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Brasil registra primeiros casos de transmissão de chikungunya

Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira diagnóstico em dois pacientes do Amapá que não fizeram viagens recentes ao exterior

Dois casos de transmissão de febre chikungunya foram confirmados na cidade de Oiapoque, no Amapá, pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira. Trata-se dos primeiros registros de pacientes que não fizeram viagem ao exterior, o que significa que a doença foi transmitida dentro do país. Nos outros 37 episódios relatados neste ano, a febre foi contraída em viagens internacionais. A chikungunya provoca sintomas semelhantes aos da dengue e é causada por um vírus transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Os dois pacientes, que já passam bem, apresentaram os sintomas nos dias 26 e 27 de agosto e a confirmação do diagnóstico foi feita nesta semana. O Ministério da Saúde anunciou que intensificou as medidas de controle da doença no Oiapoque, ao lado dos governos municipal e estadual, com busca de novos casos suspeitos, remoção e tratamento químico de criadouros de mosquitos Aedes aegypti e aplicação de inseticida em comunidades.

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De acordo com o Ministério de Saúde, na próxima campanha contra a dengue, a chikungunya também será mencionada. “O período de maior transmissão da dengue no Brasil vai sempre de janeiro a maio, mas é importante que desde já as pessoas verifiquem suas caixas d’água e áreas de depósitos do mosquito para evitar as duas doenças”, diz o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

A doença – A febre chikungunya tem sintomas similares aos da dengue, como febre alta, mal-estar e dores nos músculos, ossos e articulações. A doença começa a se manifestar três a sete dias depois de o paciente ser picado. Caso a pessoa seja picada novamente no decorrer dos primeiros cinco dias dos sintomas, ela passa o vírus para o mosquito, que pode retransmiti-lo a outras pessoas. A chikungunya é comum em algumas regiões da África e, atualmente, é epidêmica em ilhas do Caribe.