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PT não é prejudicado por ‘fake news’, mas pela ‘verdade’, diz Bolsonaro

Pelo Twitter, candidato do PSL rebate intenção de Fernando Haddad de contestar no TSE apoio de empresários a sua campanha por meio do WhatsApp

Por Da Redação 18 out 2018, 17h24

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, usou o Twitter para responder ao petista Fernando Haddad, depois que este citou reportagem do jornal Folha de S. Paulo sobre empresas que estariam comprando pacote de mensagens contra o PT e voltou a acusar o capitão reformado de espalhar “fake news”.

Segundo Bolsonaro, o “PT não está sendo prejudicado por ‘fake news’, mas pela verdade”. “Roubaram o dinheiro da população, foram presos, afrontaram a Justiça, desrespeitaram as famílias e mergulharam o país na violência e no caos. Os brasileiros sentiram tudo isso na pele, não tem mais como enganá-los!”, escreveu.

Minutos depois, o candidato do PSL fez outra publicação, na qual questiona: “Quem é o ‘Avião’ na lista da Odebrecht?”. Trata-se, aparentemente, de uma referência à candidata a vice de Haddad, Manuela D’Ávila (PCdoB), que teria esse apelido na lista de pessoas que receberam doações do setor de propina da Odebrecht, segundo delatores da empresa.

Manuela já negou essa acusação e disse que todos os valores que recebeu na campanha de 2012 foram devidamente declarados.

Justiça

Mais cedo, após vir à tona a revelação de que empresas bancaram a disseminação de mensagens contra o PT nas redes sociais, Haddad afirmou que vai acionar todos os mecanismos judiciais para que a campanha de Bolsonaro e os empresários supostamente envolvidos sejam punidos.

O petista citou até a possibilidade de que a candidatura do adversário seja impugnada e o terceiro colocado no primeiro turno – Ciro Gomes (PDT) – seja chamado para disputar a segunda etapa da eleição. “Em qualquer lugar do mundo isso seria um escândalo de proporções avassaladoras, poderia encerrar até com a impugnação da candidatura com a chamada do terceiro colocado para disputar o segundo turno”, disse.

O PDT também anunciou que vai à Justiça para pedir a impugnação da chapa em razão da revelação feita pela reportagem. Os advogados do partido vão entrar com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusando o candidato do PSL de ter se valido de apoio financeiro de empresários – o que é proibido – e de ter um caixa 2.

  • Além dos contratos de R$ 12 milhões citado pela reportagem para serviços de disparos de mensagens no WhatsApp, Haddad disse que há indícios de outros “milhões de reais” em contratos ainda não identificados. O petista apontou que o próprio adversário, falando por viva-voz no celular, pediu a empresários que financiassem a disseminação de mensagens aos eleitores. Para Haddad, houve crimes de organização criminosa, caixa dois, calúnia, difamação e lavagem de dinheiro.

    (Com Estadão Conteúdo)

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