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Morre o homem que sobreviveu mais tempo sem coração

O checo de 37 anos, que vivia há 194 dias com duas bombas cardíacas no lugar do órgão, faleceu por complicações hepáticas e renais

Morreu neste domingo o checo Jakub Halik, homem que sobreviveu mais tempo – 194 dias – sem coração, informou nesta quarta-feira o Instituto de Medicina Clínica e Experimental de Praga. Halik, um bombeiro de 37 anos, teve o órgão retirado para a implantação de duas bombas sem válvulas cardíacas após ser diagnosticado com um tumor maligno no coração. Ele faleceu depois de sofrer complicações hepáticas e renais.

Segundo Jan Pirk, chefe do Departamento Cardíaco da instituição checa e responsável pela operação que retirou o coração de Halik, em três de março deste ano, o estado de saúde do paciente havia piorado muito nos últimos dias e seus rins e fígados já estavam muito comprometidos. “Seu corpo não foi capaz de superar esta carga”, afirmou. A causa que, de fato, desencadeou a morte de Halik, porém, ainda é desconhecida. No entanto, Pirk informou que, dentro de duas semanas, após a realização de exames histológicos, as causas exatas deverão ser divulgadas. “Mas já podemos dizer, com segurança, que não foi uma avaria das bombas cardíacas”, afirmou.

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Segundo Pirk, Halik recebeu as bombas pois um transplante é contraindicado quando há um tumor maligno no coração, já que os remédios usados para evitar a rejeição do órgão estranho apoiam o processo tumoral das células.No final de agosto deste ano, porém, após ficar comprovado que Halik não tinha metástases e que não possuía sequelas do sarcoma espinocelular que comprometeu seu coração, o checo entrou na lista de espera para receber um transplante de coração. “O senhor Halik se encontrava na lista de espera para receber um transplante, fizemos tudo o que era possível para que a operação tivesse ocorrido. Mas, infelizmente, ele não chegou a ter um novo coração”, disse Pirk.

(Com agência EFE)