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Dieta polêmica de Tom Brady é criticada por médicos

O jogador de futebol americano e marido de Gisele Bündchen bebe pelo menos 37 copos de água por dia

Por Giulia Vidale 4 fev 2018, 14h40

Em setembro, Tom Brady, jogador de futebol americano do New England Patriots, que vai jogar no próximo domingo o segundo Super Bowl (decisão do esporte nos EUA) seguido, lançou o livro O Método TB12, no qual conta detalhes sobre sua dieta mega restritiva. Entre os métodos defendidos pelo marido da modelo brasileira Gisele Bündchen, está a recomendação de ingerir “pelo menos metade do peso corporal em oz [unidade de medida utilizada em países anglo-saxões – um oz equivale a 29,57 mililitro] de água todos os dias”.

Segundo relatos, ele mesmo consome pelo menos 37 copos de água por dia. A prática ajudaria a eliminar toxinas e até mesmo evitar queimaduras solares. Mas, segundo o site americano The Daily Meal, essa quantidade seria o suficiente para hidratar uma pessoa normal por cinco dias.

Afinal, beber tanta água realmente traz benefício? Ou pior, pode causar algum dano?

A recomendação para a manutenção de uma boa saúde é beber 2 litros de água por dia. Há quem diga – leia-se blogueiras fitness como Gabriela Pugliesi e Gracyanne Barbosa – que ingere 4 litros por dia. Parece muito? A quantidade é quase metade dos 7,4 litros consumidos pelo jogador.

Segundo o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, um adulto que pesa entre 40 kg e 80 kg não deve beber menos que 1 litro de água por dia e não deve ultrapassar os três litros. “É claro que tudo vai depender da idade da pessoa, da temperatura, do ambiente, do esforço. Mas nem um atleta de alto rendimento como o Tom Brady precisa de tanta água. No máximo 4 litros seria o suficiente.” diz o especialista.

E uma quantidade maior de água traria algum benefício como maior eliminação de toxinas ou proteção solar? Segundo Magnoi, não. “Não tem justificativa tomar tudo isso de água”. Já em relação aos riscos, embora remoto, pode ocorrer um problema chamado hiporatremia, condição metabólica caracterizada pela redução de sódio no sangue a níveis tão baixos que pode causar letargia, náusea, convulsões, coma e até mesmo a morte.

“A água é pobre em sais minerais e a urina é rica nele. Se uma pessoa tomar muita água, ela é normal que ela urine mais e se não houver também reposição de sais minerais por meio de alguma fonte, há a possibilidade de hiporatremia, mas essa é uma condição bem rara”, explica Magnoni.

Portanto, beba água, hidrate-se, mas não precisa exagerar.

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