreia e dor abdominal e que procurem um serviço médico informando que estiveram nessas regiões para fazer um tratamento precoce e evitar o agravamento da doença”. Regiões onde há transmissão de febre maculosa em São Paulo podem ser encontradas aqui.

O tratamento é feito com um tipo específico de antibiótico que deve ser administrado dois a três dias após a manifestação dos sintomas e tomados por dez a 14 dias.

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