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OMS diz que progresso no combate à pandemia na Europa ainda é “frágil”

Hans Kluge, diretor da organização para a região, disse ainda que as vacinas aprovadas até agora são eficazes contra todas as variantes do vírus

Por Alessandro Giannini Atualizado em 21 Maio 2021, 08h18 - Publicado em 20 Maio 2021, 18h11

Em uma declaração pública feita nesta quinta-feira, 20, o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Europa, Hans Kluge, classificou como “frágil” o progresso alcançado no combate à Covid-19 na região. Os casos de infecção e as mortes estão em queda, mas em patamares altos. “A pandemia ainda não acabou”, alertou ele.

A média semanal de novos casos da doença no bloco caiu em 60%, de um patamar de 1,7 milhão para 685 mil novas infecções na semana passada. Até agora, são 1,2 milhão de mortos, o equivalente à população de Bruxelas, na Bélgica.

“Já vimos esse filme. Não vamos cometer os mesmos erros do ano passado, que resultaram em um ressurgimento da Covid-19 e ver mais uma vez os nossos sistemas de saúde, comunidades e economias sofrerem o peso da pandemia”, disse Kluge.

Em vários países, disse Kluge, existem focos de transmissão crescente que podem evoluir rapidamente para novas ondas. Na semana passada, a incidência de casos permaneceu alta em 8 países da região, com mais de 150 novos casos por 100.000 pessoas.

“Se as medidas sociais forem facilitadas, como a maioria dos países da região está fazendo atualmente, os esforços de teste e sequenciamento, isolamento, rastreamento de contato, quarentena e vacinação precisam ser redobrados para manter o controle e garantir que as tendências continuem em curso decrescente”, declarou o diretor da OMS.

Ele lembra que não existe “risco zero”, na medida em que vários países da região estão aumentando os testes para que os cidadãos tenham acesso a locais culturais, sociais e de entretenimento. Apenas 23% das pessoas na região receberam uma única dose da vacina, enquanto 11% completaram a imunização.

Para Kluge, ainda há um longo caminho a percorrer antes que os todas as pessoas na região recebam suas doses de vacina. “Nem testar nem receber vacinas é um substituto para a adesão a medidas como distanciamento físico e uso de máscara em espaços públicos ou estabelecimentos de saúde”, disse.

Vacinas e variantes

O diretor para a Europa da OMS disse ainda que as vacinas aprovadas até agora são eficazes para combater todas as variantes do vírus, incluindo a poderosa cepa indiana. “Todas as variantes do vírus que surgiram até agora respondem às vacinas disponíveis e aprovadas”, declarou.

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