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Vereadores adiam início da CPI dos ônibus no Rio

Grupo de oposição ao prefeito pede mais tempo para reunir documentos e organizar as oitivas. Manifestantes permanecem acampados dentro do prédio

Por Cecília Ritto 12 ago 2013, 19h37

A primeira reunião de trabalho da CPI dos Ônibus, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, marcada para as 10h desta terça-feira, foi adiada por pressão da oposição. Na tarde desta segunda-feira, 36 vereadores se reuniram para definir os rumos da Casa, que está ocupada por manifestantes. Com a exceção de Eliomar Coelho, do PSOL, os outros quatro vereadores que compõem a comissão – os peemedebistas Chiquinho Brazão, Professor Uoston e Jorginho da SOS, além de Renato Moura (PTC) – não participaram do encontro. Mas o presidente da câmara, Jorge Felippe, também do PMDB, avisou a Coelho que os quatro aceitaram o adiamento do início dos trabalhos. A alegação dos vereadores da oposição é de que não haveria tempo suficiente para reunir documentos, cifras e informações para iniciar as oitivas – algumas delas previstas já para terça-feira.

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Um novo encontro, desta vez só com vereadores de partidos contrários à gestão de Eduardo Paes, foi marcado para terça. “A reunião seria um atropelo”, disse Coelho depois de duas horas de conversa entre os vereadores. Para Teresa Bergher, líder do PSDB, o ideal seria desfazer a comissão e montar um outra.

A situação na Câmara ainda é precária. Com a ocupação, a circulação dos vereadores é limitada, e funcionários dos gabinetes não podem entrar. Após o encontro da tarde desta segunda-feira, Jorge Felippe saiu por um portão da lateral, menos tumultuado, tentando fugir da imprensa. Rodeado de seguranças, disse apenas que a reunião deveria ser adiada e que ia conversar com os outros quatro vereadores da CPI para bater o martelo sobre a mudança de data – o que aconteceu alguns minutos depois.

Todos os vereadores da base de Paes saíram tentando não chamar atenção. Na Cinelândia, onde fica a Câmara, apenas os integrantes do PSOL podiam circular com tranquilidade entre os manifestantes, que também ocupam as escadarias da Casa.

Mesmo alguns integrantes da oposição a Paes são hostilizados – principalmente os dos partidos não identificados com a esquerda. O ex-prefeito Cesar Maia, do DEM, deixou o local sob vaias, com chutes em seu carro. Uma equipe da TV Globo também foi hostilizada e teve de se retirar da Cinelândia.

A Câmara fechou os portões às 9h desta segunda. A ordem para fechar as portas veio da presidência da Câmara, preocupada com uma nova invasão de manifestantes no dia em que seria discutido o futuro da CPI dos ônibus. Os vereadores ainda não sabem como ocorrerá a sessão de terça-feira, porque o plenário está ocupado por um pequeno grupo de manifestantes.

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