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Secretário da Cultura Ricardo Braga é exonerado após dois meses no cargo

No início da semana, ministério da Cidadania demitiu presidente da Funarte. Novos chefes das pastas ainda não foram anunciados

Por Diego Freire 6 nov 2019, 03h33

Nomeado secretário especial de Cultura do ministério da Cidadania no início de setembro, o economista Ricardo Braga foi exonerado do cargo nesta quarta-feira 6, em decreto do presidente Jair Bolsonaro publicado no Diário Oficial da União (DOU).

O ministério ainda não informou quem assumirá o posto. Antes de assumir a chefia do órgão – que executa funções do extinto ministério da Cultura -, Braga, que teve a maior parte de sua trajetória profissional ligada ao segmento financeiro, atuava como diretor de Investimentos do Andbank Brasil. Anteriormente, foi superintendente de operações do Banco Votorantim.

O economista assumiu após seu antecessor, José Henrique Medeiros, pedir demissão depois do governo suspender um edital que envolvia produções sobre temática LGBT. Na época, Medeiros declarou que aquela era a “gota d’água”.

Após a saída de Medeiros, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, reivindicou o pedido de demissão e declarou que o secretário “não estava desempenhando as políticas propostas pela pasta”.

Funarte

No início da semana, outra baixa foi registrada em um órgão vinculado ao ministério da Cidadania. Na segunda-feira, o pianista Miguel Angelo Oronoz Proença foi exonerado da presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Doutor em Música e pianista de renome internacional, Miguel Proença estava desde fevereiro deste ano na presidência da Funarte, que é responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas de fomento a artes visuais, música, circo, dança e teatro. Sem substituto anunciado, ele declarou que um dos motivos de sua demissão foi sua iniciativa de prometer um concerto em homenagem à atriz Fernanda Montenegro.

No final de setembro, o diretor do Centro de Artes Cênicas (Ceacen) da Funarte, Roberto Alvim, chamou Montenegro de “intocável” e “mentirosa” em publicação nas redes sociais.

“Irritou profundamente (defender a atriz). A pessoa devia estar contrariada com ela. Não sei o porquê. Fui um dos primeiros a me manifestar. Não pensei em política, pensei em mandar um abraço a uma amiga”, disse Proença, sem citar Alvim.

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