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Coronavírus: União Europeia autoriza remdesivir para tratar Covid-19

A aprovação é válida por um ano em todo o bloco; trata-se do primeiro medicamento autorizado na região para combater o novo coronavírus.

Por Da Redação - Atualizado em 3 jul 2020, 16h02 - Publicado em 3 jul 2020, 15h55

A Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que aprovou o uso do antiviral remdesivir para tratar casos graves de Covid-19 após um acelerado processo de revisão. Trata-se do primeiro medicamento autorizado na região para combater o novo coronavírus.

A medida ocorre apenas uma semana após a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovar o medicamento, produzido pela farmacêutica Gilead Sciences, para uso em adultos e adolescentes a partir dos 12 anos de idade, que também sofrem de pneumonia e requerem suporte de oxigênio.

“Não deixaremos pedra sobre pedra em nossos esforços para garantir tratamentos ou vacinas eficientes contra o coronavírus”, disse Stella Kyriakides, comissária da União Europeia para Saúde e Segurança Alimentar, em comunicado.

A Comissão informou na quarta-feira que estava em negociações com a Gilead para obter doses de remdesivir para os 27 países do bloco.

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No entanto, isso pode ser difícil depois que o Departamento de Saúde dos Estados Unidos anunciou que havia garantido toda a produção projetada da Gilead para julho e 90% da produção para agosto e setembro.

O remdesivir está sob alta demanda depois que o medicamento administrado por via intravenosa ajudou a reduzir o tempo de recuperação hospitalar em um ensaio clínico. Acredita-se que seja mais eficaz no tratamento de pacientes com Covid-19 em estágios iniciais da doença do que outras terapias, como o esteróide dexametasona.

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Ainda assim, como o remdesivir é administrado por via intravenosa por um período de ao menos cinco dias, seu uso tem sido restringido a pacientes doentes o suficiente para demandar hospitalização.

A autorização condicional de introdução no mercado é um dos mecanismos reguladores da UE criados para facilitar o acesso precoce a medicamentos que respondem a uma necessidade médica não atendida, incluindo aqueles para situações de emergência em resposta a ameaças à saúde pública, como a atual pandemia, informou a Comissão.

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A aprovação é válida por um ano no bloco e pode ser estendida ou convertida em uma autorização de comercialização incondicional, se todos os dados necessários estiverem disponíveis sobre sua eficácia e efeitos colaterais.

 

Com Reuters

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