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PSDB nacional diz que diretório municipal não pode expulsar Goldman

Executiva do partido disse que decisão é 'arbitrária e inócua'

A executiva nacional do PSDB emitiu um breve comunicado sobre a decisão do diretório municipal da sigla em São Paulo de expulsar o ex-governador Alberto Goldman por “infidelidade partidária”. O atual secretário de Governo de São Paulo, Saulo de Castro, também foi desligado.

Segundo a nota, o diretório municipal não tem competência para expulsar os dois, uma vez que ambos são membros, respectivamente, dos diretórios nacional e estadual do partido. “A decisão é arbitrária e inócua”, diz a nota, enviada pela assessoria de imprensa do PSDB nacional.

Nesta segunda-feira, o diretório municipal do PSDB, decidiu expulsar Goldman – membro do partido há 21 anos – e Saulo por terem supostamente apoiado adversários do tucano João Doria na disputa pelo governo do estado. Goldman usou um adesivo de Paulo Skaf (MDB) no debate do primeiro turno da TV Globo, enquanto Saulo foi expulso por ter levado no domingo o governador Márcio França (PSB) a uma reunião com Geraldo Alckmin, presidente nacional do partido e candidato derrotado ao Planalto. Além dos dois, outros quinze membros foram expulsos supostamente por terem feito propaganda para Jair Bolsonaro (PSL).

Goldman e Saulo são desafetos de Doria. O ex-governador começou a se desentender publicamente com o ex-prefeito no ano passado, quando publicou um vídeo dizendo que o empresário era “político sim, mas dos piores políticos que já tivemos aqui em São Paulo”. Ao se eleger, Doria se vendia como “gestor”, e não político.

Em resposta, o então prefeito publicou na época um vídeo chamando Goldman de “improdutivo” e “fracassado”. “Você coleciona fracassos na sua vida e agora vive de pijamas na sua casa. Fique com a sua mediocridade que eu fico com o povo que me elegeu, Alberto Goldman”, afirmou.

Questionado sobre de que ala do PSDB teria partido a decisão de expulsá-lo, o ex-governador, que soube pela imprensa do caso, reagiu com ironia: “Dá para adivinhar, não é?”.