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Temer: ‘PMDB quer ser cabeça de chapa em 2018’

Vice-presidente da República admite que o partido não deve repetir parceria com o PT; para Renan Calheiros, candidato do partido será "competitivo"

Por Gabriel Castro, de Brasília 15 jul 2015, 12h54

Um evento de lançamento das novas plataformas digitais do PMDB se transformou em um ato pela candidatura própria em 2018 nesta quarta-feira, em mais um passo do partido para longe da aliança com o PT. No encontro, que teve a participação de todos os principais caciques do partido, a tônica do discurso era a construção de uma agenda e a aproximação com a sociedade com o objetivo de lançar um nome à Presidência da República em 2018.

O próprio vice-presidente da República, Michel Temer, deixou isso claro em entrevista após o evento: “O que está sendo estabelecido é que o PMDB quer ser cabeça de chapa em 2018”, disse ele, que preside o PMDB e normalmente é mais diplomático quando aborda o rompimento com o PT.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi direto e disse que a aliança com o PT é “circunstancial”. “O PMDB desde logo está deixando claro, absolutamente claro que vai ter projeto de poder, que vai ter um candidato competitivo em 2018”, afirmou.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também enfatizou a necessidade de que o partido siga um caminho de autonomia. Ele repetiu uma metáfora que tem usado para sustentar a importância de uma candidatura própria em 2018: “Quem não joga não tem torcida”.

O novo plano de mídia digital lançado nesta quarta pela Fundação Ulysses Guimarães, controlada pelo partido, prevê um reforço da atuação nas redes sociais. O objetivo é expor com mais clareza as propostas do partido e ativar a militância para sustentar o projeto presidencial. A tese da candidatura própria deve ser confirmada no congresso do partido, que acontecerá em outubro.

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