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Próteses de silicone nos seios são associadas a tipo raro de câncer

Um estudo realizado pelo Instituto do Câncer da França revelou um tumor no sistema linfático diretamente associado ao implante de próteses mamárias

Por Da Redação
Atualizado em 5 jun 2024, 09h22 - Publicado em 18 mar 2015, 18h56

Um estudo feito por pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer da França alerta para um novo tipo de câncer, o linfoma anaplásico de grandes células associado a um implante mamário (LAGC-AIM). De acordo com os especialistas, existe uma clara relação entre este tumor e as próteses de silicone nos seios, pois ele não foi diagnosticado em nenhuma mulher que não tivesse implantes.

Embora a frequência deste tumor ainda seja muito baixa – desde 2011, dezoito mulheres foram diagnosticadas com esse tipo de câncer na França -, o que preocupa os oncologistas é a velocidade da progressão. O total de novos casos passou de dois em 2012 para onze no ano passado.

Os oncologistas franceses estimam que o risco desse linfoma nas mulheres com implantes mamários é 200 vezes maior do que na população feminina em geral. Diante desta constatação, os pesquisadores propõem que esse tipo de câncer seja incluído na classificação de doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS). O governo francês estuda a proibição de novos implantes no país.

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Sem pânico – A ministra da Saúde da França, Marisol Touraine, declarou que, apesar dos resultados, as mulheres com implantes nos seios não precisam retirá-los e nem ficar excessivamente preocupadas. Além de ser raro, o prognóstico do tumor é bom em termos de sobrevivência.

Benoît Vallet, diretor-geral da Saúde na França, reforça a importância das mulheres que possuem próteses realizarem exames periódicos e ressalta que os profissionais de saúde devem se manter vigilantes diante desse risco.

Ações – Por enquanto, a ação da Agência Nacional de Segurança do Medicamento (ANSM) da França é alertar as mulheres que desejam colocar próteses deste novo risco. Segundo François Hébert, diretor-geral adjunto da agência, documentos informativos e alertas sobre a questão já foram enviados aos médicos do país.

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De acordo com o periódico francês Le Parisien, foram diagnosticados 173 casos deste tumor no mundo e apenas uma morte foi relatada, na França. Ainda segundo o jornal, a maioria dos casos no país está relacionada a próteses texturizadas (que possuem algum tipo de textura na cápsula para evitar que ela se desloque).

Segundo a ANSM, cerca de 400 000 mulheres na França têm próteses nos seios, sendo 80% delas por motivos estéticos.

(Da redação)

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