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Moda e atitude: todo o poder ao sutiã

Famosas do mundo inteiro estão dispensando a blusa na hora de se exibir em festas e tapetes vermelhos

Inventado há pouco mais de 100 anos, o sutiã tem sua história emaranhada com a de outro fenômeno que deslanchou no século passado, o feminismo. Curiosamente, sua existência suscita argumentações ora para o mal, ora para o bem. Para o mal: o pedaço de tecido com dois bojos não tem nenhum uso prático a não ser aprisionar, esconder, escamotear uma porção exclusiva da anatomia feminina, como se fosse algo de que as mulheres devessem se envergonhar. Simbólico dessa interpretação é o muito propalado boato — que os fatos, aliás, não corroboram — de que elas queimaram sutiãs em fogueiras nos rebeldes anos 1960. Para o bem: a armação patenteada pela americana Mary Phelps Jacob em 1914 as liberou do aperto asfixiante do espartilho e, por tabela, dos rigores impostos por usos e costumes obsoletos. Vai nessa linha a recente adesão de celebridades, do Brasil e de fora, ao uso do sutiã sem blusa por cima em festas e tapetes vermelhos, uma atitude que, segundo especialistas, ecoa a fase atual de mais poder e protagonismo das mulheres.

“Na busca de igualdade no mercado de trabalho e fora dele, a mulher passou anos tentando aproximar seu visual ao dos homens, adotando blazers, ternos e camisas. Agora, a identidade feminina está sendo resgatada e ganha força. A exposição do sutiã é uma forma de assumir a feminilidade de maneira romântica e sensual”, diz a consultora de moda Tatiana Taurisano.

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