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EUA admitem que país poderá ter novos casos de ebola

Autoridades de saúde dizem que há possibilidade de contágio entre profissionais que ajudaram a tratar de paciente infectado. Uma enfermeira da equipe contraiu a doença

Por Da Redação 13 out 2014, 15h37

O diretor do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), Thomas Frieden, afirmou nesta segunda-feira que existe a possibilidade de haver mais casos de contaminação do ebola no país. Segundo ele, novas infecções podem surgir principalmente entre profissionais de saúde que atuaram no tratamento de Thomas Eric Duncan, que contraiu ebola na Libéria e recebeu o diagnóstico ao desembarcar no Texas. O paciente morreu na quarta-feira.

Nina Pham, 26 anos, é a enfermeira infectada pelo ebola no Texas, diz imprensa americana
Nina Pham, 26 anos, é a enfermeira infectada pelo ebola no Texas, diz imprensa americana VEJA

​A primeira transmissão do ebola em solo americano, confirmada neste domingo, acometeu uma enfermeira do Hospital Presbiteriano de Dallas que ajudou a tratar de Duncan. Segundo o site da emissora ABC News, a paciente se chama Nina Pham, tem 26 anos, é da cidade Fort Worth, no Texas, e se formou em 2010 na Texas Christian University. As informações teriam sido confirmadas por seus familiares. Ainda de acordo com a emissora, umas das pessoas que teve contato direto com a enfermeira e que está sendo monitorada pelo CDC apresentou sintomas do ebola.

“Eu me sinto péssimo em saber que um trabalhador da saúde se infectou tentando ajudar um paciente com ebola a sobreviver”, disse Tom Frieden, acrescentando que as autoridades de Dallas ainda estão tentando descobrir como a enfermeira do hospital foi infectada.

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Em uma coletiva de imprensa, o diretor do CDC afirmou que os Estados Unidos devem repensar a sua abordagem para o controle de contaminação pelo vírus ebola, considerando dar mais treinamento aos funcionários de saúde. Frieden aproveitou também para dizer que é possível que médicos e enfermeiros sejam infectados ao retirar suas roupas de proteção, e que não teve a intenção de criticar o hospital de Dallas ao falar sobre uma “quebra de protocolo” no primeiro caso de transmissão do ebola nos EUA.

(Com Estadão Conteúdo)

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