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Coronavírus: Caiado pede lockdown por 14 dias em Goiás

Governador afirmou que medida tem a intenção de conter o aumento do número de casos e mortes em todo o estado e solicitou ajuda de prefeitos

Por Da Redação Atualizado em 29 jun 2020, 16h17 - Publicado em 29 jun 2020, 14h53

O governador do estado de Goiás, Ronaldo Caiado, defendeu nesta segunda-feira, 29, que prefeitos de cidades no estado adotem um lockdown intermitente, no qual houvesse restrição de funcionamento de atividades econômicas por 14 dias, seguidos de reabertura destes serviços por outros 14.

  • Durante reunião com políticos e especialistas em saúde pela manhã, Caiado afirmou que todos os serviços que são de responsabilidade de sua gestão estarão fechados a partir desta terça, 30, pelos próximos 14 dias. Cabe como exceção as atividades essenciais. “O que o governador puder deliberar, ele vai deliberar, vai fechar”, disse.

    O governador afirmou que caso medidas de contenção não sejam tomadas, haverá problemas de diversas ordens na estrutura hospitalar de Goiás, como falta de leitos, medicamentos e especialistas para atender os doentes. A análise é baseada em projeções da Universidade Federal de Goiás. De acordo com os estudos da instituição, com esse tipo específico de lockdown seria possível diminuir em 61,5% o número de mortes por Covid-19 na região (em comparação ao regime de zero restrições sociais).

    Goiás é um dos estados menos afetados pela pandemia em todo o Brasil. Desde março, foram registrados 21.984 casos e 435 óbitos.

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    Nesta tarde, o governador afastou a ideia de lockdown e afirmou em suas redes sociais que o isolamento se tratará, na realidade, de uma segunda etapa da quarentena em todo o estado com “fechamento agressivo”. De acordo com o governo, não haverá, no entanto, restrição de fronteiras nem cobrança de multa para quem não seguir as determinações de restrição. O decreto com todas as informações detalhadas está previsto para ser publicado ainda na tarde de hoje.

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