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Vice-prefeita de São Paulo diz que atos de vandalismo impedem diálogo

Nádia Campeão assumiu executivo paulistano enquanto Fernando Haddad está no exterior; 20 pessoas foram presas por vandalismo na terça-feira

Por Da Redação
12 jun 2013, 10h07

A vice-prefeita de São Paulo, Nádia Campeão (PC do B), afirmou na manhã desta quarta-feira que não é possível dialogar com os manifestantes que cometem atos de vandalismo nos protestos contra reajuste no valor das passagens do transporte público na capital.

Na tarde e na noite desta terça-feira, 4 000 manifestantes seguiram da Praça do Ciclista até o Terminal Parque Dom Pedro II, passando pela Radial Leste, Avenida Liberdade e Praça da Sé. Além de apedrejar e pichar ônibus, um grupo chegou a lançar um coquetel molotov dentro do terminal. A PM respondeu com bombas de gás lacrimogênio para conter o vandalismo. Um grupo seguiu para a Avenida Paulista, onde provocou mais destruição. Encapuzados, alguns integrantes picharam paredes, destruíram placas e vidraças.

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“Acho que, depois dos acontecimentos nessas três manifestações, a vontade dos manifestantes não é dialogar. Os métodos utilizados afastam o diálogo, não aproximam. Não podemos aceitar que o objetivo seja criar transtorno. O diálogo nessas condições não é possível”, disse Nádia em entrevista ao Bom dia São Paulo, da TV Globo. A vice está no comando do executivo paulistano enquanto o prefeito Fernando Haddad (PT) está em viagem à França.

Ao todo, dezenove manifestantes foram detidos na terça-feira. Destes, treze seguem sob custódia da Polícia Civil aguardando transferência para um Centro de Detenção Provisória da capital. Dez não terão direito ao pagamento de fiança, segundo a polícia. A vice-prefeita explicou que, neste momento, a providência é fazer um levantamento dos prejuízos causados a cidade e penalizar os que se envolveram com infrações. Ela aproveitou e faz um apelo ao movimento “pedimos para que eles encontrem o caminho do diálogo”.

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Segundo Nádia, a prefeitura também deve se reunir com o Ministério Público na tarde desta quarta-feira para discutir o rejuste. “A sociedade deve participar e acompanhar, mas não é pelo caminho do transtorno, de aterrorizar a população, de depredar patrimônio e sujar a cidade. A população não aceita isso e a prefeitura também não”.

Esta foi a terceira manifestação em menos de uma semana comandada pelo Movimento Passe Livre. Nas três vezes, baderneiros deixaram um rastro de vandalismo pela cidade e entraram em choque com a Polícia Militar. O movimento planeja uma nova passeata na quinta-feira. Enquanto isso, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, assiste de Paris aos protestos. O petista está na capital francesa para defender a candidatura da cidade como sede da Expo Mundial 2020.

“Vaquinha” – Na manhã desta quarta-feira, o Movimento Passe Livre, responsável pelos protestos, lançou uma campanha na internet para arrecadar fundos para o pagamento de fiança de um dos vândalos detidos pela polícia no protesto de terça-feira. Na página do grupo no Facebook, o movimento indicou uma conta bancária e afirmou que os manifestantes foram “presos de forma arbitrária”. O valor pedido é 20 000 reais. Um pedido semelhante foi postado pelo grupo em site coletivo de arrecadação de fundos.

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