Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

EUA aprovam aparelho que usa corrente elétrica para diminuir a fome

O dispositivo, que é parecido com um marca-passo, envia estímulos que avisam ao cérebro que o estômago está cheio

Os Estados Unidos aprovaram na quarta-feira um dispositivo que usa corrente elétrica para controlar acessos de fome e ajudar no tratamento da obesidade. Chamado de VBLOC, o aparelho se assemelha a um marca-passo. Em vez de normalizar os batimentos cardíacos, porém, ele é implantado entre o esôfago e estômago e envia estímulos para o nervo vago. Esse nervo é responsável por dizer ao cérebro que o estômago está cheio, provocando a sensação de saciedade.

Segundo a FDA, agência americana que regula medicamentos e equipamentos no país, o procedimento para o implante do VBLOC é menos invasivo que a cirurgia bariátrica. Além disso, o dispositivo, que pode ser controlado manualmente pelos próprios pacientes, possui diferentes intensidades de estímulos elétricos, dependendo da necessidade de cada indivíduo.

Leia também:

Obesidade pode diminuir expectativa de vida em oito anos, diz estudo

Obesidade ‘saudável’ é um estado passageiro, diz estudo

Método – A FDA determinou que somente cirurgiões treinados poderão implantar, em clínicas especializadas, o VBLOC nos pacientes. O método deve ser indicado apenas para o tratamento de pacientes com mais de 18 anos com índice de massa corporal (IMC) entre 35 e 45 que não tiveram sucesso em outras técnicas de emagrecimento. O paciente também deve ter ao menos uma doença relacionada ao excesso de peso, como o diabetes tipo 2.

O dispositivo levou doze anos para ser desenvolvido pela empresa EnteroMedics. A aprovação da FDA baseou-se em um estudo feito com 233 pacientes. Ao comparar aqueles que haviam sido submetidos ao método com os que não receberam o implante, os pesquisadores concluíram que a perda de peso foi 8,5% maior com o uso do VBLOC. Embora a agência tenha aprovado o dispositivo, a fabricante deverá realizar mais estudos para comprovar os seus efeitos.

(Da redação de VEJA.com)