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Coronavírus: OMS encerra estudos com hidroxicloroquina após ineficácia

De acordo com a organização, o medicamento não foi capaz de reduzir a mortalidade em pacientes internados com Covid-19

Por Da Redação - Atualizado em 4 jul 2020, 17h17 - Publicado em 4 jul 2020, 17h11

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou neste sábado, 4, que interrompeu definitivamente seus testes com o medicamento para malária hidroxicloroquina e também para o medicamento combinado contra o HIV lopinavir/ritonavir após não reduzirem a mortalidade em pacientes hospitalizados com Covid-19.

“Esses resultados preliminares mostram que a hidroxicloroquina e o lopinavir/ritonavir produzem pouca ou nenhuma redução na mortalidade de pacientes com Covid-19 hospitalizados quando comparados ao padrão atual de atendimento. Os investigadores do estudo interromperão os ensaios com efeito imediato”, afirmou a OMS em comunicado, referindo-se a amplas análises em vários países que a agência está liderando.

A agência da Organização das Nações Unidas apontou que que a decisão, tomada por recomendação do comitê de condução internacional do estudo, não afeta outras análises em que os medicamentos são usados para pacientes fora do ambiente hospitalar ou como profilaxia, ou seja, como uso preventivo para a infecção do vírus.

Em maio e junho, os testes com hidroxicloroquina comandados pela entidade internacional de saúde foram pausados outras duas vezes. A primeira suspensão, em maio, ocorreu após a publicação de um controverso artigo científico na prestigiada revista The Lancet que determinava a ineficácia do medicamento. Após dúvidas contundentes sobre a procedência do estudo serem levantadas, a OMS retomou as análises em 3 de junho. Já no dia 17 de junho, a OMS voltou a suspender as análises. A decisão atual, no entanto, determina o fim definitivo dos ensaios.

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Outro braço do estudo liderado pela OMS está analisando o efeito potencial sobre o Covid-19 do remédio antiviral remdesivir, da Gilead. O medicamento, inclusive, recebeu liberação para tratamento da doença causada pelo novo coronavírus em toda a União Europeia.

Com Reuters

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