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Brasil registra primeiros casos de transmissão de chikungunya

Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira diagnóstico em dois pacientes do Amapá que não fizeram viagens recentes ao exterior

Por Da Redação - 16 set 2014, 21h28

Dois casos de transmissão de febre chikungunya foram confirmados na cidade de Oiapoque, no Amapá, pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira. Trata-se dos primeiros registros de pacientes que não fizeram viagem ao exterior, o que significa que a doença foi transmitida dentro do país. Nos outros 37 episódios relatados neste ano, a febre foi contraída em viagens internacionais. A chikungunya provoca sintomas semelhantes aos da dengue e é causada por um vírus transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Os dois pacientes, que já passam bem, apresentaram os sintomas nos dias 26 e 27 de agosto e a confirmação do diagnóstico foi feita nesta semana. O Ministério da Saúde anunciou que intensificou as medidas de controle da doença no Oiapoque, ao lado dos governos municipal e estadual, com busca de novos casos suspeitos, remoção e tratamento químico de criadouros de mosquitos Aedes aegypti e aplicação de inseticida em comunidades.

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De acordo com o Ministério de Saúde, na próxima campanha contra a dengue, a chikungunya também será mencionada. “O período de maior transmissão da dengue no Brasil vai sempre de janeiro a maio, mas é importante que desde já as pessoas verifiquem suas caixas d’água e áreas de depósitos do mosquito para evitar as duas doenças”, diz o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

A doença – A febre chikungunya tem sintomas similares aos da dengue, como febre alta, mal-estar e dores nos músculos, ossos e articulações. A doença começa a se manifestar três a sete dias depois de o paciente ser picado. Caso a pessoa seja picada novamente no decorrer dos primeiros cinco dias dos sintomas, ela passa o vírus para o mosquito, que pode retransmiti-lo a outras pessoas. A chikungunya é comum em algumas regiões da África e, atualmente, é epidêmica em ilhas do Caribe.

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