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Veja Essa: Collor, Marina Silva e Bolsonaro

As frases da semana

Por Lizia Bydlowski - 22 maio 2020, 06h00

“Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas.”
FERNANDO COLLOR, senador (Pros-AL) e ex-presidente, referindo-se ao confisco do saldo das poupanças no seu governo, em mea-culpa atrasado. Mais precisamente, trinta anos atrasado

“Socialismo, capitalismo, liberalismo. Todo mundo adora um ‘ismo’. Está na hora de trabalhar na dimensão do sustentabilismo.”
MARINA SILVA, da Rede Sustentabilidade, defendendo sua causa numa live com o arquiteto Miguel Pinto Guimarães e, de quebra, criando um neologismo

“Esta não é uma pergunta educada. Ia dizer para uma mulher, mas, na verdade, para ninguém.”
JACINDA ARDERN, primeira-ministra da Nova Zelândia, puxando a orelha de um apresentador de TV que quis saber se ela pintava o cabelo por já ter fios brancos. Isso depois de o companheiro dela, Clarke Gayford, haver postado: “Ajudei a parceira a tingir o cabelo e cortei o da filha. Por incrível que pareça, continuamos de bem”

“Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma tubaína.”
JAIR BOLSONARO, presidente, fazendo piada com coisa muito séria

“O que mais querem? Que um anjo desça do céu para dizer que o remédio dá certo?”
DAMARES ALVES, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e integrante da tropa da cloroquina, remédio de efeito não comprovado alçado a salvação da pátria

“Comecei a tomar há umas duas semanas.”
DONALD TRUMP, presidente americano, que diz estar se medicando com hidroxicloroquina, versão da cloroquina e panaceia de sua preferência

“Esta pandemia finalmente enterrou de modo definitivo a ideia de que as pessoas no comando sabem o que estão fazendo.”
BARACK OBAMA, ex-presidente americano, em discurso a formandos no qual fez a crítica mais dura até agora — sem citar nomes — ao governo Trump

“Mudanças nos hábitos de consumo alimentadas por desinformação sobre a segurança do produto.”
JOHNSON & JOHNSON, listando o motivo para deixar de vender nos Estados Unidos e no Canadá o talco de sua marca, frequentemente acusado de causar câncer (o que a empresa nega)

“Nós coronamos em casa. Uma loucura. Desci para buscar uma comida e acho que foi no elevador.”
CLAUDIA RAIA, atriz, ao revelar que ela, o marido e os dois filhos dela foram contagiados com o novo coronavírus. Todos já estão passando bem, mas Claudia avisa: “Não é uma gripinha. É uma coisa seriíssima”

“Não estão deixando ele governar sem fazer alianças.”
ANTÔNIA FONTENELLE, apresentadora, achando justificativas para a troca de afagos entre o presidente e o Centrão

“Eu votei no Bolsonaro, tinha um otimismo danado nele, muito mais do que a maioria das pessoas. Mas todos os dias o cara dá chance ao azar. Achei que ia ser diferente. Confiei e me arrependi.”
OSCAR SCHMIDT, craque do basquete, desiludido com o governo, mas confiante no futuro: “Esta pandemia chegou para colocar o mundo em ordem”

“Errei muito no passado e aprendi com esses erros.”
FELIPE NETO, influenciador, arrependido de haver colaborado, via redes sociais, para o impeachment de Dilma Rousseff, “que podemos chamar de golpe”

“As pessoas poderiam começar a imaginar que estou com Covid-19. Não estou, estou ótima.”
FÁTIMA BERNARDES, apresentadora, em ligação ao vivo para seu programa Encontro para esclarecer que precisou faltar devido a um “problema dermatológico”

“Seu tio encheu meu saco. Ele não era fácil.”
ALAIN PROST, piloto francês rival histórico de Ayrton Senna, em conversa com o sobrinho do brasileiro, o também piloto Bruno, narrada pelo próprio

Publicado em VEJA de 27 de maio de 2020, edição nº 2688

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