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Confirmado o 2º caso de transmissão de ebola nos EUA

Funcionário de saúde que tratou de paciente infectado em Dallas testou positivo para o vírus. Enfermeira do mesmo hospital também foi contaminada

Autoridades sanitárias americanas anunciaram nesta quarta-feira que mais um funcionário do hospital do Texas onde o liberiano Thomas Eric Duncan foi internado testou positivo para ebola. Este é o segundo caso de transmissão do vírus em solo americano. A primeira contaminada foi a enfermeira Nina Pham, de 26 anos, que também atuou no tratamento a Duncan. O Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) não divulgou a identidade do funcionário.

De acordo com o órgão, o profissional apresentou febre nesta terça-feira e foi imediatamente levado a uma área de isolamento do hospital. O exame preliminar para diagnóstico de ebola foi feito pelo Departamento de Serviços de Saúde do Texas e ficou pronto no mesmo dia. Um segundo teste, realizado para confirmar o resultado do primeiro, está sendo conduzido pelo CDC.

Em comunicado, autoridades do Texas disseram que conversaram com o funcionário para tentar identificar pessoas que possam ter tido contato com ele. No entanto, não ficou claro se eles já estão monitorando alguma delas.

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Primeiro diagnóstico – Thomas Duncan foi o primeiro paciente a ser diagnosticado com ebola em solo americano. Ele contraiu o vírus na Libéria e começou a apresentar os sintomas nos Estados Unidos. O paciente foi internado no Hospital Presbiteriano de Dallas e, apesar do tratamento, morreu na semana passada. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a doença já matou 4 447 pessoas desde março, a maior parte delas na África Ocidental, que enfrenta o pior surto de ebola da história.

A enfermeira Nina Pham, cujo diagnóstico de ebola foi confirmado neste domingo, teve extenso contato com Duncan durante o seu tratamento no hospital de Dallas. Ainda não se sabe como ela foi contaminada. Segundo autoridades americanas, a profissional usou os equipamentos de proteção, como luvas e máscara, todas as vezes em que esteve com o liberiano. É possível que ela tenha quebrado o protocolo ao retirar roupas e equipamentos de segurança. Segundo o hospital, o estado de saúde de Nina é bom.

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A nova transmissão coloca em xeque os protocolos de segurança adotados pelos agentes de saúde dos Estados Unidos e aumentam o temor de que novos casos de contágio possam surgir entre os profissionais do hospital de Dallas. Autoridades americanas afirmaram que estão monitorando 48 pessoas que tiveram contato com o paciente liberiano e com os funcionários que o atenderam.