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OMS não vê indício de transmissão humana da gripe aviária

Número de casos de infecção pelo vírus H7N9 na China já chegam a 21 - seis deles resultaram em morte. Origem do contágio ainda é desconhecida

Por Da Redação - 8 abr 2013, 09h39

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta segunda-feira que não existe nenhum indício de transmissão entre humanos do vírus H7N9 da gripe aviária na China, apesar do aumento do número de infecções. Desde o dia 31 de março, o país já confirmou 21 casos da infecção, sendo que seis deles resultaram em morte. Antes disso, essa cepa do vírus nunca havia sido transmitida a seres humanos. “Apesar de desconhecermos a origem da infecção, no momento não há provas de uma transmissão de homem para homem da variação H7N9 da gripe aviária”, afirmou Michael O’Leary, representante da OMS na China. O’Leary também afirmou que não há motivos para pânico. “Até agora, nós realmente só temos casos esporádicos de uma doença rara, e talvez isso continue assim. Então não é hora para pânico.”

Entre as contaminações por H7N9 registradas até agora está a de um homem de Xangai, que morreu em consequência da infecção. Os dois filhos da vítima foram hospitalizados com problemas respiratórios e um deles também faleceu, mas os exames não identificaram uma infecção pelo novo vírus nesses dois pacientes. “Esse foco familiar representa a possibilidade de uma transmissão de homem para homem, mas dois casos nesse foco não foram confirmados pelas análises em laboratório e não existem mais provas de uma transmissão contínua inter-humana”, disse O’Leary.

Primeiros casos – No dia 31 de março, a Comissão Nacional de Saúde de Planejamento Familiar (NHFPC, sigla em inglês) da China confirmou os três primeiros casos de infecção em seres humanos pelo vírus H7N9. O órgão chinês informou que esses pacientes apresentaram tosse e febre e, depois, pneumonia e dificuldades para respirar.

Neste final de semana, as autoridades sanitárias chinesas ordenaram o fechamento de todos os mercados que vendem aves vivas, o que fez com que as barracas de comida ficassem vazias. O governo também proibiu todo o comércio de aves em Nanquim, outra cidade situada no leste do país, embora funcionários dissessem que ali não foi encontrado nenhum indício do vírus da gripe aviária e os frangos vendidos no varejo estavam adequados para o consumo. Até o último sábado, mais de 20.000 aves haviam sido sacrificadas para evitar a disseminação do vírus.

O H5N1, outra cepa do vírus da gripe aviária, provocou mais de 300 mortes de humanos desde 2003. Segundo a OMS, a maioria dos tipos de vírus da gripe aviária não contamina seres humanos e a maior parte dos casos de infecção pelo H5N1 ocorreu a partir do contato com aves infectadas.

(Com agência France-Presse)

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