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Morre liberiano que tomou droga experimental para ebola

Médico Abraham Borbor ingeriu o remédio ZMapp, administrado em dois americanos que receberam alta na semana passada

Por Da Redação 25 ago 2014, 14h46

Um médico liberiano infectado com ebola, que estava entre os três africanos que receberam uma droga experimental para a doença, morreu ontem, segundo o Ministério de Informações do país.

Abraham Borbor, vice-chefe do maior hospital da Libéria, havia recebido o medicamento ZMapp depois de a mesma droga ter sido administrada em dois americanos, o médico Kent Brantly e a missionária Nancy Writebol. Infectados na Libéria, os dois americanos foram levados aos Estados Unidos e receberam alta na semana passada.

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Um missionário espanhol infectado com a doença também tomou o remédio, mas morreu. Não há informações atualizadas sobre dois outros liberianos que ingeriram as últimas doses disponíveis de ZMapp.

Congo – O ebola já matou 1.427 pessoas e infectou 2 615 na Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria, todos países da África Ocidental. Um surto separado da doença eclodiu no Congo no fim de semana. No domingo, o ministro da Saúde do Congo, Felix Kabange Numbi, confirmou que duas mortes por ebola foram registradas no país. Os novos casos aumentam o temor de que a epidemia possa estar se espalhando pelo continente. O ministro da Saúde congolês, no entanto, ressaltou que as mortes foram provocadas por outra cepa do vírus. “Não há qualquer relação com a epidemia que afeta a África Ocidental”, declarou.

(Com Estadão Conteúdo)

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