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Pobreza pode prejudicar desenvolvimento cerebral das crianças, diz estudo

As regiões mais afetadas seriam aquelas que apoiam a linguagem, leitura, memória, tomada de decisões e habilidades espaciais.

Por Da Redação 31 mar 2015, 19h00

Um estudo publicado no periódico Nature Neuroscience nesta segunda-feira revela uma forte associação entre a renda e a educação dos familiares e o desenvolvimento cerebral das crianças. De acordo com os resultados, filhos de pais mais ricos e mais instruídos têm cérebros maiores e mais habilidades cognitivas do que crianças mais pobres.

Pesquisadores de nove universidades americanas estudaram 1 100 pessoas com idades entre três e vinte anos. Os resultados atestam uma forte correlação entre a renda familiar e o tamanho da área cerebral responsável pelo aprendizado. Para chegar a esse resultado, os cientistas analisaram ressonâncias magnéticas do cérebro e resultados de testes cognitivos dos participantes e relacionaram esses exames a sua situação econômica.

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Desenvolvimento cerebral – A ressonância mostrou que o cérebro das crianças cujas famílias tinham uma renda menor que 25.000 dólares por ano é cerca de 6% menor, em área da superfície, do que de crianças cujas famílias têm uma renda anual de 150.000 dólares. As regiões mais afetadas foram aquelas responsáveis pela linguagem, leitura, memória, tomada de decisões e habilidades espaciais.

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Após eliminar fatores como estrutura do cérebro e ascendência genética, os cientistas atribuíram essa diferença no tamanho da superfície cerebral a fatores diretamente influenciados pela renda, como melhor alimentação adequada, cuidados com a saúde, qualidade do ambiente escolar e outros fatores externos conhecidos por desempenharem um importante papel no desenvolvimento cerebral.

A boa notícia é que, ao melhorar o ambiente de uma criança de renda mais baixa, pode-se diminuir e até mesmo eliminar essa desvantagem, permitindo que o cérebro se desenvolva plenamente.

Simples soluções como melhor a qualidade da merenda escolar, motivação no ensino e programas comunitários direcionados para as crianças enriquecem o ambiente de desenvolvimento e ajudam as conexões cerebrais.

(Da redação)

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