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Saiba por que músicas natalinas podem prejudicar sua saúde mental

As canções de Natal podem ser um lembrete constante dos problemas de fim de ano, como gasto com presentes e dívidas

Por Da Redação
Atualizado em 14 nov 2018, 23h53 - Publicado em 13 nov 2018, 18h53

O período das festas de fim de ano – Natal e Ano-Novo –  é quando fazemos um balanço da vida, pensamos nos momentos felizes com pessoas queridas e planejamos o futuro. Para algumas pessoas, essa é a época favorita do ano, especialmente por causa dos presentes e das reuniões familiares. As músicas natalinas também fazem parte do pacote especial uma vez que estimulam a nostalgia e despertam para o clima festivo.

Entretanto, segundo especialistas, a repetição incessante das canções de Natal, como Bate o Sino, Então é Natal, Noite Feliz, We Wish You A Merry Christmas” e o clássico Jingle Bells, pode ser prejudicial à saúde mental. O contato repetitivo com essas músicas pode gerar aborrecimentos, tédio e até angústia.

“Acho que no começo a música natalina é boa, nostálgica e me deixa no espírito natalino. Mas depois ela fica velha e pode parecer uma estratégia comercial para me estimular a comprar até não restar mais um centavo no meu bolso”, comentou a escritora americana Shana McGough à rede americana NBC.

Nem tudo é festa

A explicação para esse fenômeno está na supersaturação do cérebro, que fica exausto de receber as mesmas informações (nestes caso, as mesmas músicas) o tempo todo. Isso dificulta a capacidade de concentração, já que remete constantemente ao Natal e aumenta dificuldade de pensar em outro assunto que não esteja relacionado a esse momento.

Além disso, apesar de o Natal ser um período feliz e de confraternização, o evento também pode trazer à mente os gastos extras com presentes, festas e viagens, assim como as obrigações que virão no início do próximo ano (IPTU, IPVA, etc).

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Essas inquietações despertadas pelas músicas festivas podem reforçar o stress em vez de aliviá-lo. “Indivíduos que já estão estressados por causa das preocupações de final de ano, pensando em dinheiro, viagem ou encontrar parentes, podem considerar as músicas como uma notificação indesejada”, disse Victoria Williamson, da Universidade de Londres, na Inglaterra, à NBC. 

Uma pesquisa realizada pelo Consumer Reports descobriu que 23% dos entrevistados temiam canções natalinas, enquanto 37% das pessoas pensavam nas dívidas que iriam adquirir. Os dados ainda mostraram que 12% das pessoas detestavam o “ter que ser legal” durante as festas de final de ano – sensação estimulada não só pelas festividades, mas pelas melodias que pregam a afeição, a generosidade e amor ao próximo, por exemplo. 

A notícia também é ruim para os lojistas: o ritmo musical constante pode atrapalhar o rendimento dos funcionários e irritar os consumidores, especialmente se as canções mais aceleradas tendem a afastar os clientes. “Certos tipos de música são mais eficazes do que outros. Melodias lentas desaceleram os consumidores, o que significa que eles permanecerão nas lojas por mais tempo”, explicou Eric Spangenberg, professor de marketing, à NBC. 

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Fadiga sensorial

Ouvir as mesmas músicas natalinas durante toda a temporada pode induzir à fadiga sensorial, causada pelo excesso de informações visuais e auditivas. Apesar de ser um problema que afeta especialmente o cérebro, promovendo stress, os sinais também podem ter manifestações físicas, como dores de cabeça, desconforto gástrico, diarreia, constipação, perda de apetite e insônia. Para evitar essas consequências, tente não exagerar na playlist natalina.

No caso do comércio, que precisa chamar a atenção do consumidor, os especialistas sugerem variar a lista de reprodução e manter o volume sob controle. Também é possível investir em aromas, como pinheiro e canela, que despertam o olfato e ajudam a conjurar emoções felizes.

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