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Um defensor do #EleNão na comitiva de Bolsonaro em Davos

Assessor de imprensa do Planalto, Tiago Pereira Gonçalves trabalhou para deputado petista e atacou o presidente nas redes sociais

Por Gabriel Castro - Atualizado em 24 jan 2019, 16h03 - Publicado em 24 jan 2019, 15h23

Na pequena comitiva que o acompanhou no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Jair Bolsonaro incluiu um assessor hostil a… Jair Bolsonaro.

Tiago Pereira Gonçalves, encarregado de fazer o contato com os jornalistas, já trabalhou para o deputado Vicente Cândido (PT-SP) e fez campanha aberta contra Bolsonaro durante as eleições. Na Suíça, ele foi um dos personagens do mal explicado cancelamento da entrevista coletiva que Bolsonaro daria em Davos.

Segundo o assessor, o cancelamento se deu devido ao “comportamento antiprofissional” da imprensa. Em suas redes sociais, Tiago não esconde a repulsa ao presidente. Em outubro, ele compartilhou um vídeo da campanha do #EleNão no qual o cantor Zeca Baleiro se refere a Bolsonaro como “capiroto” e “satanás”.

Facebook/Reprodução

No mesmo mês, ele compartilhou uma mensagem segundo a qual o presidente é de “extrema direita” e o novo governo, “neofascista”. A postagem também incluiu um ataque a Sergio Moro, que teria usado o cargo de juiz para “fazer política partidária”.

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Facebook/Reprodução

Um pouco antes, em setembro, disse que apenas a “escória” apoiava Bolsonaro.

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Eduardo Bolsonaro também foi alvo de Tiago.

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O assessor ainda sugeriu a “interdição psíquica” de Janaina Paschoal, deputada estadual eleita pelo PSL.

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Além de ter assessorado Vicente Cândido, Tiago já trabalhou nos Ministérios da Saúde e da Integração Nacional na gestão Dilma. Após o impeachment, permaneceu no governo federal. Em julho do ano passado, passou a trabalhar no Palácio do Planalto. Até agora, sobreviveu ao que o ministro Onyx Lorenzoni chamou de “despetização”.

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