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Zema diz que não fará privatizações em Minas no momento

Governador eleito de Minas comemora vitória e aniversário de 54 anos. Azarão na disputa, candidato do NOVO deslanchou depois anunciar voto a Jair Bolsonaro

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 28 out 2018, 22h41 - Publicado em 28 out 2018, 22h39

O governador eleito em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), prometeu que não realizará privatizações, ao menos por enquanto. A afirmação foi feita em seu primeiro pronunciamento, na noite deste domingo, após a confirmação da vitória na disputa pelo Palácio Tiradentes.

“Não é prioridade porque isso (as privatizações) está longe de resolver os problemas de Minas”, disse. “Não seria um bom negócio para os mineiros, no momento”, afirmou. Zema disse ainda que uma equipe procurou representantes do governo federal em Brasília para discutir a dívida do Estado.

O governador eleito afirmou novamente que pretende ter uma boa relação com a Assembleia Legislativa, mas não quer “balcão de negócios”.

Zema completa 54 anos hoje. Uma casa de eventos foi reservada pela campanha do candidato para a comemoração do resultado, com food truck e música tocada por um DJ.

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Às 18 horas, uma hora depois do início da contagem dos votos, já havia fila para entrada no local. O clima é de boate, com tema da vitória de Ayrton Senna. A entrada para o encontro da militância teve também a música “We are the champions”, da banda inglesa Queen.

Romeu Zema anunciou voto em Jair Bolsonaro para a Presidência da República e se colocava como o candidato diferente de outros políticos, apesar de ter sido filiado ao Partido da República (PR) durante 18 anos. A legenda foi uma das siglas envolvidas com o esquema que ficou conhecido como mensalão do PT. Um dos expoentes do PR no plano nacional foi Waldemar da Costa Neto, ex-presidente do partido e condenado no mensalão.

Nas redes sociais e em debates no segundo turno, Zema buscou vincular a imagem de Anastasia ao senador Aécio Neves (PSDB), padrinho político do tucano. Em produções veiculadas nas redes sociais, abaixo de foto do concorrente, apareciam também em fotos Aécio e, ao lado, a irmã do senador e braço direito do parlamentar, Andrea Neves. Em todas as respostas, Anastasia afirmava que o senador e sua família não participariam do governo, caso fosse eleito.

Zema chegou ao segundo turno como zebra. As pesquisas de intenção de voto o apontavam em terceiro lugar na disputa pelo Palácio Tiradentes, com Anastasia em primeiro e o atual governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), em segundo. Zema, no entanto, venceu o primeiro turno, Anastasia ficou em segundo e Pimentel, em terceiro.

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